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10/04/2017

Educação

Floripa Letrada ajuda jovem a passar em sétimo lugar no vestibular da UFSC

Floripa Letrada ajuda jovem a passar em sétimo lugar no vestibular da UFSC Imagem: Assessoria de imprensa
Por Assessoria de imprensa

Natural de Curitibanos, Oeste de Santa Catarina, Giulia Scapini veio para Florianópolis em 2013. Tinha uma meta: passar no vestibular da Universidade Federal para o curso de Medicina, uma briga muito acirrada. Em 2014, nada. Não passou no concurso. No ano seguinte, decidiu apostar, além do material de um cursinho pré-vestibular, em livros e apostilas do Floripa Letrada. Sob coordenação das secretarias municipais de Educação e de Mobilidade Urbana, esse projeto coloca à disposição dos usuários de transporte coletivo, em cinco terminais de ônibus, os mais variados impressos.


Giulia abasteceu-se fartamente de obras voltadas para Física, Matemática, Química e Geografia, principalmente. Para treinar o que havia lido, levou para casa apostilas de exercícios retirados da prateleira do Floripa Letrada do Terminal de Integração do Centro - TICEN.


“O material que eu peguei me ajudou a ir além do que já havia visto em sala de aula e estudado nos livros e apostilas do cursinho. Muito do que eu peguei, auxiliou-me a aprofundar questões das mais diversas disciplinas”, conta.


Pela nota, descansando na terra natal, tinha quase certeza que havia passado. Antes do desfecho final, recebeu uma ligação da Comissão Permanente do Vestibular. Tinha ficado entre os 10 primeiros colocados e estava sendo convidada para participar da divulgação do resultado oficial. Aos 18 anos, emocionada, não ligou para os pais Marcos e Rosane: “Mandei um whats”.


Para uma vaga no curso pretendido, a jovem, ainda com espinhas no rosto, disputou espaço com mais 233 candidatos. Conquistou 90,58 pontos de um total de 105, o que lhe garantiu a sexta posição no curso dela. No geral do vestibular, ficou com 86,26 pontos e o sétimo lugar entre todos os aprovados.
Quando retornou para Curitibanos, teve uma festa surpresa. Lá estavam familiares e amigos para saudar a nova caloura da UFSC.

Pouca diversão no domingo

Pela manhã, Giulia frequentava o cursinho: das 7h20 às 12h10. Almoçava e logo às 13h30 estava devorando, entre tantos livros, aqueles que ela escolheu no Floripa Letrada. A parada ocorria só por volta das 19h30. A garota era tão focada que mesmo aos domingos não deixava de lado os estudos.

Salienta que cuidava bem da sua alimentação e, mesmo com pouco tempo, fazia atividade física. “ Isso fez diferença também na minha preparação”, diz.
Ela se controlava para não comer muitos doces e alimentos gordurosos. Optava por alimentos integrais e tentava manter as vitaminas num bom nível com frutas, verduras e suplementos. Duas ou três vezes por semana, ia malhar numa academia. Fazia musculação. “Era uma forma de eu relaxar”.

Giulia Scapini nasceu no dia 8 de agosto de 1997. Aos 19 anos, está na terceira fase de Medicina. Não sabe ainda qual especialização seguir. “É muito cedo, tenho muita coisa para ver durante o curso”. Giulia tem pela frente seis anos de curso com carga horária mínima de 7.200 horas, conforme regulamentação do Ministério da Educação. Para se tornar uma especialista, terá que se dedicar à área por pelo menos mais dois anos, no período de residência médica.

O retorno ao Floripa Letrada

Recentemente, foi até a sede do Floripa Letrada devolver as 11 obras que pegou do projeto em 2015, além de levar outros livros e apostilas para doação. “Tomara que esse material também auxilie outras pessoas a realizarem seus sonhos, o de passarem no vestibular, como eu”, finaliza.
A irmã de Amanda, formada em psicologia pela UFSC, obteve outras façanhas em 2015. Também passou para medicina em sexto lugar, no curso dela, na Universidade Federal do Paraná, e em três instituições privadas.

O saber no terminal

O Floripa Letrada já distribuiu gratuitamente mais de 1,7 milhão de livros e revistas à população da Grande Florianópolis.
O projeto acontece nos terminais do Centro, Rio Tavares, Trindade, Canasvieiras e Lagoa da Conceição. Trata-se do maior acervo democrático de obras do Brasil, oriundos de doações, que são disponibilizadas gratuitamente para a população.

Desde 2010, os passageiros têm a seu dispor obras que podem ser lidas na espera do ônibus, dentro do veículo ou durante o trajeto da viagem. Quem quiser, pode levar a obra para casa, mas é importante devolvê-la, para que outras pessoas também tenham acesso ao material. Nos terminais contemplados pelo projeto circulam diariamente em média 370 mil pessoas. 









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