Bem-vindo! Quarta, 26/07/2017.
Agora na TV 13:30h OS DONOS DA BOLA / 15:00h SUPER BÔNUS / + programas
Busca
Tempo em SC

Sábado, 29.09.2012 O RONCO

Madalena não agüentava mais o ronco do Vanildo, que insistia em dizer que não roncava.

- Tás tola? Nunca ouvi um ronco meu. Nem durante o jogo com a Croácia.

- Tás tolo tu. Por acaso sô mulher de inventá história?

Então Madalena resolveu esclarecer os fatos. Arranjou um gravador antigo emprestado e o escondeu na cabeceira da cama, rente ao travesseiro do marido. Vanildo, com o sono bastante atrasado por conta da última farra, queria mesmo era dormir, por isso não desconfiou de nada, apagou. Madalena apertou o PLAY/REC sorrindo, e também adormeceu, triunfante.

Bem cedinho ela acordou, pronta para desmascarar o marido teimoso. Pegou o gravador,.sentou-se à mesa da sala, deu REW, esperou, deu PLAY, pronto. Não demorou muito e a ronqueira começou, forte, compassada, vibrante. Já estava satisfeita com a amostra sonora quando começou a ouvir algo a mais: “ROONC!... HELENA! ROONC!... VEM CÁ, HELENA, VEM! ROOOOOONC!...

- Vaniiiiiildo!

- Quê? Hã? Que foi?

- Safado! Quem é Helena?

- Como? Quem?

- Helena, seu cínico abusado!

E reproduziu o trecho em questão. Vanildo, acuado, tentou ganhar tempo, usando da sua peculiar esperteza:

- Então é verdade? Eu ronco que nem um porco?

- Isso eu já sei, seu estepor! Tô falando da Helena. Quem é ela? Vamos!

- Vamos aonde?

- Vanildo!!!

- Calma, amor! Não existe Helena nenhuma, só você, Madalena. Ouve só: “Madalena, Madalena, vooocê é meu bem querer...” Eu pronunciava Madalena, juro. Volta a fita, volta (arriscando tudo).

Voltou. Ouviram. De fato a gravação não era lá das melhores. Voltou de novo. É, podia ser Helena, Melena, Madalena, qualquer coisa terminada em lena. E se levasse a fita prum perito? Depois de muito pensar decidiu, porém, acreditar na versão do marido.

- Mas trate de dar um jeito nesse ronco, seu Martinho da Vila de uma figa, que alguma cura deve ter.

Sim, claro. Mas um tratamento levaria tempo, e Vanildo não podia correr riscos. Falou aqui, perguntou ali, acabou descobrindo uma simpatia para curar o mal: “Dentro da fronha do travesseiro coloque três folhas de laranjeiras e três galhinhos de arruda. Deixe ali por três dias, depois jogue tudo na correnteza de um rio.” Assim ele fez, e esperou. No quinto dia, durante o almoço, Madalena avisou que ele quase não havia roncado na noite passada

. Viva! Naquele instante tocou o telefone, a empregada atendeu.

- É para o senhor, patrão.

- Quem é?

- Uma tal de Helena, disse que é a sua nova gerente de conta.

- Vaniiiildo!!!!





Postado por Jaime Ambrósio às 12:45 | Marcadores: Play   Gravador   Fita  

Sexta-feira, 28.09.2012 Wilfredo terá concorrente na eleição de terça-feira

Olá, queridos leitores! Vamos ser rápidos e rasteiros. Estou em cima da produção do Jogo Aberto SC. Entretanto a notícia não tem hora para acontecer. O assunto aqui é o rumo da presidência alvinegra.

Para quem não sabe a catraca girou freneticamente no Scarpelli nos últimos dias. Então é importante fazermos uma retrospectiva:

- Lodetti pede licença da presidência do Figueirense;

- Lodetti pede renuncia ao cargo de presidente do Alvinegro e o vice Odorico Duriex assume o posto maior;

- Site Meu Figueira publica na íntegra contrato - até então sigiloso - entre Alliance e Figueirense Futebol Clube e o presidente do Conselho Deliberativo Júlio Gonçalves é afastados do comitê de gestão;

- Noite de quinta-feira: em reunião entre alguns conselheiros e “proprietário” da empresa Alliance Wilfredo Brilinguer (WF) decide-se que Odorico Duriex vai renunciar ao cargo de presidente durante assembleia de terça-feira. Em seguida será feita convocação de nova eleição e WF quer o posto maior na hierarquia do Figueira;

- WF é o único candidato, certo? Errado;

- Recebo a informação de que uma chapa oposicionista, com aporte financeiro de um ex-parceiro do clube, encabeçada por um conselheiro e ex-diretor do Furacão vai ser apresentada para concorrer ao pleito maior do Figueirense Futebol Clube;

- Caso essa chapa oposicionista saia derrotada funcionários do alto escalão, entre eles colaboradores do departamento de futebol profissional, deixarão o Figueira.

Era isso.

Aguardemos cenas do próximo capítulo.

Não vou me posicionar sobre qual candidato é melhor. Jamais faria isso. Não é meu dever como jornalista.

Espero, apenas, que o melhor seja feito para o futebol da nossa cidade.

HASTA LUEGO!





Sábado, 22.09.2012 A velhinha que trocava as bolas

Dona Maura já escorregava na casa dos 80, mas ainda era lúcida (ou quase), via todas as novelas (inclusive Malhação), tomava uma pinguinha, “pra acompanhar os filhos”, e, embora dissesse que não comia muito, a cada 15 minutos estava mastigando alguma coisa. Agora bem melhor, pois trocou a perereca, como dizem os mais antigos. É a tal da Terceira Dentição, uma técnica revolucionária que dá dentes a quem não tem. Dá, não, a coisa é bem cara, mas pra quem quer ter um sorriso novo na reta final da vida, vale à pena. Entretanto, dona Maura tinha um problema: trocava Jesus por Genésio, gato por lebre e um filho por outro. Quando se referia a Pedro, chamava Tiago, Paulo, João, André, Marcos, todos os apóstolos, até acertar.

- Mãe, eu sou o Simão.

- Eu sei, moleque! Só tava treinando.

Morava com uma filha, num apartamento. Nesse caso ela não errava de nome, mas se confundia com outras coisas. Dia desses, ao visitar a vizinha do andar de cima, acabou provando que a Terra é redonda. Apertou a campainha, esperou. Quem atendeu foi a sua própria empregada.

- Judite, o que você faz aqui no apartamento da Rosinha? Você não tinha que passar roupa?

- Dona Maura, aqui é o apartamento da senhora, o 13.

- Eu vim visitar a Rosinha. Cadê ela? Não me engane!

Demorou um pouco até a velhinha perceber que tinha subido um andar e descido outro antes de apertar a campainha. Mas não se deu por vencida.

- Eu sabia que tinha alguma coisa errada nesse prédio. O padre vai ter que benzer amanhã mesmo.

O padre veio. Dona Maura abriu a porta, sem ligar para a recomendação da filha, de sempre perguntar quem é.

- O senhor? A minha filha já pagou o condomínio.

- Dona Maura, eu sou o padre Luiz.

- Eu sei, eu sei. Foi só uma pegadinha do Faustão.

Porém, em certas situações ela acertava até demais, tinha um faro impressionante .

- Amanhã vai chover, sinto no corpo.

- Mas a moça da previsão disse que vai ter sol, dona Maura.

- Mais um motivo pra eu acertar.

Dia seguinte, claro, choveu.

No mais dona Maura continuava errando de apartamento, comendo a cada 15 minutos e tomando uma pinguinha quando algum filho a visitava. Num dia desses chegou de longe o apóstolo mais velho, o João.

- Pois não?! O que o senhor deseja?

- Sou eu, mãe, o seu filho João.

- Meu filho João disse que vai chegar amanhã.

- É, mas eu resolvi vir antes e fazer uma surpresa pra senhora.

- Só acredito se você chegar amanhã. Com licença!

E fechou a porta.





Postado por Jaime Ambrósio às 22:26 | Marcadores: Benzer   Apótolos   Malhação  

Segunda-feira, 17.09.2012 Cada macaco no seu galho. Cada time no seu campeonato - Uma reflexão sobre os cartolas megalomaníacos de SC

Olá, queridos leitores! O papo de hoje pode parecer um pouco chato para alguns. Mas julguei necessário levantar tal discussão, pois quem sabe alguma mente iluminada envolvida com a cartolagem do futebol catarinense tropece com esse texto nas “www” da vida.

O lance é o seguinte (um ponto em cima outro embaixo, eu explico): desanima-me ver os dias passarem e os clubes do nosso estado cometendo seguidamente o fatal erro da não elaboração de um PLANEJAMENTO. Não, não. Não falo sobre aqueles planejamentos limitados por um organograma e com metas (quase sempre utópicas e nunca alcançadas por completo) traçadas para o fim de uma única temporada.

Esse PLANEJAMENTO ao qual me refiro é muito mais intenso, muito mais detalhado e, principalmente, muito mais importante do que qualquer pedaço de papel colado num vestiário no qual deixa claro para jogadores os desejos da comissão técnica. Aliás, uma vez feito esse PLANEJAMENTO, ele terá impacto sobre todos os outros possíveis e inimagináveis (planejamentos) que acabarão por se tornarem secundários.

Jamais vi um dirigente com ares ou visão de administrador. Tenho visto a “cartolagem catarinense” muito mais interessada em receber cumprimentos de torcedores e conselheiros do que transformar, de fato, os clubes em empresas de entretenimento. Futebol é entretenimento, ponto. Torcedor consome, ponto. Empresas com prejuízo vão à bancarrota, ponto.

É evidente. A indústria do entretenimento “futebol” tem algumas peculiaridades. Entre elas está a passionalidade dos próprios consumidores. Só pensar nesse fator me dá calafrios ver determinados dirigentes com tanto poder sobre um produto altamente combustivo. Para ter sucesso nesse ramo é preciso ser... preciso. Cirúrgico? Nem pensar. Cirurgias estão sujeitas a equívocos.

Mexer com o sentimento alheio é algo sério demais. Propaganda enganosa é crime. Vender gato por lebre dá cadeia. Porém, num país onde a impunidade é a muleta dos criminalistas e das vítimas, não é de se esperar algo muito diferente que não um empurrão com a barriga para administrar times de futebol no país de Pelé. Dirigentes prometem, torcedores acreditam, os objetivos não são alcançados e a vida segue. Semanas depois ninguém lembra mais das promessas e no ano seguinte o cartola volta, aparece em emissoras de TV e rádio balbuciando lindas e ilusórias promessas.

Não quero dizer que cartolas mentem. Não é isso. Pelo contrário. Imagino que nenhuma outra pessoa queira tanto as vitórias e o sucesso de um time quanto o “manda-chuva”. Afinal, mais vitórias = mais flashes. Dirigentes são vaidosos. Estão ali por esse motivo. Assim como quase todos os deputados e vereadores. A maioria esmagadora dessas classes é formada por homens afortunados e ávidos por reconhecimento público. 0,1% estão nessa vida por vocação.

É aí que eu queria chegar: VO-CA-ÇÃO! Não temos dirigentes vocacionados (diferente de bem intencionados) no comando dos times catarinenses. No futebol atual o amadorismo é pago dentro de campo. E o valor é caro. Dói no coração do maior patrimônio. É a tão amarga e indigesta DERROTA! Até meados dos anos de 1980 era diferente. Concordo. Mas estamos vivendo outro momento. Não há mais jogadores que jogam por amor a um clube. Eles jogam por dinheiro. São profissionais como qualquer outro. Sem dinheiro no bolso, não rola.

E todos esses problemas (derrota, torcedor chateado e atraso de salário) são reflexos da ausência daquilo que eu prefiro chamar de “PLANEJAMENTO – DNA”. Como fazê-lo? Não é nada simples. Se fosse Manchester United, Barcelona e Bayer de Munique não levariam anos para cada um descobrir qual DNA lhes pertence.

Mas o consolo é que depois de descoberto, pô-los em prática é simples.

Pois bem. Vamos partir sempre de duas premissas: “futebol é um produto de entretenimento” e o time “Y” disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonato Catarinense, ok?

Torcedor, antes de qualquer coisa, não quer ser enganado. Falar somente a verdade com eles é a base de tudo nesse modelo de administração. Já, já você vai entender por que.

Primeiro passo para descobrir detalhes da genética do clube: qual o papel ocupado pelo time “Y” no cenário nacional? É disputar o título nacional? É conquistar uma vaga na Libertadores? É brigar contra o rebaixamento?

Respondida essa primeira pergunta é necessário definir: Quem são meus concorrentes? Corinthians, São Paulo, Fluminense, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo? Ou Bahia, Sport, Náutico, Atlético-GO, Coritiba e Figueirense? Se os adversários consideram o time “Y” adversário ou não o problema é do mapeamento genético deles. Dane-se! O fato é: time “Y” precisa definir quem são os adversários do campeonato dele.

Com base nessas primeiras respostas é possível planejar metas possíveis. Importante: o cartola do time “Y” precisa deixar essas metas claras em qualquer discurso público. Só assim vai passar a ter mais respeito e admiração do próprio torcedor. Vender ilusão é mais fácil? Lógico! Porém, antes de vendê-la, caro dirigente, saiba que suas noites de sono nunca mais serão as mesmas.

Usar um discurso de metas com base no DNA do clube é melhor, inclusive, para os próprios jogadores passarem a compreender em qual realidade vão estar no fim do ano. Todos trabalharão com menos pressão e se sentiram menos incomodados com situações desconfortáveis. Como, por exemplo, estar na zona do rebaixamento, pois uma vez que a meta estabelecida foi não ser rebaixado, estar no Z4 é algo que já estava dentro dos planos.

Assim evita-se, também, cometer loucuras no orçamento. Consequentemente os salários passarão a ser pagos em dia e promessas de premiações (vitória por jogo ou metas superadas) poderão ser cumpridas. Afinal, numa equipe que vai lutar contra o rebaixamento ter um único jogador custando 3 vezes mais que os colegas de vestiário foge totalmente do DNA descoberto. Mesmo porque futebol é conjunto. Não é um único atleta que vai fazer toda a diferença. Existem exceções? Sim. Mas uma empresa de “DNA humilde” não pode correr riscos com grandes investimentos.

Existem vários clubes da Europa que assumem o papel de coadjuvantes e tem total apoio dos seus torcedores. E, coincidência ou não, esse apoio veio após eles assumirem o status de inferioridade diante de rivais tão poderosos. Cito aqui casos como o Sevilla na Espanha e o Napoli na Itália. Ambos entram com metas definidas desde a primeira rodada dos respectivos campeonatos: conquistar acesso à Liga dos Campeões (no primeiro mapeamento genético era não ser rebaixado).

Ou seja, eles reconhecem a inferioridade diante de rivais como Barcelona, Real Madrid, Juventus e Milan. Com base nisso eles evitam gerar qualquer tipo de atrito interno ao cruzar o caminho desses gigantes europeus. Jamais uma derrota do Sevilla para os madridistas será dolorida para os fanáticos pelo “Submarino Amarelo”. E os jogadores entram para perder? Claro que não! Os atletas do Sevilla estão loucos por um contrato com os “Merengues”. Sem a pressão da torcida e da diretoria fica muito mais fácil, inclusive, de surpreender os “Galácticos”.

Aí, em caso de vitória do primo-pobre veja só a cadeia positiva ($) que isso gera: o jogador destaque passa a chamar a atenção dos cartolas abonados da Europa. O dito “craque por um dia” do Sevilla, dentro da política do clube, foi adquirido de um mercado menos inflacionado, por um valor bem abaixo daquele vivenciado pela dupla Barcelona e Real Madrid. Logo, poderá ser possível fazer um bom dinheiro para pôr em caixa. Gastar a grana com outra contratação cara (medalhão)? Nem pensar. Eles investem nas categorias de base. De preferência aumentam o alojamento da molecada. Com isso as chances de achar uma nova pepita ficam maiores!

Sonho o dia em que poderei ver os times catarinenses geridos por administradores e com o mapeamento genético definido e, principalmente, compreendido e aceito pelos torcedores. Somos pequenos. Um dia, quem sabe, poderemos ser grandes. Mas para isso antes precisamos reconhecer nossa inferioridade.

Amigos... futebol é uma indústria.

Fábrica de sonhos? Não! Ou melhor... pensemos nelas só em padarias. Essas sim fabricam sonhos invejáveis e com propriedade singular.

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Sábado, 15.09.2012 Eleitor, por favor!...

Reta final da campanha, faltando apenas alguns metros. Os candidatos fazem de tudo para conseguir os votos dos indecisos, vendem até a sogra, coitada! Prometem rios e mares, asfalto em banhado, dentes aos banguelas, o fim da corrupção e sol o ano todo. Teve um que prometeu transporte coletivo gratuito para todos; outro se entusiasmou e disse que faria ainda mais, iria ABOLIR o transporte coletivo, mas em contrapartida daria um carro para cada cidadão, já com o IPVA pago. Parece aquele sujeito lá da minha terra que, se eleito fosse, acabaria com as subidas - na administração dele só haveria descidas.

O que se vê, ou melhor, o que se ouve, realmente, é coisa de doido, como ficou demonstrado num debate promovido pela Associação dos Desocupados Daqui e Dali, que conseguiu reunir apenas três dos candidatos ao pleito. Veja, escreva e prescreva o que cada um falou sobre alguns assuntos “importantes”.

FUTEBOL

Candidato A) Distribuição de ingressos aos torcedores carentes (desde que comprovem isso), gestantes à partir do oitavo mês de gravidez e idosos com mais de 75 anos acompanhados de um tataraneto.

Candidato B) Os juizes e bandeirinhas vão ser obrigados a levar a campo suas respectivas mães, que deverão ficar de pé entre os dois técnicos, assim eles, os árbitros, não terão coragem de roubar tanto.

Candidato C) “Com ou sem autorização da FIFA, vamos acabar com os impedimentos. Queremos gols, muitos gols, e votos.”

LIBERAÇÃO DA MACONHA

A) “Sou a favor, mas sou contra”.

B) Não quis se manifestar, apenas tossiu, por causa da fumaça que vinha da platéia.

C) Fez de conta que não escutou a pergunta e falou sobre a importância do Mercosul no cultivo de mexilhões.

CONGESTIONAMENTO NA LAGOA

A) Vai aderir ao transporte aéreo fixo e implantar dezenas de bondinhos como aqueles do Pão de Açúcar. “Assim diminuiremos as filas e o estresse do pessoal.”

B) “Faremos o remanejamento de duas praias daquela região para uma localidade menos movimentada, com isso diminuiremos o número de banhistas ali, ao mesmo tempo em que vamos diversificar o fluxo turístico.”

C) “Não há remédio, temos que ser realistas. O que precisamos é dar lazer aos cidadãos que estão dentro dos veículos, para que eles não percam a paciência. No meu Plano de Governo estou prevendo a participação das baterias das escolas de samba em vários pontos do caminho, com muitas passistas sambando no acostamento. É a batucada a serviço do povo.”

HIP HOP

A) “Ripe o quê”

B) “Gosto mais do Zeca Pagodinho.”

C) “É válido, novas idéias... acho que é isso.”

POLÍCIA

A) “Aonde?”

B) “Voltou a repressão?”

C) “Acho que precisa ser melhor remunerada, melhor equipada, para evitarmos o fechamento das pontes.”

BERBIGÃO OU PICANHA NA BRASA?

A) Berbigão.

B) Desde pequeno.

C) Com pirão de peixe

É difícil, mas às vezes condordam com alguns temas, que é pra não desagradar os eleitores nativos.





Postado por Jaime Ambrósio às 16:51 | Marcadores: Berbigão   Pirão De Peixe   Estresse  

Sexta-feira, 07.09.2012 Bê-a-bá para não tomar gol da Ponte Preta

Olá, leitores! O Figueira encara neste sábado a Macaca em Campinas com uma missão delicada: vencer os donos da casa. Gilson Kleina (técnico Ponte Preta) recebe muitos elogios pelo trabalho desenvolvido com a equipe 9ª colocada do Brasileirão.

No Moisés Lucarelli foram 11 jogos disputados, sendo: 5 vitórias (Atlético-GO, Portuguesa, Coritiba, Palmeiras e Corinthians), 3 empates (Grêmio, Sport e Flamengo) e 3 derrotas (Bahia, Fluminense e Altético-MG).

E é em solo campineiro, e contra adversários com os mesmos objetivos, que a Ponte tem conseguido alcançar o primeiro objetivo dela: garantir vaga na elite do Brasileirão de 2013.

Vencer a Ponte Preta lá tornou-se obrigação ao “Figueirense do Discurso Público”. Afinal, nesse momento qualquer derrota é um prego a mais no caixão.

Já para o “Figueirense do Discurso Privado” seria um resultado comum. Uma vez que boa parte dos dirigentes e conselheiros alvinegros já pensam nos planejamentos para a Série B de 2013. O que, de fato, hoje, parece-me mais coerente. Porém, o esporte sempre nos guarda situações inesperadas e felizes.

Mas enquanto há vida há esperança! Por esse motivo, com a ajuda de um software pra lá de completo, vou tentar dar uma mãozinha para o Furacão do Estreito. Como? Abaixo você vai acompanhar um raio-x dos 27 gols da Macaca nesse Brasileirão. São números que podem ajudar, e muito, a vida do goleiro Wilson e seus defensorees.

Let´s GO!

- Nesse primeiro quadro mostramos como e por quem foram marcados os 27 gols do adversário do Figueirense deste sábado. Já é possível saber, por exemplo, que fora da área eles não têm um aproveitamento muito bom. Ponto importante para ser estudado pela defesa do Alvinegro. Sem a posse de bola, laterais e volantes podem recuar um pouco mais para dificultar a vida da Macaca. Nas cobranças de falta diretas Wilson deve ficar atento com os meias Marcinho (destro) e Ricardinho (canhoto). Na entrada da área eles são os donos das bolas paradas do time paulista. Cada um marcou um gol. Marcinho acertou a cobrança no lado direito em meia altura (a bola quicou antes no chão) do gol defendido pelo arqueiro do Cruzeiro Fábio. Já Ricardinho foi beneficiado por uma falha gritante do goleiro Deola do Palmeiras. Na bola área é bom tomar cuidado com os cabeceios do atacante Giancarlo e do zagueiro Ferron. Ambos usaram a cabeça para marcar 2 gols cada.

- Abaixo um figura bem interessante. Dividido em 9 partes iguais, o quadro representa uma trave de futebol e aponta por quadrante por onde passaram os atuais 27 gols da Ponte Preta nesse Brasileirão. Canto direito baixo é o forte deles. Alô, Wilson!

- Esse outro mostra como Róger, artilheiro da Macaca na Série A, marcou seus 7 gols. Apesar de estar como opção no banco de reservas, vale ficar de olho. Nota-se que ele tem uma leve preferência pelo lado esquerdo dos goleiros.

- No caso do lateral Cicinho, fica evidente sua total preferência pelo canto direito dos goleiros adversários. 75% dos gols foram feitos nesse lado da trave.

- Giancarlo fez 3 gols no campeonato, sendo 2 de cabeça. Trabalho maior para a zaga alvinegra.

- Bonus Track: um presente para os zagueiros, volantes, laterais e meias do Figueirense. Abaixo dois campos divididos em 12 partes mostram em quais quadrantes existem mais chances de roubar a bola da Ponte. No campo do lado esquerdo é um levantamento de todas as 21 rodadas da Série A. Já do lado esquerdo apenas os desarmes sofridos pela Macaca Campineiro dentro de casa. Achei interessante como aumentam os desarmes sofridos pelos campineiros no lado direito de médio-ataque quando atuam no Moisés Lucarelli.

Era isso! Fiz a minha parte. Quero e dependo do sucesso dos times de Florianópolis. Receita para fazer gols é complicada de dar. Esse inclusive nem parece ser o principal problema do Furacão do Estreito. Mas receita para se defender não é complexa de elaborar, não! Afinal, sou da opinião que o placar de uma partida de futebol depende 60% de uma defesa consistente, entrosada e eficaz nos desarmes.

Boa Sorte, Figueira!

HASTA LUEGO!!!

Fonte: FootStats

(foto: Cristiano Andujar/Lancenet)





Quinta-feira, 06.09.2012 Santo Expedito e a prece do candidato desesperado


Meu Santo Expedito das Causas Justas e Urgentes, socorrei-me! Dai-me a vitória nas urnas! Bendito sois Vós e benditos sejam eles, os votos! Fazei com que pelo menos uma partezinha deste povo vote em mim. Não quero muito, só o suficiente para me reeleger. É que as coisas não estão nada fáceis, Expedito. Há muitos candidatos por aqui e os eleitores estão cada vez mais desconfiados. Sem contar que a Justiça Eleitoral não perdoa ninguém, nenhum deslize. Não é como antigamente que era só distribuir um dinheirinho aqui, uns tijolinhos ali, e pronto. Agora o buraco é mais embaixo, e a ajuda, só se for aí de cima. Estou fazendo a minha parte: promessas, muitas promessas, que isso eu sei fazer muito bem. Prometer é comigo mesmo, não nego. Se for preciso ofereço o céu pra todo mundo, até para aqueles que estão no inferno. Claro, tem um pouco de mentira no que eu digo, mas é a força do hábito, eu sou um político. Só que agora esse povo desgraçado está desacreditando cada vez mais na palavra da gente, ainda mais sendo eu um candidato reincidente. Assim sendo, meu Santo dos Aflitos, atendei ao meu pedido: faça com que o povo vote em mim. Pro senhor não vou mentir: preciso me ajeitar de uma vez por todas, depois eu paro. Com sorte eu pego mais um mensalão. Sabe o meu barco, aquele azulzinho com listras brancas? No último reveillon, na mansidão do mar, eu percebi que ele estava precisando, urgentemente, de uma reforma. Não que o pessoal tenha reclamado de alguma coisa, claro que não, a mulherada adorou. Mas eu concluí que posso ter coisa melhor. Na verdade, Santo, queria mesmo era comprar um barco novo, é isso. Também preciso de um apartamento pra Letícia, aquela moça que me faz ficar mais moço, mas que pode contar tudo pra minha mulher. A Ivone me mataria. Tenho que resguardar uma certa imagem de chefe de família, homem público de ilibada moral. O Senhor me entende, não é? Outra coisa, Expedito, tem muita gente me criticando porque mudei de partido pela décima primeira vez, dizendo que eu sou um vira-casaca, um político profissional. Ora, não tenho medo de mudar, tenho medo é de ficar pobre. Por isso, meu Santo dos Desesperados, quero ser eleito novamente pra poder calar a boca desse pessoalzinho.
* * *
- Sebastião! Sebastião!

- Quem é? Que voz escondida é essa?

- Sou eu, Expedito.

- O, o Santo?

- Ele mesmo, ou seja, eu mesmo. Escuta...

- Fa-fala, meu Santo.

- Não adianta gaguejar, nobre candidato, que isso não vai servir pra nada. Vim falar sobre o teu pedido. Já tenho uma resposta.

- E qual é, meu Santo Guerreiro?

- Vá pro quinto dos infernos, seu safado! E aproveita pra procurar outro emprego, porque nem a tua mãe vai votar em você!





Postado por Jaime Ambrósio às 21:14 | Marcadores: Expedito   Bendito   Reincidente  

Todo os posts mais antigos Todos os posts mais recentes