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28/09/2016

Meio Ambiente

Sobrevoou no litoral catarinense teve registro de baleias Franca

Sobrevoou no litoral catarinense teve registro de baleias Franca
Por REDAÇÃO

Através de uma ação no último dia 15 de setembro foi realizado o segundo sobrevoo de monitoramento da temporada 2016 de reprodução de baleias-francas no litoral de Santa Catarina. O sobrevoo faz parte do Programa de Monitoramento de Cetáceos do Porto de Imbituba – SC e adjacências, implantado pela SCPar Porto de Imbituba e executado pelo Instituto Australis.
Seu objetivo é determinar a ocorrência e distribuição das baleias-francas no Sul do Brasil, entre as cidades de Florianópolis (SC) e Torres (RS), abrangendo a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, a qual se estende do Sul de Florianópolis até Balneário Rincão, no Sul de Santa Catarina.

O sobrevoou teve início no Norte da Ilha de Florianópolis até Torres (RS). Foram avistadas 36 baleias sendo 17 pares de mãe e filhote e duas baleias adultas não acompanhadas de filhotes. Essa quantidade chamou a atenção dos pesquisadores, por se tratar de um número muito baixo para esta época, considerada o pico da temporada reprodutiva da espécie.
Desde o ano passado tem sido observado um comportamento atípico de ocorrência das baleias franca no litoral sul do Brasil, possivelmente decorrente de anomalias climáticas que estão interferindo na disponibilidade de alimento para as baleias franca na Antártida, e consequentemente no sucesso reprodutivo.

Do total de baleias avistadas, a maior concentração ocorreu na Enseada da Ribanceira/Ibiraquera, onde cinco pares de fêmea com filhote foram avistados. Outras duas concentrações foram identificadas na praia da Gamboa, e desde Itapirubá Norte até a praia do Gi (Laguna-SC). Foi avistada, ainda uma baleia com um pedaço de rede de pesca preso na cabeça.
Nessa época, em 2015, foram avistadas 58 baleias-francas. Nos últimos dez anos, uma média de 114 baleias tem sido registradas no pico da temporada, em setembro.
As baleias francas “catarinenses”

A maioria das baleias avistadas dentro e no entorno da APA da Baleia Franca são fêmeas grávidas, que se aproximam da costa à procura de águas quentes e enseadas protegidas para o nascimento de seus filhotes. As fêmeas têm um filhote a cada três anos, sendo que o tempo de gestação é de 12 meses. Machos e juvenis também costumam ser vistos na região, geralmente sozinhos.

A rota migratória das baleias-francas ainda é incerta, mas sabe-se que elas partem da Antártica, onde se alimentam de krill no verão e acumulam reserva energética em forma de gordura para a jornada rumo ao continente sul-americano.
Dizimadas pela caça em meados da década de 1970, as baleias-francas voltaram a ser vistas na costa brasileira na década de 1980, o que estimulou o fim da caça de todas as espécies de baleia no Brasil.
Em 2000, criou-se por decreto a APA da Baleia Franca, com o objetivo de proteger a principal área de ocorrência da espécie no Brasil. Passados 15 anos da criação da APA, hoje a estimativa de crescimento populacional das francas é de 12% ao ano.
 









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