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Sexta-feira, 27.09.2013 OLHA O CORAÇÃO !!!


Cardoso estava à beira de um colapso, ou o colapso estava à beira de Cardoso. Entenda os problemas do cara: era o chefe que não parava de azucrinar; a secretária do chefe, exuberante, mas com silicone até no cérebro, e que também o azucrinava pra ficar em sintonia com ele (o chefe, claro); era a esposa, que reclamava de tudo, principalmente da mesmice financeira; era a amante (porque nesta história o personagem principal tem amante), que não concordava com o tempo que ele “perdia” com a esposa.
- Mas eu chego em casa sempre tarde, nem janto direito, tomo um banho e durmo.
- Dorme com ela, seu cafajeste!
Continuando com as pressões: tinha a sogra, desempenhando o papel de sogra, que é o de aporrinhar o genro até o último fio de cabelo; tinha o Rodolfo, um peixinho imbecil e alaranjado que pedia a todo instante um novo aquário; tinha o gerente do banco lembrando daquela dívida, daquele empréstimo que venceu; tinha as prestações que todos têm, mas que o Cardoso achava que ele tinha mais que os outros; e também tinha aquele vazamento desgraçado na torneira da pia, que nada dava jeito, que parecia ser o ó do borogodó, a prova de que até os tubos e conexões estavam contra o Cardoso. Por fim, pra não esquecer, tinha a pressão arterial, era preciso tomar cuidado, cara, pois a danada manda recado mas não perdoa. Devagar com o cigarro! Uísque não é água! Olha o colesterol!
- Te cuida não. Se não for do coração, tu morre de cirrose! – gostava de falar a exaltada Jandira, mulher do próprio.
- E tu morre pela boca, jararaca filha da tua mãe!
Claro que esse primor de diálogo não levava a lugar nenhum, nem trazia. Isso apenas ressaltava o fato de que Cardoso era, como assinala o título da crônica, um homem sob pressão. Mas, calma!
De fato ele (o coração) quase explodiu quando ele (o dono do coração) soube que acertou na Mega Sena. Não foi sozinho, outros também tiveram a mesma sorte, mas deu meio milhão, metade de uma fortuna, um monte de alegria. Boca de siri, boca de siri, Cardoso!
Chegou no serviço e, para variar, o chefe o chamou com aquele jeito matinal e espontâneo de chamar:
- Cardoso, porra!
- Cardoso uma ova! – E pôs-se a destilar o veneno armazenado durante anos, servindo-se, para isso, de algumas interessantes expressões do nosso vasto dicionário popular, como babaca, puxa-saco, mala sem alça, estepor (a história se passa na Ilha de Santa Catarina), mauricinho de m... . A secretária recauchutada quis se impor para defender o brio do chefe, mas teve que ficar calada, com medo do que vinria depois. Depois , obviamente, o efusivo empregado passou no RH, dizendo que estava se mandando, sem aviso prévio, sem passagem de volta. Fui!
E teve mais. Avisou a esposa que iria dar um tempo, precisava repensar a relação. – Dar um tempo, Cardoso? Repensar a relação? Faça-me um favor! - Ele fez, saiu de casa. Mas disse que mandaria grana e que o advogado dele entraria em contato. – Advogado, Cardoso! – espantou-se de novo a mulher. Cardoso ainda jogou um peixe-fêmea para o Rodolfo, no novo aquário, mandou trocar a pia da cozinha e passou na casa da Silvana, aquela outra que também reclamava. Adeus velho mundo!
Não queria mais trabalhar, só administrar o dinheiro e viver bem. Comida da melhor, bebida de primeira, carro novo, isqueiro novo, novos restaurantes e paradas. Seqüência de camarão na Lagoa, feijoada em São Paulo, carne de jacaré no Pantanal, cachaça mineira e uísque escocês. Mas (porque nem tudo é perfeito) ele teve um treco, a vista anoiteceu de repente e Cardoso desmaiou por alguns segundos. Era a maldita pressão arterial que o perseguia silenciosamente. O doutor Carlos deu-lhe um sermão dos diabos e perguntou se ele estava querendo se matar de felicidade. Não? Então era melhor viver com algumas tristezas, e passou-lhe um rosário de coisas que ele NÃO poderia mais fazer, isso se quisesse prolongar por mais tempo sua permanência na instigante face da terra.
- Mas, doutor, não sobrou NADA!!





Postado por Jaime Ambrósio às 15:34 | Marcadores: Babaca   Efusivo   BorogodÓ  

Sexta-feira, 20.09.2013 O Todo Poderoso na praça XV

Escrevo assim, na primeira pessoa do presente sem indicativo. A segunda e a terceira pessoas estavam ausentes. Mas veio o Pai de todas, o próprio verbo. Eu poderia fazer de conta que o assunto em questão teve a ver com o Zé do Anzol, o Chico Escova ou o Mário das Quantas, personagens inventados que, no entanto, estão pescando por aí. Mas faço de conta que o acontecido foi comigo, eu próprio aí de cima, com essa papada saliente. Mas vamos lá: eu vi Deus na Praça XV.

Estou sentando num daqueles bancos democráticos, consumindo vinte minutos do meu tempo livre, pensando nesta insólita crônica que do quase nada se fez. De repente Ele chega, como se fosse mais um na praça, e senta-se do meu lado. Está vestindo uma camisa que é metade do Figueirense, metade do Avaí. Como sei que é Ele? Sabendo. Há certas coisas que a gente não consegue explicar. Bom, tem também aquela sensação estranha, um certo arrepio no corpo, um sinal confirmando que ali está o Todo Poderoso em carne e osso, ou em qualquer outra matéria. Estou lúcido, assim como a figueira centenária que a tudo assiste.

- E aí, beleza? – pergunto sem saber direito como iniciar a conversa.

- Beleza, e você?

- Deixando a vida me levar. Como devo me dirigir a Vós?

- Do jeito que tu quiseres, filho.

- A primeira letra, ao Te designar, precisa ser sempre maiúscula?

- Não, Jaimão, o importante é a intenção. Nossa, não consigo evitar as rimas!

- Eu também não, Paizão. Falando nisso, tens lido as minhas crônicas, no site da Band?

- Nem sempre, preciso dar atenção a todos os colunistas. Mas gostei daquela da “galinha desmilingüida”. Quem coloca gelo na carne que vai ser dos outros responderá por isso no Juízo Final.

- Boa, mestre! Mas me diga uma coisa: por que a camisa homenageando os dois times aqui da capital? Ou a gente é da turma da Costeira, ou do pessoal ali do Estreitcho, como eu.

- Preciso ser diplomático, fazer uma média com todos os fiéis.

- Até com os argentinos, por exemplo?

- Si, pero Maradona no és el mejor.

- Pelé, claro!

- Yes, e depois Garrincha, e Zico, e Rivelino, e Romário, e Ronaldinho Gaúcho, e Ronaldo gorducho. Outra rima. Bah, tchê! Desculpe a expressão, mas é que torci muito pelo Colorado contra o Barcelona uma vez. Opção pelos mais fracos.

- E aqui em Santa Catarina, tens ido aos jogos?

- Sim, claro.

- Em todos, ao mesmo tempo?

- Por isso é que sou onipresente.

- E que tal?

- Sou um torcedor participativo. Por exemplo, no Scarpelli cansei de gritar “Fica Zunino”; na Ressacada eu gritava “Fora Zunino!”. E o Zunino ficando, ficando, está além das minhas forças. Mas eu preciso ficar do lado do povo.

- Mas me confessa, sem demagogia, qual é teu time do coração?

- O Santos, claro, mas não espalha, aqueles torcedores são muito convencidos.

- Mudando de assunto, amigão: e o problema no Oriente Médio, a espionagem americana no Brasil, os protestos...?

Não responde, apenas me dá um tapinha nas costas e some. Nisso se aproxima aquele sujeito da bíblia, que fica anunciando o fim dos tempos. Levanto-me, já é hora de voltar ao trabalho.





Postado por Jaime Ambrósio às 12:29 | Marcadores: Zunino   Onipresente     

Quinta-feira, 19.09.2013 Drone sobrevoa a Ressacada durante treino e causa tumulto

Jogadores, comissão técnica, cartolas azurras e jornalistas foram surpreendidos nesta manhã de quinta-feira (19/09), no estádio Aderbal Ramos da Silva, por uma mini-aeronave com câmeras pilotada por rádio controle.

Por alguns momentos achou-se que o dono do "brinquedo", muito utilizado pelas forças armadas dos Estados Unidos, estivesse a serviço da "CIAAA", a conhecidíssima Central Intelligence Agency About Avaí - Central de Inteligência Sobre o Avaí.

Em questão de minutos o mistério foi desfeito. O piloto do drone se identificou como torcedor azurra, recolheu o brinquedo e pediu desculpas ao gerente de futebol do Leão Júlio Rondinelli pelo mal-estar gerado. Segundo o MONI (moço não identificado), ele queria apenas registrar imagens da Ressacada de um ângulo diferente.

E vou te falar, heim?! Rondinelli pode ser baixinho, mas o moço é peitudo. Foi lá sozinho, como um felino enfurecido cuidando da cria dele, e mandou o recado. (veja vídeo acima)

Essa pergunta é para as mentes mais contaminadas pela síndrome da perseguição: coincidência ou não, naquele exato momento, Hémerson Maria fazia um treino fechado. Seria algum adversário do Avaí tentando descobrir os segredos do bruxo HM?

É claro que não, né?!


Poupem-me.

Assista ao vídeo e tire as suas próprias conclusões. As imagens são do repórter cinematográfico do Jogo Aberto SC Assis Vieira.

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Quarta-feira, 18.09.2013 Copa 2014: Japão e Coreia do Sul desistem de SC. Alemães não

Olá, queridos leitores! Tenho algumas informações interessantes para dividir com vocês sobre Santa Catarina na Copa do Mundo 2014. Três cidades do estado estão aptas e disponíveis para receber seleções: Chapecó, Joinville e Florianópolis. Dessas Chapecó é a que tem menos chances de entrar na rota dos selecionados. Joinville, com o Hotel Bourbon e a Arena Joinville, corre por fora. Já Florianópolis está bem adiantada nas negociações para ter, pelo menos, uma seleção expressiva da Europa.

Em alta: Florianópolis já está em negociações adiantadas com a badalada e forte seleção da Alemanha. O Costão do Santinho é o local preferido dos germanos. A dupla Majestic e Orlando Scarpelli também não é descartada. Porém, o resort do Norte da Ilha ganha pontos consideráveis por não necessitar de deslocamentos para os treinos de Lucas Podolski & Cia. Os administradores do Costão do Santinho já se comprometeram a construir, não um, mas dois campos de treinamento.

A única pendência para a seleção alemã desejar “Ein prosit” em Floripa está na confirmação da classificação do timaço para a Copa de 2014. Os alemães estão em meio à disputa das eliminatórias europeias e, nesse caso, a oficialização antes da hora, além de soar como uma atitude arrogante, implicaria em aceitar uma logística pesada na primeira fase da competição, num hipotético sorteio de um grupo com jogos em Brasília, Manaus e Fortaleza, por exemplo. Os dirigentes alemães só baterão o chucrute após o sorteio dos grupos, confirmado para acontecer no dia 6 de dezembro na Costa do Sauípe, na Bahia.

Até lá, muita expectativa!

Em baixa 1: Chapecó foi visitada por representantes da FIFA recentemente. O hotel oferecido agrada. Pesam – algumas toneladas – contra a Capital do Oeste Catarinense o clima durante os meses de junho e julho e os constantes fechamentos do aeroporto local.

Em baixa 2: Coreia do Sul e Japão estavam disputando no ”tapa” para ver quem ficava no pomposo “Il Campagnario”. Porém, o complexo viu frustrada essa briga de cachorros pequenos após a FATMA não permitir a utilização do terreno ao lado do hotel para construção de campos de treinamento. Há quem diga que a Habitasul (empresa responsável pela gestão da Miami Brasileira) teria se esforçado pouco - ou nada - para ter o aval das atuantes autoridades ambientais.

Resumo da ópera: nem Japão e muito menos Coreia do Sul virão para a Ilha de Santa Catarina.

Independente de quem seja o culpado nesse episódio “Nipocoreano” o fato é: Florianópolis perdeu para si mesma, mais uma vez vez. Assim como perdeu a chance de ser cidade-sede e ganhar alguns bilhões de reais em investimentos, turismo, empregos diretos, indiretos e blá, blá, blá.

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





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