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Quarta-feira, 18.01.2012 As piadas sem pai nem mãe

- Quem é que inventa as piadas? – lascou o filho do vizinho da frente, menino inoportuno que só abria a boca pra perguntar coisas desse tipo. Respondi que ninguém, melhor, milhares, milhões de “ninguéns”. Pois é, e agora pergunto eu: Por que a maioria das piadas não tem dono? Tem aquela do papagaio, a do português, a da loira burra, a do Pedrinho, etc. Mas todas bastardas, sem pai nem mãe. É claro que, em sendo assim, muitos humoristas (folgados que são) se apropriam delas como se as mesmas fossem deles. E tem os piadistas que trocam os personagens, dizendo que tal história aconteceu com um fulano conhecido, um sicrano “amigo”.

Houve uma vez (no recentíssimo século passado) um prefeito folclórico cujo nome era, digamos, Mano Oliveira. Por ser um tanto (e põe um tanto nisso) simplório no falar, sem nenhuma intimidade com a gramática culta, passaram a imputar-lhe toda e qualquer piada avulsa. Sabe a última do Mano Oliveira? Então soltavam o verbo e a graça. Só para se ter uma idéia, ou duas:

Mano Oliveira precisava asfaltar uma certa rua, a pedido de uma pessoa próxima. Seriam cinco ou seis caçambas de material, mas os recursos estavam escassos, as "prioridades" eram outras. Então o jeito foi procurar o governador, que atendeu a tal solicitação, mas pediu ao prefeito para “não espalhar”. Alguns dias depois, ao passar pela referida rua, o governador estranhou aquele monte de asfalto endurecido, que a garotada usava para brincar de subir e descer. Então ligou para o prefeito e perguntou o que havia acontecido ali. Mano Oliveira respondeu que agiu de acordo com a orientação dele: não espalhou nada.

Outra. O prefeito foi fazer a sua primeira viagem de helicóptero. Um pouco assustado, e meio zonzo por causa do barulho, olhou para fora e observou, em voz alta, que as pessoas, lá embaixo, pareciam formigas de tão pequenas. O piloto, então, informou que de fato eram formigas, pois o helicóptero ainda não havia decolado.

Ocorre que recentemente eu lia o livro “Gol de padre e outras crônicas”, do Sérgio Porto, ou melhor, Stanislaw Ponte Preta, quando me deparei com essa mesma anedota. Estava lá, bem no final da história “A estranha passageira”. Adulteraram a piada do Stanislaw!, trocaram uma velhinha, passageira de primeira viagem, pelo prefeito Mano Oliveira. O importante, nisso tudo, é dar boas risadas.

Mas tem piadas e também piadas. O filho do vizinho, aquele mesmo do início, se aproximou de novo pra perguntar se eu sabia “por que é que a galinha atravessa a estrada”. Respondi sei lá, pra se encontrar com o galo. Ele rebateu, dizendo que a galinha atravessa a estrada pra chegar no outro lado, só isso.

- Tem graça, ô pivete malinha?

- Não sei. Mas é de graça. Ah! Ah! Ah!

Quer dizer: é melhor rir, mesmo na falta de graça, do que simplesmente não rir.





Postado por Jaime Ambrósio às 16:30 | Marcadores: Pivete   Asfalto     

Quarta-feira, 11.01.2012 O fim do mundo segundo nóis tudo

Sem dúvida, essa coisa do fim do mundo mexe com a imaginação de muita gente. E até de certos animais, que estão visivelmente “apocalípticos”. É rato comendo cobra, por vingança ; elefante dando trombada em dono de circo; os curiós do Miguel se negando a cantar; tainha mordendo pescador; cachorro surtando fora de agosto; e até porcos tentando criar asas para fugir do abate e comprovar, assim, a evolução da espécie diante dos humanos, antes tarde do que nunca...

E as “possíveis” manchetes de jornais e revistas, que já passeiam pela Web?
NOTÍCIAS POPULARES: “O mundo sífu, acabou-se tudo”
NATIONAL GEOGRÁFIC: “Saiba onde fica o fim do mundo”
JORNAL DO COMÉRCIO: “Os juros finalmente caem no Brasil”
INFO EXAME: “100 dicas de como aproveitar o Windows The End”
VEJA: “Entrevista exclusiva com Deus”
ZERO HORA: “O Rio Grande vai acabar”
CORREIO BRAZILIENSE: “Congresso vota inconstitucionalidade do fim do mundo”
PLAYBOY: “Nova loira do Tchan: um apocalipse de sensualidade”
DIARINHO DA ARMAÇÃO: “O maió vento súli da história” (Esta ainda não navegava na Rede)

Falando nisso, “espia” algumas célebres opiniões extraídas de uma conversa de manezinhos num boteco qualquer da Ilha, na beirada do mar, num fim de tarde calorento....
- Jejuix! Problema , lá no outro mundo, vai sê agüentá a torcida daquele time lá do Estreitcho intisicando a gente: “Visse, istepôr?, o teu Avai morreu na série B”
- Vô é me individá bastante, num vai sê preciso pagá mexmo. Quero inté comprá o bendito do brequibéri, pra Madalena pará de me azucriná.
- Pelo menos a Nezilda, que num quis ficá comigo, num vai ficá com mais ninguém.
- Pelo menos ela ficô comigo...
- Pissirica do fim do mundo!
- Dizê que num vô precisá levantá cedo todo dia...
- Quanta bobági! Se o mundo fosse acabá o Noé da Silva aqui(o dono do bar), que é devoto de Santo Expedito, nem ia querê cobrá as nossas dívida.
- Nem morto da Silva eu dexo de cobrá.
- Num acridito nem disacridito. De qualquer maneira, ô Noé da arca quebrada, pindura aí mais essa; dispois, se for o caso, cobra di Dêugi.





Postado por Jaime Ambrósio às 17:31 | Marcadores: Dêugi   Istepôr   Bobági  

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