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20/01/2017

Economia

Setor aéreo responde por 6,4 bilhões da produção econômica de Santa Catarina

Setor aéreo responde por 6,4 bilhões da produção econômica de Santa Catarina Imagem: Divulgação internet
Por ABEAR

Um estudo inédito da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), com a colaboração da GO Associados, mostra que o transporte aéreo contribui com 1,6 % da produção total de Santa Catarina, ou o equivalente a R$ 6,4 bilhões. Nesse valor, está incluída a receita das companhias aéreas (transporte de passageiros e cargas) e de seus fornecedores, mais o turismo viabilizado pelo setor aéreo. Também entra na soma o consumo familiar dos trabalhadores que integram essa cadeia. A parcela é inferior à contribuição do setor medida no plano nacional, estimada em 3,1% do total da produção brasileira.

Além disso, a aviação e os setores que ela impulsiona geraram 140,8 mil empregos em Santa Catarina em 2015, com o pagamento de quase R$ 1,2 bilhão em salários. O setor aéreo contribui também com a arrecadação de R$ 517 milhões em impostos no estado.

O estudo tem como objetivo medir o impacto da aviação na economia nacional e em todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal. O levantamento tem como base o ano de 2015 e usa fontes públicas, tais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Em termos relativos, para cada R$ 1 que a aviação adiciona à produção econômica do estado, R$ 14 são gerados em produção na cadeia do turismo catalisado pelo modal de transporte. No tocante aos empregos, para cada posto de trabalho ocupado na aviação, 22 outras pessoas são contratadas no turismo derivado de Santa Catarina.

“Olhando dessa forma fica bem fácil perceber como estímulos ao setor aéreo se espalham e se multiplicam pela economia. Aqui mostramos esse efeito multiplicador no turismo, mas essa mesma lógica vale para outros setores, como o de comércio, para não falar nos benefícios de uma maior conectividade doméstica e internacional. A aviação tem essa característica de criar e reforçar ciclos virtuosos de desenvolvimento”, explica o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.

Cenário

A publicação Voar Por Mais Brasil – Benefícios da Aviação, que contém o estudo, traz não somente os dados dos impactos econômicos do setor, mas apresenta também o quadro de fatores sociais e econômicos que facilitam ou dificultam a oferta de transporte aéreo nas localidades, condicionando assim os resultados verificados.

Santa Catarina contribui com 3,05% do total de embarques anuais em voos domésticos, parcela inferior à participação de sua economia na produção brasileira, de 3,93%. A quantidade de viagens aéreas entre os catarinenses é de 0,43 embarque por habitante, proporcional a média do país, de 0,47.

A alta densidade demográfica (três vezes a média nacional), elevada produção per capita (20% superior à média) e destacada participação da indústria compõem um quadro conceitualmente propício à demanda aérea. Os fluxos de movimentação turística, por sua vez, são dos mais relevantes do país. Há neles, contudo, uma destacada participação do modal rodoviário, uma vez que os principais polos de contato não estão a grandes distâncias. A penetração do transporte aéreo de passageiros apenas ligeiramente inferior à média nacional se mostra compatível, reservando grande potencial de ampliação. Os números da atividade cargueira são modestos.

“A tributação sobre o combustível de aviação, como regra geral, não é feita pelo teto, mas está longe da alíquota mínima, podendo ser alvo de redução para o aumento da competitividade. Nesse cenário, mesmo com expressivo valor absoluto, a aviação tem participação na produção estadual inferior à média brasileira. Os benefícios econômicos e sociais já gerados hoje direta e indiretamente podem ser plenamente ampliados com uma abordagem estratégica de fomento à atividade”, afirma Maurício Emboaba, consultor técnico da ABEAR.

Brasil

A aviação brasileira contribuiu com 3,1% da produção total do país, ou o equivalente a R$ 312 bilhões em 2015. Ao todo, foram gerados 6,5 milhões de empregos, com o pagamento de R$ 59,2 bilhões. O transporte aéreo também respondeu pela arrecadação de R$ 25,5 bilhões em impostos.

Segundo o levantamento, tomando como exemplo os números nacionais, para cada R$ 1 que aviação gera como produção econômica direta, são gerados R$ 5 em produção no turismo viabilizado pelo modal. Se olharmos para as ocupações, para cada profissional contratado pela aviação, mais de oito postos de trabalho são amparados no turismo catalisado.

A íntegra do estudo pode ser acessada no link: https://goo.gl/yr23zi 









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