Bem-vindo! Domingo, 23/04/2017.
Agora na TV 13:30h BAND ESPORTE CLUBE / 15:00h DOCUMENTÁRIOS BBC / + programas
Busca
Tempo em SC

Sexta-feira, 31.08.2012 Figueira e Avaí poupam o bolso dos torcedores. JEC e Tigre nem tanto

Olá, leitores! Torcedor adora usar como desculpa a ausência dele em estádio de futebol por conta dos valores dos ingressos. Alguns têm razão. A grande maioria não tem. Afinal, não dá para classificar R$ 18,05 (preço médio do ingresso cobrado no Orlando Scarpelli) um preço salgado para assistir a uma partida de Série A.

Sabe-se que é muito mais econômico ser sócio. Mas, nesse caso, concordo que nem todos têm condições de incluir mais um gasto de aproximadamente R$ 60,00 no orçamento mensal. Mas uma ida por mês ao estádio não vai fazer falta, né?!

Logicamente levo em conta o orçamento médio de uma família (3 pessoas) da classe D brasileira.

Abaixo está um ranking dos preços médios dos valores dos tickets nas séries A e B. Ele foi elaborado da seguinte forma: público pagante dividido pelo valor da arrecadação. Os dados são coletados através dos borderôs publicados no site da CBF. Não é o valor exato dos ingressos. Mesmo assim dá para se ter a exata noção qual torcedor paga mais caro e qual paga mais barato.

Na Série A a surpresa fica por conta de Palmeiras, Portuguesa e Atlético-GO. Mesmo com uma campanha fraquíssima os 3 clubes figuram entre os 10 mais careiros da elite. O Galo de Minas Gerais aproveita o bom momento e supervaloriza a presença dos alvinegros no Estádio Independência. E é em Campinas que está a maior pechincha do Brasileirão. A Ponte Preta cobra R$ 13,07!!!! Ah se todos fossem iguais à Macaca!

Já na Série B o líder Vitória sabe o tamanho da importância em ter, nesse momento, os rubro-negros no Manoel Barradas (Estádio Barradão). A força de uma torcida vibrante faz a diferença no placar dos jogos. Que o digam os adversários do Boca Juniors no La Bombonera. Apesar de violentas as “hinchas” argentinas têm o poder de virar jogos e vencer confrontos então considerados perdidos.

Vamos aos números:

Valor médio dos ingressos na Série A

1º Atlético-MG – R$ 37,38

2º Palmeiras – R$ 34,52

3º Portuguesa – R$ 29,45

4º Corinthians – R$ 28,46

5º Botafogo – R$ 28,42

6º Cruzeiro – R$ 27,65

7º Atlético-GO – R$ 26,35

8º Vasco – R$ 25,43

9º São Paulo – R$ 22,60

10º Fluminense – R$ 22,22

11º Santos – R$ 22,12

12º Sport – R$ 20,98

13º Grêmio – R$ 20,95

14º Flamengo – R$ 20,70

15º Bahia – R$ 19,23

16º Figueirense – R$ 18,05

17º Náutico – R$ 18,04

18º Internacional – R$ 17,90

19º Coritiba – R$ 16,45

20º Ponte Preta – R$ 13,07

Curiosidades das torcidas na Série A:

- Corinthians tem a maior média de público do Brasileirão (24.968 espectadores por jogo);

- Figueirense é hoje detentor da 6ª pior média de público da Série A (9.005 torcedores por jogo);

- Atlético-MG, o líder do Brasileirão, tem somente a 4ª melhor média de público (16.473 pessoas por jogo);

- Flamengo, clube dono da maior torcida do Brasil – do mundo, para muitos - ocupa a modesta 13ª colocação na média de público do Campeonato Brasileiro 2012 (10.537 espectadores por partida). Em compensação, com 22.345 torcedores por jogo, o Rubro Negro carioca faz jus à fama de mais querido do país quando atua fora de casa. É o time visitante com maior média de público. Comparado com o Corinthians está com uma vantagem de 7 mil pessoas por jogo. Já o Figueirense, único representante catarinense na elite do nacional, é o 2º visitante com a pior média de público (8.354 espectadores por partida).

Valor médio dos ingressos na Série B

1º América-MG – R$ 21,56

2º Guarani – R$ 16,86

3º Atlético-PR – R$ 16,27

4º Paraná – R$ 16,18

5º Joinville – R$ 14,88

6º Criciúma – R$ 14,19

7º Ceará – R$ 13,75

8º Vitória – R$ 13,57

9º América-RN – R$ 12,14

10º Bragantino – R$ 12,05

11º ABC – R$ 11,99

12º Guaratinguetá – R$ 11,84

13º CRB – R$ 11,72

14º Avaí – R$ 11,18

15º ASA – R$ 9,72

16º Ipatinga – R$ 7,82

17º São Caetano – R$ 7,28

18º Goiás – R$ 6,93

19º BOA E.C. – R$ 5,70

20º Grêmio Barueri – R$ 3,96

Futebol é caro? Depende do time que você torce. Se a coisa estiver "preta" torça para o Grêmio Barueri, oras.

HASTA LUEGO!!!

(fonte FootStats)





Quinta-feira, 30.08.2012 Bingo!

Na missa ele ficava com um olho no padre, outro na Bernadete. Ela mais devota, só de vez em quanto pendia o olhar na direção de Alfredo, que nunca tivera coragem de sentar-se perto da moça. Coisa feia, sussurrava a mãe. O que, mãezinha? Ficar prestando atenção em rabo de saia na casa de Deus. Que nada, que nada. Um dia, na hora do Corpo de Cristo, ficou na fila da hóstia logo atrás de Bernadete. Conseguiu sentir, pela primeira vez, o perfume dela, suave, irresistível, profano. Depois da hóstia ela voltou-se para retornar ao banco e cruzou com Alfredo, estático, trêmulo. Seus olhares cumprimentaram-se rapidamente, selando ali uma promessa talvez. No final da missa o padre anunciou que a reforma do pavilhão da paróquia estava concluída e que no próximo sábado haveria um bingo beneficente para festejar . Que coisa boa, mãezinha! O que, filho? O bingo, mãe.

Tinha certeza de que ela iria, por isso colocou uma roupa mais alegre, passou um perfume e raspou o bigode ralo que nada lhe acrescentava.

Ele e a mãe. Atrasados, o bingo andando. Compram as cartelas, sentam. Esperam a próxima rodada. Enquanto isso Alfredo procura por Bernadete. Consegue localizá-la, mas ela não o vê. Começa um novo sorteio. Alfredo com um olho na cartela, outro em Bernadete. A mãe atenta a tudo, marcando os números dela e conferindo os do filho.

- Bingo!
- O que foi?
- Você ganhou. Vá até lá.

Ficou parado por alguns segundos. Tinha medo de pagar mico na presença da moça. E vai que algum número esteja errado? Relutou um pouco, mas dada a insistência da mãe levantou-se e foi até a roleta. Estava tudo certo. Alfredo voltou para a mesa com uma galinha recheada. Agora Bernadete sabia onde ele estava, mas também não quis se aproximar, porque tinha medo da mãe de Alfredo. Alguns minutos depois o rapaz recebeu um bilhete trazido por um dos festeiros: “Não vais me convidar para comer?” Assinado: “Euzinha”. A mãe quis ver o papel, ele não deixou; ela o apanhou.

- Quem é ela?
- Não sei. O nome é Euzinha.
- Deve ser aquela que você tanto olha na igreja, só pode. Pelo menos é de família?

Alfredo pensa numa maneira de falar com ela, mas lhe falta a mesma coragem de sempre. E se respondesse ao bilhete? Não com a mãe por perto. O bingo termina, os dois se olham mais uma vez, e só.

Era filho único e já tinha idade para estar casado, cheio de outros filhos, mas até então nunca se aproximara de fato de uma mulher, a não ser das quengas lá da zona, e mesmo assim levado pelos amigos. Mas isso não conta, não diminui o seu pavor de tentar uma conquista. Ou diminui? Na verdade a mulher da vida dele tem sido a própria mãe, viúva e extremamente protetora, que o acompanha em qualquer evento social, aqueles tradicionais, porque danceterias e bares noturnos nem pensar, nem pensar de Alfredo ir. Ele que podia não ser um galã de novela, mas estava longe de ser feio. Algumas garotas já haviam se interessado, mandando recados por outras ainda, mas nada, algo travava as pernas e embotava o cérebro na hora de tentar algum gesto de galanteio. A mãe, a despeito de toda a soberania, também desejava ver o filho arranjado, desde que não fosse com qualquer uma. Tinha medo sobretudo das interesseiras, visto que Alfredo, financeiramente, já estava com a vida encaminhada. Então, mesmo sabendo que correria algum risco, decidiu levar o filho a uma psicóloga conhecida. Na quarta sessão ela descreveu o diagnóstico: a mãe. Era preciso eliminá-la. Matar a mãe? Talvez a psicóloga não tenha sido clara o suficiente, pois Alfredo entendeu a sentença de maneira literal, não psicanalítica.

Matar a mãe? Alguém pode matar a própria mãe? E como é que se mata uma mãe? De fato, e pensando melhor, a coroa realmente estava sendo um problema para ele, que nada podia fazer sem o consentimento dela. Até as cuecas era ela quem comprava. E agora queria decidir sobre a vida amorosa dele, que nem existia ainda. Mas Alfredo não teria coragem de dar um tiro quando ela estivesse dormindo, muito menos uma facada. Veneno é coisa da Idade Média, agora só é usado para matar ratos e cachorros. Não, nunca mataria sua mãe, embora a solução pudesse ser essa.

Foi o que disse para a psicóloga, que levou um grande susto. Alfredo, eliminar a mãe não significa matá-la concretamente, mas sim deixar de ser dependente dela; significa você seguir os seus anseios livremente, sem nenhuma amarra, sem ninguém querendo decidir qual caminho você deve trilhar.

- Bingo!

Assim se desvencilhou da mãe, radicalmente. Se ela ditasse uma regra, ele criava outra. Na missa ia sozinho, no bingo também. Já conversava com as garotas, especialmente com Bernadete, com quem começou a namorar em seguida. Não demorou muito e os dois noivaram. O casamento também veio logo, junto com o primeiro filho.

Foram morar num apartamento grande, no centro, vista para o mar. Mas Bernadete, que tinha várias qualidades como mulher, não era boa de cozinha. Então Alfredo, que já sentia um certo remorso com relação à mãe, convidou-a para morar com eles. A mãe sabia fazer uma comidinha caseira como ninguém.





Postado por Jaime Ambrósio às 21:18 | Marcadores: Zona   Bingo   Roleta  

Segunda-feira, 27.08.2012 Avaí é o Flamengo da Série B

Olá, leitores! Chegamos ao fim do 1º turno da Série B. Com isso, resolvi fazer um levantamento dos números da participação dos torcedores nessa fase fria da competição. No apontamento mostrado a seguir destaco as 6 melhores médias de público, quais os 6 visitantes com maior média de público fora de casa, os 4 jogos com o maior número de torcedores, o maior público registrado na Ressacada e o menor número de torcedores registrado numa partida.

Fiquei feliz em ver a atuação dos Tricolores do Sul e do Norte de SC. As torcidas de JEC e Criciúma ocupam posição de destaque na média de espectadores por partida e nos 4 jogos com mais torcedores nas arquibancadas.

Já na capital catarinense, apesar da campanha irregular do time em campo, os Azurras conseguiram garantir uma boa classificação na média de “torcedores por jogo”.

Ah! Se na Série A o Flamengo é o time que arrasta multidões o mesmo pode ser dito sobre o Leão da Ilha na Segundona do Brasileirão. O clube de Florianópolis é o visitante com a melhor média de público quando atua fora da Ressacada. Pelo jeito a marca Avaí FC é bem vista em outros estados do país.

Vamos aos números:

6 melhores médias de público no turno da Série B:

1º Vitória (11.818 espectadores por jogo)
2º JEC (10.061 espectadores por jogo) *atualizado com a renda do jogo JEC 1X0 Goiás
3ºCeará (8.926 espectadores por jogo)
4º Goiás (8.762 espectadores por jogo)
5º Criciúma (8.675 espectadores por jogo)
6º Avaí (4.530 espectadores por jogo)

6 melhores médias de público dos visitantes no turno da Série B:

1º Avaí (6.257 espectadores por jogo)
2º CRB (6.025 espectadores por jogo)
3º América-MG (5.020 espectadores por jogo)
4º Atlético-PR (4.703 espectadores por jogo)
5º Bragantino (4.683 espectadores por jogo)
6º Criciúma (4.583 espectadores por jogo)

Os 4 maiores públicos do turno na Série B:

1º Vitória 1x0 CRB – Estádio Barradão (BA) – 32.55 espectadores
2º JEC 3X1 Criciúma – Estádio Arena Joinville (SC) – 18.115 espectadores
3º Criciúma 2x0 Avaí – Estádio Heriberto Hülse (SC) – 17.728 espectadores
4º Ceará 1x2 América-MG – Estádio Presidente Vargas (CE) – 16.147 espectadores

Menor público do returno na Série B:

Ipatinga 1x1 Ceará – Estádio João Lamego Neto - 142 espectadores

Maior público do Avaí FC:

Avaí 2x1 Ceará – Estádio da Ressacada – 6.432 espectadores

HASTA LUEGO!





Sábado, 25.08.2012 A placa do candidato

O pacato cidadão estava jogando no time dos desempregados, sem defesa, meio de campo complicado e um ataque como o do Figueirense, cardíaco. Com a diferença de que no time do Estreito eles ganham muito, mesmo sem fazer nada, igual ao José. Mas para tudo há um jeito, até pro Figueira, embora a situação esteja pra lá de loco.
Vieram perguntar pro José se ele deixava colocar uma placa de propaganda política ali na frente da casa, no quintal. De fato a vista era ampla, muita gente passando por ali, e carros, ônibus. A grana era "irrecusável" diante da situação. O problema, o problema é que era de um candidato adversário do seu, de outro partido. Iriam dizer o quê dele lá no boteco? Virou a casaca? Cadê a tua "idologia". E agora, José?
- Aceita, Zé - disse a esposa, olhando pro filho.
Aceitou.
Sim, falaram dele, riram dele, zuaram. José se defendia, dizendo que era apenas uma propaganda, que o voto dele continuava fiel às suas convicções político-partidárias. Não, não era exatamente assim que ele respondia, porque falar difícil é pra político ignorante.
Terminou a campanha, veio a eleição e o candidato de José... perdeu. Quem ganhou? O da placa, aquele mesmo. Situação complicada... Recebeu o dinheiro, a segunda parcela. E contiuava desempregado. Mas (para tudo há um jeito, até pro Figueira) os caras aqueles lhe ofereceram um emprego, salário bom, afinal, a placa ali, naquele espaço estratégico, ajudou o candidato a prefeito, o novo prefeito. Mas o que falariam no bar do Valdir? José, e agora José?
- Aceita, Zé.





Postado por Jaime Ambrósio às 20:03 | Marcadores: Placa   Figueira   Casaca  

Sexta-feira, 24.08.2012 É possível 3 catarinenses na Série A 2013? Dona Estatística responde: 'Sim!'

Olá, leitores! Nesse sábado chega ao fim o 1º turno da Série B. Fiz um levantamento de mais algumas estatísticas das equipes catarinenses. Vou dar ênfase apenas para os quesitos liderados por nossos atletas e times, ok? Posso adiantar que o cenário é bastante otimista para Avaí, Criciúma e JEC. Enxergo a possibilidade, ao fim da competição, de termos os 3 dentro do G4. Seria sensacional e histórico!!! Se os 3 não chegarem lá, devem brigar arduamente por uma vaga na elite do futebol nacional até a última rodada. Ah! Por questões óbvias, nesse cenário otimista excluo totalmente a hipótese de lesão e perda dos principais jogadores do trio catarinense.


Vamos aos números:


Criciúma
- 1º em assistências (40) - Com 6 assistências de cada Zé Carlos e Lucca lideram esse quesito entre todos os jogadores do campeoanto;
- 1º em defesas de goleiro (134) - Douglas Leite acumula média de 7,1 defesas por partida;
- 1º em gols marcados (44) - Zé Carlos é o artilheiro da competição com 18 gols;
- Lucca é jogador da Série B com mais finalizações certas (32) – Zé Carlos é o 2º (27);

Para Paulo Comelli ficar de olho e corrigir: O Tigre é o time com mais cartões vemelhos (7) e mais escanteios cedidos (175).


JEC
- Junto com Zé Carlos e Lucca, o atacante Lima é dono da melhor marca de assistências no campeonato (6).

Para Leandro Campos ficar de olho e corrigir: o Joinville é o time com mais faltas cometidas na segundona do nacional (422). Leandro Carvalho e Eduardo são os mais utilizadores desse recurso.

Obs.: O que me faz crer no JEC são os diversos quesitos em que as principais estrelas da equipe estão na vice-liderança, como por exemplo: Eduardo 2º em dribles certos (60), 2º em cruzamentos (108 – sorte do Lima, te cuida Zé Carlos) e 2º em posse de bola (33’05’’). Tem ainda Lima 2º em gols marcados (10) e 2º em finalizações certas (25). No conjunto a equipe de Leandro Campo aparece entre os Top 10 de vários quesitos da Série B: 3º em gol marcados, 5º em finalizações certas, 3º em assistências, 8º em lançamentos certos, 7º em faltas recebidas, 6ª equipe com menos cartões recebidos e 7ª com menos bolas perdidas.


Avaí
- 1º em passes certos (5675);
- 1º em desarmes (517) – Com média de 5,8 desarmes certos por jogo Bruno é o líder dessa estatística na competição;
- 1º em dribles (336);
- 1º em posse de bola (215’19’’) – Cléber Santana é quem mais tempo permaneceu com a bola nos pés (33’39’’ / média de 1’46’’ por jogo);
- 1º em viradas de jogo certas (158);
- Um dos únicos times do 1º turno que não cometeu penalidade (o outro time é o Goiás);
- Laércio é o jogador com mais penalidades sofridas (2).

Para Hémerson Maria ficar de olho e corrigir: 1ª equipe com mais bolas perdidas (859) e com mais finalizações erradas (190). Talvez Ricardo de Jesus e Camilo auxiliem na correção desses fundamentos. Ricardo com uma melhor pontaria e Camilo para dividir com Cléber Santana a função de carregar a bola. Com menos exposição de CS10 em campo, menos chance dele errar.

CONCLUSÃO: Com a análise desses novos números observo que, entre os 3 catarinenses, a equipe com notória maior evolução é o Avaí. Time que abre o returno como principal concorrente ao título da Série B de 2012. Isso após ser feito um complexo cruzamento de dados dos outros 19 times. Lesões podem atrapalhar? Podem. Negociações de atletas podem influenciar para o contrário dessa previsão? Podem. Mas contratações (Camilo e Ricardo de Jesus) vão ajudar a corrigir o que falta ao Leão da Ilha.


Algo, inclusive, já esperado por mim antes mesmo dessa ascensão do Leão da Ilha obtida através de uma sequência de 6 jogos de invencibilidade e 4 vitórias consecutivas. Basta ler a coluna escrita nesse mesmo espaço no dia 27 de julho. Na ocasião os azurras enfrentavam uma crise daquelas e o nome de Hémerson Maria (HM) passava a ser questionado nos corredores da Ressacada.


A coluna agraciada com o título “Ele é Sir. Hémerson Mourinho Maria Guardiola” era uma intenção de chamar a atenção de torcedores para as qualidades do excepcional técnico avaiano. Observei através das redes sociais (twitter e facebook), o mais fantástico dos termômetros, parte da torcida na carona dos pessimistas de plantão. Os mesmos que hoje, da noite para o dia, transformaram-se em otimistas e no tempo de duas derrotas consecutivas voltarão a balbuciar discursos recheados de pessimismo. Coisas e personagens do nosso futebol!

Ah! Obviamente tenho plena consciência que meia dúzia de parágrafos escritos naquele texto pouco influenciariam na intenção de dirigentes azurras caso os resultados em campo não aparecessem. Seria uma pretensão minha no mínimo arrogante. Porém, as estatísticas daquela época já diziam: a aparição dos bons escores era só uma questão de tempo.

Não entrarei nem no mérito de discutir se o Leão da Ilha na fase ruim (na opinião dos pessimistas) vinha ou não atuando bem. Para mim os números já davam a resposta: o melhor estaria por vir. Mas nem sempre quem joga melhor vence. Principalmente quando o ser humano – Freud explica - tem os olhos muito mais afeitos a enxergar defeitos ao invés de qualidades.

Por falar em enxergar, imagino que alguns dos meus frequentes leitores mais céticos no aceito do uso das estatísticas para definir se um time vai bem ou mal, passaram a refletir sobre esse mesmo ceticismo. Afinal, as minhas previsões feitas lá atrás com base nos números têm se encaixado. Não recrimino quem não considera dados estatísticos para avaliar se o Avaí joga bem ou mal. É uma questão de saber interpretar qual mensagem os números passam. Como eu faço isso? Só posso dizer que não é nada tão simples assim. O certo é que eu encontrei uma forma de usá-las (estatísticas) para ver o futebol de outra forma. Ou melhor, optei pelo mesmo método de trabalho utilizado pelos principais treinadores do mundo.

É mais ou menos como falam os meteorologistas. Todos têm à disposição a mesma imagem captada pelos satélites, mas nem sempre as previsões do tempo são iguais. Vai da leitura de cada “moço do tempo”. Sabe aquele ditado: “O pior cego é aquele que não quer ver”? Cabe muito bem como diagnóstico para determinados casos de “ceticismo crônico”.

HASTA LUEGO!!!





Quinta-feira, 23.08.2012 Pescaria mané

- Beliscô?

- Inda não.

- Vai beliscá...

- Mas como eu ia lhe dizendo no caminho, Dorico, a Matilde tá uma pessoinha amarguenta que só vendo.

- A modi de quê, Valdí?

- Sei não. Coisa de mulé. Começô cismá que ando saindo com bisca, que chego tarde

e num dô conta da obrigação. Ora, Dorico, nem sempre o sujeito tem fogo pela mulé de casa. E ademais, que mal há de passar no buteco depois do serviço?

- Mal nenhum. Opa! Tá puxando...

- O que é?

- Deve de sê um robalo... Ihhh! O afreventado escapô.

- Num esquenta. Isso é que nem mulé, sempre aparece outra.

- Então, então!

- ... A Matilde tá muito intojada pro meu gosto, num tem? Até na comida ela me apronta. Dijaoje o pirão do almoço tinha escama de tainha. Se tem coisa que me dexa malino é pirão com escama. E qué vê o berbigão: a songamonga nem lava pra tirá a sujerada. Fica aquele gosto forte de ferruge que só mesmo a cachaça resolve.

- É invejume, Valdí, invejume. A Matilde tem raiva das tuas noitada, mas bem que gostaria de se esbaldá por aí de noite.

- Ah um relho no lombo!

- Nem tanto, Valdí, nem tanto.

- Opa!...

- O que é?

- Um baiacu barrigudo.

- Apincha na água.

- ... Num digo que a Matilde seje uma mulé que num vale nada. Tem suas qualidade. Num arrasta asa por aí, nem nada. Mas é muito reclamona e aluada. E agora deu pra querê se pintá toda. Parece uma lambisgóia. A módi de que? Me digue, tu, que tem muita idade e já passô por isso.

- Sei não, sei não!

- Ah, e tem outra coisa. De uns dias pra cá deu pra me fazê provocação. Disse que eu vô arrumá pra cabeça. Numa noite dessas ela descobriu um perfume de outra no meu cangote. Pronto! Ficô tiririca. Então inventô, pra me dá um cagaço, que tinha dormido, numa tarde dessas, com um conhecido já meio fora de uso.

- Miserenta!

- Também acho, Dorico. E ainda confessô que só num deu a pissirica porque o tal do véio ficô com o rojão arriado.

- Istepôri! Bisca! Catinguenta!

- Que é isso, Dorico?!

- A ... acabei de perdê uma enchova.

- Qué sabê, vambora que o mar num tá pra pexe. A gente compra uns dois quilo de mistura ali na praia e leva pra casa.





Postado por Jaime Ambrósio às 08:02 | Marcadores: Mané   Afreventado   Baiacu  

Terça-feira, 21.08.2012 Figueirense planeja mudar forma de gestão. Zé Carlos Silva tem apoio para voltar

Olá, leitores! Na Série D o Metrô Bala do Vale está a mil por hora. Na Série C a Chapecoense também é líder. Na Série B o Tigre, o JEC e o Avaí estão numa batida bem interessante. Já na Série A o Figueirense vive um inferno astral que parece não ter fim.

Os problemas começaram fora de campo há uns 2 meses e só agora causam reflexos dentro das 4 linhas.

Não é de hoje que o conselho deliberativo do alvinegro discorda do “modus operandi” – assinado em contrato e referendado pelo mesmo conselho – do atual parceiro alvinegro, a Alliance Sports.

Há 40 dias foi revelado no Jogo Aberto SC, pelo companheiro Sérgio Murilo, o principal ponto de tensão entre parceiro e clube está num dos artigos do contrato. Ele dá para a Alliance Sports o direito de 20% sobre o bruto de toda receita que entra nos cofres do Orlando Scarpelli. Nesse caso entra desde a mensalidade dos sócios, passa pela cota da TV e chega aos empréstimos adquiridos pelo Furacão.

Não diria que isso é um absurdo caso a dívida contraída no período de vigência do contrato também fosse assumida pela Alliance. Nesse caso teríamos uma via de mão dupla. E não é o que acontece hoje. Afinal, a parceria fica apenas com os lucros.

Ah! Mas o grupo de empresários também não é esse “Bicho Papão” pintado por muitos. Afinal, salários de determinados jogadores e parte da folha do Figueira é de responsabilidade dos investidores comandados por Brilinguer. Daí entramos no fator crucial do porquê o tal contrato foi assinado tão rapidamente na posse do atual presidente Nestor Lodetti. Quando lá estavam reunidos, executivos e deliberantes se viram reféns da necessidade de ter alguém para arcar com os altos custos para a formação de um bom elenco em 2010. O acesso à Série A era prioridade. Por isso Wilfredo Brilinguer foi recebido de braços abertos. Só que empresário que se preze não rasga dinheiro, né?! Logicamente a Alliance Sports redigiu um contrato no qual poderia também ter seus benefícios. Dentre as beneficies está aquilo que alcunhei como “o artigo da discórdia”. Aquele dos 20%, já explicado anteriormente.

Porém, impulsionados pela péssima campanha do Figueira no Brasileirão - há males que vêm para o bem - só agora a maioria dos membros do Conselho Deliberativo se rebelou contra o contrato vigente entre Figueirense e Alliance. Vale dizer que alguns conselheiros foram totalmente contra o “artigo da discórdia” no dia da apresentação deste.

A reportagem do Jogo Aberto SC apurou que na reunião dessa quarta-feira no Orlando Scarpelli será apresentada uma PROPOSTA com a intenção de ajustar os direitos e deveres da atuação da Alliance Sports.

Como seria? Simples. O organograma administrativo alvinegro ganharia um terceiro braço. Hoje conta com dois: Conselho Executivo e Conselho Deliberativo. O tal terceiro braço seria a Controladoria.

Vamos com calma para nada ficar mal explicado:

Quem seria o Conselho Executivo? Alliance Sports.

O que muda? A parceira ficaria responsável não só pelos lucros de 20% mas também pelas dívidas adquiridas pelo Figueirense durante a vigência do contrato.

Quem será o presidente do clube? A Alliance Sports é quem vai definir. Pode ser inclusive Nestor Lodetti ou qualquer outra pessoa indicada pela parceira. Imagino ser alguém identificado com o clube. Ou seja, nenhum "estrangeiro". Há movimentos internos no Scarpelli para reaproximar Wilfredo de Lodetti. Já que a relação entre ambos está estremecida.

Quem seria o Conselho Deliberativo? O atual. Não muda nada, evidente. Direito estatutário.

Quem seria a Controladoria? O nome mais forte para tomar frente a esse importante novo “órgão” é o do ex-presidente campeão estadual em 1999 pelo Figueirense Futebol Clube José Carlos Silva. Zé Carlos é, inclusive, o autor da ideia.

Qual seria a atuação da Controladoria? Todos os gastos (desde a conta de luz até a folha de pagamento), investimentos (obras e reformas), contratações e venda de jogadores, dispensa de atletas e qualquer situação que envolva o futuro financeiro do Figueirense terá de passar por essa comissão que poderá vetar, aprovar e sugerir ajustes nos determinados gastos. Evidente que em muitas situações algumas coisas terão de ser discutidas entre os 3 braços para se chegar a um denominador comum. A Controladoria vai, nada mais, que instruir e, principalmente, fiscalizar o fluxo de caixa alvinegro. O nome de José Carlos Silva é quase uma unanimidade entre os conselheiros alvinegros para assumir essa função. Segundo parte do Conselho Deliberativo, não há pessoa com melhor perfil. Afinal, “a vida pregressa dele como presidente não dá margem para um novo erro ser cometido”, diz um conselheiro.

Tá! E dentro de campo? Dentre as mudanças previstas estão: jogar a Série A para cumprir tabela, planejar as estratégias de disputa da Série B de 2013 e contratar um treinador com experiência na Segundona do Brasileirão.

Quem? Márcio Goiano.

Vai dar certo? Difícil afirmar. Futebol é resultado dentro de campo. Mas administrativamente as coisas passarão a ficar menos obscuras.

HASTA LUEGO!





Sábado, 18.08.2012 A guerra conjugal das compras

Marido e mulher num supermercado: sinal de perigo. Não é muito difícil o pau quebrar, mesmo que de maneira sutil. Tem vezes, no entanto, que a coisa fica feia, os dois se exaltam e trocam as mais variadas acusações no meio de um corredor. Tudo por causa da qualidade das mercadorias, dos preços, etc. Eu soube de um casal que se separou logo depois de passar pelo caixa – cada um ficou com uma parte das compras. O problema acontece, no mais das vezes, quando a grana sai do bolso do marido e a mulher, nem aí, insiste em levar tudo do bom e do melhor, e do mais caro. Um exemplo, os sabonetes. Os produtos vão de 80 centavos a 3 reais, aproximadamente. Todos eles desempenham com eficácia a nobre função para a qual foram fabricados: limpar o corpo sujo dos humanos. Mas ela, a mulher em questão, vai comprar qual? O de 2 reais e 99 centavos, porque tem um não-sei-o-que de diferente. Aliás, quando é que o comércio vai parar com essa psicologia idiota de querer confundir o consumidor, tirando um ou dois centavos dos valores cheios?

Quando o dinheiro sai do bolso (ou que seja, da bolsa) da mulher, bom, aí a coisa é diferente, ele topa tudo, tanto no supermercado quanto em casa, depois da novela das oito e tanto. Mas vamos ficar com o primeiro caso e dar um exemplo: Salésio. Ele procurou driblar a situação com a esperteza dos que não querem briga, até porque conhecia muito bem a mulher que tinha. De maneira estratégica ficava sempre atrás dela e do carrinho. Lucimara consultando a lista e jogando as mercadorias pra dentro do carrinho; ele, ágil e disfarçado como um trombadinha, tirando um ou outro item caro e substituindo-o por um ou outro mais barato. Às vezes ela percebia alguma alteração nas compras e fazia ares de consumidora que foi passada pra trás.

- Mas não foi essa ricota que eu tinha comprado, Salésio!

- Sei lá! Você pode ter se enganado, querida, queijo branco é queijo branco.

Assim Salésio conseguia economizar alguns reais. Mas não sabia ele que o mundo é das mulheres. Lucimara, desconfiada, passou a levar junto a filha Ana Lúcia. Então o trenzinho das compras ficava assim: Lucimara na frente, jogando tudo pra dentro do carrinho; Salésio no meio, trocando algumas mercadorias; Ana Lúcia atrás, destrocando tudo. Tal mãe, tal filha, jararaca e jararacazinha.

Sem outra alternativa ele fez valer, então, o discurso da pesquisa de preços. Ou seja, iriam percorrer alguns supermercados e comprar os produtos do rancho aonde eles estivessem mais em conta. As duas torceram o nariz no início, mas depois acabaram concordando. O tour da economia doméstica até que era interessante, um chopinho aqui, um amigo ali, uma promoção especial lá adiante, um cafezinho da hora...





Postado por Jaime Ambrósio às 16:40 | Marcadores: Tour   Sutil   Jararaca  

Segunda-feira, 13.08.2012 'Prazer! Camilo. Sou quem CS10 procurava'

Olá, queridos leitores!

Você por acaso conhece Camilo? Ele é o novo contratado do Avaí. Eu confesso. Até escrever esse texto não sabia bulhufas dele. Pesquisa daqui, pesquisa dali, liga daqui, liga dali, ouve entrevista daqui e dali e consegui montar um perfil bem interessante desse jogador. Leia o texto abaixo e descubra junto comigo se essa era a peça que faltava no Leão.

Ficha técnica:

Nome: Fernando CAMILO Farias
Altura: 174 cm
Peso: 72 kg
Pé preferido: Direito (a canhota não serve só para subir no Busão, volta e meia ele arrisca chutes de esquerda)
Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)
Idade: 26 anos
Clubes: Marília (2006-2008) / Cruzeiro (2008) / Santo André (2008) / Grêmio Barueri (2009) / Cruzeiro (2009) / Ceará (2010) / América-MG (2011) / Nanchang FC – CHI (2011) / Botafogo-SP (desde 2012)

Números de Camilo no Paulistão 2012:

- 17 jogos disputados (5 vitórias / 1 empate / 11 derrotas);
- titular em todas as partidas sendo substituído em 9 delas;
- por contusão não jogou apenas a 1ª e a 12ª rodada;
- 4 gols marcados (2 dentro da área / 1 em cobrança de falta / 1 pênalti) e todos com a perna direita;
- artilheiro do Botafogo-SP no Campeonato Paulista 2012;
- 2 cartões amarelos e nenhum vermelho

Estatísticas de Camilo no Paulistão 2012 (comparado ao restante do elenco do Botafogo de Ribeirão Preto):

- 1º com mais finalizações certas (19 de um total de 40 tentativas – aproveitamento de 47,5%);
- 4º com mais passes certos (282 – aproveitamento de 83,4%);
- 4º com mais posse de bola (média de 44 segundos por jogo);
- 1º em assistências (3);
- 2º com mais cruzamentos certos (8);
- 4º com mais desarmes certos (23 de um total de 27 tentativas – aproveitamento de 85,2%);
- 3º que mais acertou dribles (15);
- 2º com mais faltas recebidas (23);
- 3º com mais viradas de jogos certas (8 de 8 tentativas – aproveitamento de 100%);

Raio-x finalizações de Camilo no Paulistão 2012:

- Dentro da área: 10 acertos e 5 erros;
- Fora da área: 9 acertos e 16 erros;
- Perna direita: 15 certos e 17 errados;
- Perna esquerda: 4 certos e 4 errados;
- Nenhuma finalização de cabeça;

Curiosidades:

* entre todos os atacantes (no Botafogo-SP ele jogava como um terceiro jogador de ataque, o famoso meia-atacante) disputantes do Campeonato Paulista Camilo foi o 9º nas finalizações certas;
* o novo meia-atacante azurra, entre todos os centroavantes do Paulistão, foi o 3º que mais acertou chutes de fora da área;
* Camilo era o cobrador oficial de faltas do Botafogo-SP. Tanto em cobranças pelo lado esquerdo como pelo lado direito;
* Camilo passou pelas categorias de base do Figueirense (juniores) e não foi aproveitado. Foi nessa mesma época que Hémerson Maria teve o primeiro contato com o atleta;
* Em 2009, quando jogava pelo Santo André, o jogador marcou 2 gols contra o Avaí. A partida terminou com vitória do time do ABC Paulista por 4 a 2 (vídeo acima)

Conclusão: É sabido que o Leão da Ilha buscava por um companheiro para compor o meio de campo com Cléber Santana. Pelo sistema de jogo usado por Maria imagino que Camilo é essa peça. Porém, pelo discurso do comandante avaiano pós-jogos ele deve aproveitar o atleta, pelo menos nesses primeiros jogos, como opção no banco de reservas. Não é para menos. Afinal, a última partida oficial disputada pelo meia-atacante foi em 15 de abril. Desaprender a jogar bola ela não desaprendeu. A única questão é a parte física do jogador. Outro fator despreocupante, pois no Paulistão ele deu mostras de ter um excelente condicionamento físico ao jogar 17 das 19 partidas possíveis. Não disputou duas por contusões leves. Camilo é um meia-atacante do futebol moderno. Ele simplesmente não só ataca (melhor pelo lado esquerdo) como também defende. Como os técnicos gostam de dizer ele é "um atleta ofensivo com muito poder de composição”, traduzindo: Camilo faz bem o papel de marcação pressão no campo de defesa do adversário. Ou seja, Fernando (primeiro nome dele) se encaixa perfeitamente no esquema de defesa do comandante azurra (tema abordado na coluna Ele é Sir. Hémerson Mourinho Maria Guardiola). Já na parte ofensiva o novo meio campista azurra tem uma característica muito interessante para os contra-ataques. São os passes rasteiros de bolas enfiadas em diagonal da esquerda para o centro da área. Na finalização Camilo se comporta como um meia de origem. Arremates precisos tanto de direita, quanto de esquerda. Não chega a ser um atleta ambidestro, mas nas finalizações – de frente para o gol - pode usar qualquer uma das pernas e se precisar chuta bem de fora da área. Ah! E tem mais... com a aquisição desse rapaz o Leão da Ilha ganha mais um cobrador de faltas. Camilo agora se junta aos bons batedores Cléber Santana e Leandro Silva. Ele é craque? Não. Não está nesse patamar. Mas tem muitos recursos e tem condições de fazer a diferença.

Uma das coisas que mais me encanta no mundo do futebol é essas idas e vindas. O novo jogador avaiano já esteve nas categorias de base do Figueirense e acabou não aproveitado. Sequer foi guindado aos profissionais. Caso semelhante ao do atacante Roberto. Não deixou saudades quando saiu do Scarpelli. Porém, ouviu lamúrias ao trocar, em 2010, a Ressacada pelo Ajinomoto Stadium do FC Tokyo.

É. Me parece que o Avaí acertou em mais uma contratação. Parabéns, Cléber Santana. Você ganhou o companheiro que precisava. Agora só falta um atacante para fechar um grupo com condições de brigar para estar dentro do G4 na 38ª rodada da Segundona.

HASTA LUEGO!





Domingo, 12.08.2012 Cala a boca, moleque!!
Tem mãe que reclama da timidez do filho, alegando que ele fala pouco em público, que é recatado, retraído, coisas assim começadas com R. Janice daria tudo para que o seu pimpolho crescidinho tivesse essas características. Porque Luizinho, Luizinho é infernal, não tem papas na língua, diz o que pensa em qualquer situação, em qualquer lugar, não mede as consequências de nada, “tá nem aí”. Atentem só nessa para essa conversa com uma amiga da mãe dele num corredor de supermercado:
AMIGA: Oi, Janice! Fazendo compras?
JANICE: Oi, amiga!...
LUIZINHO: Não, a gente tá esperando o ônibus.
JANICE: Menino!
AMIGA: Pois é, continuo tentando perder uns quilinhos, mas não resisto a essas barras de chocolate. Cada dia tem uma novidade.
LUIZINHO: Mamãe disse que você vai virar uma baleia.
JANICE: Olha a boca!... Não liga, ele gosta de inventar coisas.
AMIGA: Imagina! Criança é assim mesmo.
JANICE: E então, como andam as coisas?
AMIGA: Bem. Quer dizer, mais ou menos. Sempre falta alguma coisa, né?
LUIZINHO: Um namorado?
Janice não teve outra alternativa pedagógica senão aplicar um sonoro beliscão no braço mais próximo do linguarudo.
- Ai! Ai! Ai! Foi você que falou isso lá em casa, droga!.
Com o pai no Shopping Center. É a vez dele, o pai, se encontrar, casualmente, com uma amiga.
- Oi, Silmara, tudo bem?
- Oi, Rodrigo, que bom te ver.
- Quem é a gostosa, pai?
- Ei, cara, que é isso? É uma amiga da academia.
- Hummm! Saquei porque você chega sempre tarde.
- Eu te corto a mesada!
- Eu não falo mais nada.
De fato não era fácil, nada fácil sair com o Luizinho. Mas pobre também da Leandra, a empregada, quando ficava sozinha com ele. Era um suplício, uma tortura. Mas um dia, que era uma noite, quando Rodrigo e Janice foram a um baile, Leandra convidou o namorado para “visitá-la”, um sujeito enorme, com cara de nenhum amigo.
- Quem é esse gorila, Leandra?
O mesmo, sem nenhuma apresentação, pegou o garoto pelo colarinho e soltou o verbo:
- Eu sou o teu pior pesadelo (parafraseando o Stalone). Escuta, moleque, tu não aporrinha mais a Leandra, para de encher o saco dela, porque eu sou bem capaz de te cortar em pedacinhos. E não pense em falar com o teu pai, nem com a tua mãe, seu montinho de estrume, pivete, coisa ruim...
Passou a ser um anjinho com a empregada. Já era um começo...




Postado por Jaime Ambrósio às 18:02 | Marcadores: Moleque   Stalone   Estrume  

Segunda-feira, 06.08.2012 EXCLUSIVO! Dona Estatística pede: ‘Não vaie o Figueira’

Olá, queridos leitores! Hoje não tem muito blá, blá, blá. Vamos direto analisar o que os números de Portuguesa 2x0 Figueirense nos dizem. Ah! Sobre as vaias nós vamos falar daqui a pouco, combinado? Sim! É nesse mesmo texto.

Nesse Brasileirão o aproveitamento do alvinegro é preocupante. Não tenho dúvidas de que a comissão técnica do Furacão já esteja de olho nas estatísticas da última partida para tentar corrigir algumas deficiências diante do Flamengo. Já posso antecipar: elas (deficiências) não são poucas e levarão mais algumas rodadas para todas serem, ao menos, amenizadas. Jeito de corrigir tem. Torço para que essa tal correção não dê as caras muito tarde pelos lados do Scarpelli.

ANÁLISE DOS NÚMEROS GERAIS: Só faz gol quem chuta NO gol. Durante os 90 minutos o Alvinegro acertou o alvo uma única vez com Aloísio, Dida fez uma belíssima defesa. Um time que investiu, e investe, tanto dinheiro num dos melhores – se não o melhor – atacante de área do país, não se pode dar ao luxo de ter um aproveitamento tão apático nos cruzamentos. De 20 tentativas de bolas colocadas na área apenas 1 foi certa, aproveitamento de 5%. Além disso, uma outra boa jogada para Loco Abreu poder fazer jus ao investimento está nos escanteios. Mas como conseguir se o Figueirense atacou tão pouco? O clube paulista teve 10 corners e o catarinense apenas a metade disso. Outro número desastroso do Figueira contra a Lusa foi o de desarmes. Enquanto a Portuguesa teve 78% de aproveitamento nas roubadas de bola (6 errados / 22 certos), o Furacão teve míseros 42% (11 errados / 8 certos).

ANÁLISE DA POSSE DE BOLA: Os números falam por si só quando a equipe carece de um meio campo com qualidade suficiente para carregar a bola. Túlio tem sido o principal articulador de conduzir o time. E, claro. Além do mais, o capitão alvinegro rende melhor como a terceira opção de armação de jogadas e em dar qualidade nas saídas rápidas de bola da defesa para o ataque.

ANÁLISE DO RANKING POSITIVO: Guilherme Santos foi expulso na metade do 2º tempo e terminou o jogo como melhor passador do Figueira. Duvido que essa estatística permanecesse assim após o cartão vermelho caso o Furacão tivesse um camisa 10 com característica de armador. Não se pode crucificar ou jogar a responsabilidade para Guilherme Lazaroni. Mas Deretti poderia, também, ser testado nessa função. Ferdinando, da Lusa, foi quem mais desarmou. Ele teve um aproveitamento 3 vezes maior que os 2 principais ladrões de bola do Alvinegro no jogo.

ANÁLISE DO RANKING NEGATIVO: Quando uma equipe depende dos atacantes para cruzar bola na área o resultado não pode ser outro, né?! Tudo bem, Ananias da Portuguesa também se arriscou por ali. Porém, os outros Lusitanos que mais tentaram foram os laterais Marcelo Cordeiro e Luís Ricardo. Nesse mesmo levantamento outro número que chama a atenção é a quantidade de lançamentos errados do goleiro Ricardo. Ok! Ricardo torceu o pé e jogou no sacrifício. Mas isso foi na metade da 2ª etapa. Numa reportagem do Jogo Aberto SC já foi mostrado que no quesito “reposição de bola” Wilson tem aproveitamento superior ao de Ricardo.

ANÁLISE DO RANKING GERAL: Nada muito diferente daquilo já analisado. Apenas serve para mostrar a disparidade do Figueirense com um dos adversários diretos na briga contra o rebaixamento. Ah! Dida tentou 9 lançamentos, Ricardo 27. Chutão para frente no tiro de meta é um sinal que falta confiança no time. Sair tocando a bola atrás é bem mais fácil e isso não é novidade para ninguém. Também não é novidade que para esse tipo de jogada acontecer é necessário ter confiança. Mas quando o emocional não está 100% o mais fácil é evitar o erro quem sabe nem ser notado até mesmo pelos próprios companheiros. Instinto de um boleiro em busca de sobrevivência na selva do futebol.

RESUMO: Antes de contratações, treinamento e jogadas ensaiadas é necessário trabalhar o lado psicológico dos jogadores do Figueirense. O peso de ser o lanterna do Brasileirão deixa o clima pesado nos treinos, no vestiário e na vida de um atleta. Imagine a auto-estima desses caras. A sorte é que parte desse lado psicólogo pode ser consertada pelo torcedor. Um estádio pulsante com cânticos de incentivo tem reflexo muito superior a vaias e xingamentos. Tanto em você, quanto no seu time do coração. Vaiar pode? Sim. Mas eu, se fosse você, faria isso só no apito final. É mais ou menos essa a atitude das tão celebradas – e copiadas – “hinchadas” argentinas. La Bombonera é temida pelos adversários dos Xeneizes pois a “La Doce” tem força para fazer o Boca Juniors virar uma partida. Ou você acha que eles são 6 vezes campeão da Libertadores por uma simples coincidência? Eu tenho certeza que não. Por isso torcedor do Figueira, faça do seu território o seu território. Não seja um zero à esquerda. Não entre na onda dos pessimistas. No mundo da bola tudo é possível! Previsível no futebol só as entrevistas dos jogadores e as perguntas dos repórteres.

HASTA LUEGO!





Domingo, 05.08.2012 Que roubada!!!

Alguma coisa o sujeito precisava fazer, afinal, estava assim: vestido de nada no meio do matagal, exatamente como veio ao mundo, embora ninguém venha ao mundo com o corpo já crescido e cheio de pelos. A não ser aquele hipotético Adão, naquele longínquo paraíso vigiado.

Vamos aos fatos. O cômico e trágico Adão de agora se chamava Pedro e estava dentro do carro com uma moça, que vamos chamá-la, hipoteticamente, de... Eva. Pedro queria degustar a maçã do pecado ali mesmo, nos fundos do barzinho, no escuro e no acento reclinado. Somente a pálida lua por testemunha. Livrou-se de toda a roupa, de todo o pudor. Ela só um pouco. Nisso chegaram uns caras com umas armas e avisaram que era um assalto. O casal em vias de atracação foi empurrado para o banco de trás, escoltado por um certo elemento que empunhava um certo revólver; outros dois meliantes ficaram na frente. O meliante motorista ligou o veículo calmamente e arrancou, calmamente. Depois os membros da quadrilha de três nada falaram, apenas abriram a porta mais adiante e despejaram a vítima... pelada. Sem eira, nem beira, o pobre coitado não teve outra saída a não ser invadir aquele terreno baldio. E agora?

A rua, a despeito de ser num lugar de pouco movimento, estava bem iluminada, o que era bom, mas nem tanto. Então Pedro fez uma primeira tentativa, saiu um pouco das entranhas da pequena floresta, colocou uma mão na frente, de modo a tapar as partes soltas, e com a outra acenou para uma velhinha corajosa que passava com um cachorrinho.

- Minha senhora! Por favor!...
- Ai, Jesus José! Socorro!
- Calma! Eu só queria...
- Au! Au! Au!

Recolheu-se à sua triste insignificância. Minutos depois tentou contato com um sujeito que exercitava a barriga numa caminhada fatigante. O solitário desportista, ao vê-lo naquela esdrúxula posição, mudou rapidamente de modalidade olímpica, e disparou numa sofrível corrida de mil metros rasos. Não haveria por ali nenhum calção esquecido? Uma bermuda rasgada? Não, não haveria, mas descobriu uma bananeira, vejam só! Difícil foi arrancar as duas folhas que precisava. Depois, com um restinho de sorte, encontrou um fio de luz enrodilhado no chão. Com muito esforço conseguiu amarrar as folhas ao corpo. Pronto!, a vergonha estava escondida.

Fez sinal (agora com as duas mãos) para um táxi, que não parou, talvez porque, em não sendo carnaval, aquela fantasia estivesse muito estranha. Na seqüência veio um ônibus, que parou bem perto dele. Desceram duas passageiras, que logo perceberam aquele pé de banana ambulante. Então rapidamente gritaram para o motorista e embarcaram de novo, iriam descer no próximo ponto.

- Tarado!
- Sanguessuga!


Porém, a esperança adoece, mas não morre. E ela veio numa viatura e com alguns homens armados. Finalmente! Foi jogado no camburão e ali mesmo começou a contar sua improvável história, que precisou repeti-la várias vezes na delegacia. Depois de alguns telefonemas tudo estava resolvido. Soube que os bandidos haviam sido presos e o carro recuperado.

Pedro Álvares Silva, que no princípio era Adão, foi informado que a sua pequena Eva era simplesmente a chefe da quadrilha, quadrilha de quatro elementos, portanto.

- Que roubada! - concluiu o desastrado heroi.





Postado por Jaime Ambrósio às 09:32 | Marcadores: Adão   Tarado   Meliante  

Sexta-feira, 03.08.2012 Os números provam por que o líder é o Atlético-MG e o Figueira é o lanterna

Olá, leitores! Primeiro, antes de escrever a coluna de hoje, gostaria de agradecer os responsáveis pelos seguintes blogs avaianos: André Tarnowsky, O Meu Avaí e Pitaco Azul. Agradeço por terem utilizado e divulgado na blogosfera azurra o meu último texto “Ele é Sir. Hémerson Mourinho Maria Guardiola”. Obrigado! Fico super-lisonjeado com o tratamento dado àquele conteúdo que falava sobre a posse de bola do Leão na Série B. Não leu? A leitura vale a pena.

Bem, vamos então a mais uma análise de números e estatísticas. Certos questionamentos recebidos via Twitter me fazem correr atrás de respostas para essa bandeira defendida por mim com unhas e dentes. Qual bandeira? A das estatísticas, obviamente. Eu, ao menos, já estou bem convencido da importância dos números. Muitas pessoas, no entanto torcedores em especial, ainda resistem em aceitá-los e outras jamais aceitarão a importância dos scoults para definições de escalação, vitórias, empates e derrotas. Exclua dessa cética lista todos os treinadores de futebol do mundo, alguns poucos jornalistas e outra minguaria de torcedores. Mas voltemos aos tais questionamentos recebidos via microblog. O último que me instigou a fazer uma pesquisa, dizia mais ou menos o seguinte: “Como o Atlético-MG é líder do Brasileirão se acertou menos passes que o Figueirense, último colocado da competição?”. Primeiro de tudo: não é somente uma estatística que define o melhor e o pior time da competição, né?! Evidente que outros fatores são determinantes. Vamos a eles!

Tenho como princípio, por aquilo que leio, ouço e, principalmente, vejo, o "Tripé do Sucesso" para um time sair vitorioso de campo é exatamente essa ordem:

1º) GOL: ter um número superior de gol(s) comparado ao adversário – parece lógico, mas muitos não enxergam isso. Se o seu time não fizer mais gols que o adversário, esqueça as duas outras pernas desse tripé, descritas abaixo. Não vai adiantar cumpri-las com excelência se os atacantes são ineficazes;

2º) DEFESA: ter um sistema defensivo consistente, no qual todos marcam. Inclua todos, mesmo. Marcação pressão com a ajuda dos atacantes e dos meias ofensivos. Não por raras vezes o técnico do Corinthians Tite deu a declaração “que tem um time em que todos se defendem”. No futebol essa é a única forma de você forçar o erro do adversário. Provavelmente o oponente tentará fugir desse método defensivo dando um chutão para frente. Nesse caso, há grandes chances da bola cair nos pés dos zagueiros do time utilizador da referida tática de defesa. Ainda sobre o benefício da ajuda dos jogadores de ataque na defesa adversária, recentemente, numa entrevista dada para o Diário do Grande ABC (11/07/2012), o zagueiro do São Caetano Wágner – time com a defesa menos vazada da Série B – confirmou a mesma teoria ao dizer “A marcação tem começado lá no ataque e passa pelo meio campo. Assim, a bola chega mascada na defesa e facilita bastante”. Parece simples. Mas não é! Exige muito treinamento. Afinal, um bote mal sucedido no campo de ataque pode sucumbir num atacante livre. Famoso efeito cascata. Um errou e a corda estoura lá atrás. O mecanismo precisa de muita sincronia. Como conseguir a perfeição dessa movimentação? Com treino. Ou melhor, com muito treino e muita repetição. Mais uma vez faço questão de usar o trecho de uma declaração de Tite, treinador campeão da Libertadores 2012 e atual detentor do título Brasileiro: “Não tem novidade. É convencimento, treino, ideia de que pode trazer vitórias”. Mas como convencer atacantes de marcar? Tite, outra vez ele, dá exemplos que podem servir de discurso na preleção de nossos treinadores: “O Chelsea do Drogba vinha marcar aqui do lado. O Eto´o vinha até lá dentro do campo dele para proteger o time. Pra quê? Ele fez isso para ganhar. Vencer é bom. Uma equipe vence por qualidade e porque compete muito” (entrevista para ESPN Brasil em 25/07/2012). Um dos grandes nomes do jornalismo esportivo das estatísticas, se não o maior, é Paulo Vinícius Coelho. Muitos treinadores elogiam a forma como PVC enxerga o jogo. Ele não simplesmente diz que perdeu porque jogou mal. Ele prova com números e análise tática que nem sempre se joga mal quando a derrota é o resultado. Isso – perdeu, pois jogou mal - na verdade é uma cultura do torcedor brasileiro. Basta observar na arquibancada. Quando o time está vencendo os defeitos ficam menos aparentes e as qualidades, consequentemente, mais aparentes. Logicamente isso não é uma regra. Têm torcedores, mais atentos, adeptos da modalidade que se pode perder ao jogar bem. Falávamos do que mesmo? Ah tá! Do PVC, né? Nessa história de que defesa ganha jogo volta e meia Paulo Vinícius solta a famosa frase “marcação pressão e a bola no chão”. E é ela. A bola no chão a terceira perna do “tripé da vitória”.

3º) POSSE DE BOLA: Qual foi a maior característica do time mais celebrado da humanidade nos últimos tempos? A permanência da bola nos pés é vista por especialistas como a principal arma do Barcelona. No dia 03/05/2011 o site da ESPN Brasil, especializado em futebol europeu, publicou a seguinte informação: “Foram 175 jogos oficiais sob o comando de Guardiola, e o Barcelona nunca deixou de ter mais posse de bola do que o rival. Nos três clássicos anteriores contra o Real, o Barça teve 73,61% de posse na ida da Champions, semana passada, 72,2% no empate pela liga espanhola e outros 69,18% na final da Copa do Rei - segundo estatísticas do diário ‘Marca’”. Para manter a bola nos pés não é necessário só treinamento. É fundamental ter no elenco jogadores com excelente aproveitamento nos passes. Desde o goleiro, passando pelos zagueiros, laterais e volantes, e chegando, principalmente, nos meio campistas e atacantes. Por isso defendo com frequência aqui nesse espaço e nas redes sociais quem mais acerta passes num jogo. Ou melhor. Abstraia o que eu digo ou escrevo. Faça um exercício de memória e relembre quantas vezes já ouvistes teu treinador, seja ele quem for, defender que aquele atleta que você acredita ser tão ineficaz, afirmar: “fulano joga, pois tem um excelente aproveitamento nos passes e na saída de bola”. Saída de bola certa são sinônimos de começar uma jogada de forma correta e dar mais confiança para os outros 10 atletas.

E aí? Captou? Caso não, não hesite em enviar seu comentário e vamos nos aprofundar na discussão.

Agora é hora de descobrirmos com base nas estatísticas e nos números por que o Galo é líder e o Figueira lanterna da Série A.
Raio-x das estatísticas de Atlético-MG e Figueirense no Brasileirão 2012:

- Gols marcados: Atlético-MG 1º com 25 gols, média de 1,9 por jogo / Figueirense: 6º pior com 13 gols marcados, média de 1 por jogo;

- Defesa: Atlético-MG 1º com apenas 8 gols sofridos, média de 0,6 gol sofrido por jogo / Figueirense 4ª pior com 21 gols sofridos, média de 1,6 gols sofridos por jogo;

Notaram? “Coincidentemente” as duas principais pernas do tripé estão explicitas, também, nas estatísticas. Surpresa? Para mim não.

Vamos seguir com mais alguns números:

- Finalizações certas: Atlético-MG 4º com 72, média de 6,1 por jogo e aproveitamento de 41,6% / Figueirense 8º pior com 61 chutes, média de 4,7 por jogo e aproveitamento de 34,1%;

- Finalizações erradas: Atlético-MG 10º com 101 chutes errados, média de 4 por jogo / Figueirense 2º com 118 finalizações erradas, média de 9,1 por jogo;

- Lançamentos certos: Atlético-MG 1º com 343, aproveitamento de 46,1% / Figueirense 9º pior com 219, aproveitamento de 36,6%

- Penalidade cometida: Atlético 20º nenhuma / Figueirense 2º com 3 cometidos;

- Assistências: Atlético-MG 1º com 25, média de 1,9 por jogo / Figueirense 6º pior com 13, média de 1 por jogo;

- Desarmes: Atlético-MG 5º com 342, média de 26,9 por jogo / Figueirense 3º pior com 281, média de 21,7 por jogo;

Essa foi fácil. Agora já sabemos por que o líder é líder e o lanterna é lanterna.

Agora, nos resta torcer para as coisas mudarem no Furacão. Muita coisa precisa ser corrigida. A estrada é longa!

E aí? Gostou? Espero que sim. Até a próxima!

HASTA LUEGO!





Todo os posts mais antigos Todos os posts mais recentes