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Sábado, 18.02.2012 Rapidinhas de carnaval

Disse pra mulher que tinha plantão logo mais à noite. “Hoje? Em pleno carnaval, Chico?”... É, Duda, hoje mesmo, a empresa não quer saber, e to na escala – respondeu. E saiu, que a folia de rua o esperava. Tomou uma cerveja, depois outras, e ficou seguindo os blocos em torno da Praça XV. Mas não encontrou nenhum conhecido, e pior, nenhuma colombina perdida. Percebeu, também, que estava andando sempre no mesmo sentido, então resolveu inverter o trajeto, talvez assim as coisas melhorassem. Alguns minutos depois:
- Francisco?! Você não tinha plantão?
- Eduarda?! Você não ia ficar em casa?

***
Num baile da terceira “melhor idade”
- Inácio, hoje só vamos sair daqui depois que o baile acabar, tá combinado?
- Beleza, gatinha manhosa!
- E já tratou, o Inácio, de pedir um uísque com Red Bull, que dá “aaaasas”
- Depois de uma hora e pouco de marchinhas, confetes e serpentinas, os dois estavam debruçados numa mesa, nos fundos do clube, dormindo de asas caídas. Duas horas mais tarde um dos seguranças veio acordá-los. Inácio, então, sacudiu a mulher:
- Vamos, gatinha, o baile já acabou.

***
Carnaval é uma festa profana praticada religiosamente, todos os anos, por milhões de fiéis. Seria, como diz o vernáculo, a exaltação da carne. Mas é importante não exagerar na hora de comer. Por isso os nutricionistas sugerem sanduiches leves, à base de tomate, alface, rúcula...
***

- Vou te dizer-te uma coisinha pra ti, amiga.
- Pois digue, então!
- Carnaval é muitcho bão, tinha que ser o ano inteiro, sem pará.
- É ruim! E quando é que o povo ia descansá?

***
- O que tem pra cumê hoje, ô essa guria?
- Bifê sobrado e arroiz de carnaval.
- Que tipo de arroiz é esse?
- Sai em bloco, amôri.
***
O folião de barriga proeminente entra na farmácia lotada e tenta disfarçar um indisfarçável nervosismo. Precisa esperar a vez. Finalmente o rapaz, também nervoso (mas por causa do plantão) vem atender. O cliente pede analgésicos e olha para os lados... Mas alguma coisa?, pergunta o tal rapaz nervoso. O Tal cliente, apavorado, pede em voz baixa, quase inaudível, uma caixinha de Viagra. O atendente vai procurar, demora um pouco, volta, e solta o verbo a todo volume, pra todos ouvirem:
- NÃO TEM VIAGRA, PODE SER UM VASODILATADOR SIMILAR?





Postado por Jaime Ambrósio às 12:34 | Marcadores: Marchinhas   Serpentina   Profana  

Quinta-feira, 09.02.2012 DE COMO É DESACONSELHÁVEL ESPIRRAR NO TRÂNSITO


Em qualquer lugar ou situação ele é um atraso de vida, com sua repetência irritante e seu borrifo escandaloso. Já teve jogador de futebol com torcicolo, ladrão que acabou se denunciando, velhinha que perdeu a dentadura postiça, perereca saltou, voou, voou... Mas no trânsito a coisa pode ser ainda pior, um espirro não mede as conseqüências mecânicas.

Paulo Alexandre (professor de português em cursinhos pré-vestibular) dirigia com a calma de sempre, cuidadoso e solícito, diminuindo na faixa de pedestres, deixando a moça bonita passar, também o velho carregando a sacola de compras. A rigor, um bom motorista. Mas aconteceu e a gramática não explicou. Maldito resfriado! O espirro veio incontrolável, absoluto como Deus. E não deu tempo de tirar o pé do acelerador; pelo contrário, o motorista atordoado pisou ainda mais fundo. Pá-blac!, a onomatopéia da barbeiragem. Desceu do carro, desceram; tentou se desculpar, dizendo que o problema foi o espirro. O que? Espirro? Isso mesmo (irônico para disfarçar o nervosismo): esternutação (?), jato, esguicho, borrifo; expulsão reflexa, brusca e sonora do ar pelo nariz e pela boca, provocada por irritação na mucosa nasal. Antes de a vítima, do trânsito e do léxico, tentar uma reação chula e braçal, o PM interveio.

A vítima: “Não quer explicar ao seu guarda o negócio do espirro?”

Paulo Alexandre: “Que espirro?”

O guarda: “Não explica nem justifica, bateu atrás é culpado.”

O professor descansou a gramática, de nada adiantaria dizer ao policial que a culpa foi de um espirro autoritário, inculto. Ora, bateu atrás o seguro paga, conformou-se. Aliás, deveria haver, isso sim, um seguro contra espirro. Por que não?

Acertou os conformes e entrou no carro, que agora teria que ficar alguns dias na oficina. Tudo por causa de um espirro lazarento... Então parou numa farmácia e comprou uma tonelada e meia de vitamina C efervescente e outras vitaminas que previnem acidentes de trânsito.





Postado por Jaime Ambrósio às 10:17 | Marcadores: Vitamina   Lazarento   Borrifo  

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