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Domingo, 20.10.2013 Os caquinhos

Ismael (ou Ijjjmael, como a esposa, às vezes, lhe chama) chega na lotérica com o amigo Pardal que, a exemplo dele, traz no  corpo a camisa do Avaí ó-lhó-lhó Futebol Clube, o time aquele que urra, urra... E não é que encontram na fila a tia dele, do Isjjmael? A Tina. Até aí tudo bem, mas acontece que a mulher tinha um novo visual na boca. Ismael não deixou pra menos.
- Tia Tina, como a senhora tá bonita! E essa dentadura nova? Baita sorriso, mil grau, como diz o Mu, o nosso amigo lá do trabalho.
- Ijjmael, seu isteporl! Tatuíra do Morro das Pedras! Ontem mesmo pensei em você e na Dani, não sei como ela te aguenta, sempre intisicado por conta do Avaí. Esquece, um dia ele sobe, mas num sei pra onde. Ah, gostasse dos meus dente novo?
- Intão, intão, tia. Agora a senhora não tem mais aqueles dois caquinhos aí na frente. Coisa feia quando a tia dava risada, assoprando bolacha. E quando beijava alguém melacava tudo.
Na fila uns rindo; outros com vergonha alheia. As moças dos guichês nem aí, acostumadas que estavam com essas figuras estranhas.
- Agora a tia até parece aquela atriz de novela, aquela antigona que gosta de pegar rapaz novo.
- A Susana, eu? Humm.... Falando nisso, Ismael, me apresenta o teu amigo ali atrás.
- O Pardal? Ele é comprometido, tia, e tem que trabalhar amanhã cedo lá na mesa de corte.
- Ele é açougueiro?
- Eheheheh!!! Não, ele cuida do Switcher , que é a mesa de corte da TV. Outro dia explico melhor. Mas a senhora não tá de namorico com ninguém?
- Um rolinho aqui, um rolinho ali.
- E consegue beijar direito com a dentadura?
- Eu uso Corega, Ismael, daí não escorrega.
Na fila, risos; também volteios de cabeças (desaprovação).
- E à noite, pra dormir, eu deixo a perereca dentro de um copo com água. Não vou usar mesmo. O que importa é que me livrei dos caquinhos.
Uma velhinha quase se engasgou com o picolé, coitada. A fila avançando, devagar... Até que chegou a vez da tia Tina de dentadura nova. Ela pagou uma conta da Celesc, fez uma fezinha na mega sena e pediu pra funcionária conferir o bilhete da Federal...
- A senhora ganhou!!!!! O prêmio principal!!! Não esqueça de mim.
A mulher de dentadura nova deu um grito comprido e uma gargalhada ainda maior... Não teve outra, a dentadura saltou, bateu no vidro do guichê, ricocheteou, caiu e resvalou até o fundo da lotérica. A fila inteira quase teve um treco. Ismael, o Tatuira,  não se conteve.
- Eheheheh! Escorregou, tia!
- Não importa, Ijjjmael. Agora vô colocá uma fixa, com implante, coisa lindja!!!
- Que nem o Rato, outro amigo nosso. Ele também trocou os caquinhos por uma dentadura fixa.
- E vô beijá muuuuitcho! Me dá o telefone do teu amigo?... Cadê ele?
- Qual deles, tia?





Postado por Jaime Ambrósio às 13:22 | Marcadores: Antigona   Caquinhos   Rato  

Quinta-feira, 10.10.2013 Entre a couve e a costela

Dia desses Machado de Assis me confessou, através de uma bela crônica de costumes, que era vegetariano por princípios e carnívoro por educação. Algo parecido acontecia com Pedro Soares, que se apaixonou por Dorinha, filha gaúcha de um dono de churrascaria. Para apresentar o rapaz à família a entusiasmada moça, que não sabia da repulsa dele por carne assassinada (?), levou-o para almoçar... na churrascaria, que tinha o incrível nome de “BOI VIVO NA BRASA”. Pedro teve um certo calafrio, pois sentiu-se o próprio animal dentro do abatedouro. O cheiro de carne morta assada (reflexão do vegetariano, claro) lhe embrulhava o estômago, mas procurou se conter, por educação. Era sozinho no meio dos sogros e demais membros daquela prole. O chefe, com um bigode maior que a cara e um lenço vermelho no pescoço (símbolo do tradicionalismo e do Internacional), pôs-se a fazer mil e tantas perguntas.
- Tu veio de onde, amigo?
- Anita.
- Não perguntei o nome da tua mãezinha, mas o da terra de origem.
- Anita Garibaldi.
- É Santa Catarina?
- Perto de Lages.
- Então é terra boa, cheia de gaudérios. Qual é o teu time do coração?
- Avai.
- O da Segunda Divisão? Menos mal. Já imaginou o estrago se fosse o Grêmio?
- Papai!
- Sossega, guria. Preciso saber qual é a índole do meu futuro genro. Mas mudando de assunto, que a fome já tomou conta do bucho. Qual é a tua preferência na mesa, homem?
- Couve-flor ao bafo, alface e rúcula.
- Perguntei sobre a carne, pasto é outra coisa.
- Mmm! Tanto faz, o senhor escolhe.
- O senhor tá lá no Céu, tchê. Então vamos começar com uma costela de primeira.
- Mmm!
- E não precisa ficar mugindo, vivente!
- Papai!
Pedro Soares e a provação (nos dois sentidos: bíblico e gastronômico). Disse ao garçom que queria só uma lasquinha magra; mas o canalha fatiou duas ripas com muita gordura. Depois da segunda mordida Pedro teve que ir ao banheiro em caráter de urgência. Fez o mesmo depois da picanha. E da fraldinha. E do cupim também.
- Amor, você comeu alguma coisa diferente ontem à noite?
- Ih! Ih! Ih! (André, o cunhadinho de Pedro)
Então o pobre comensal regurgitante pediu a palavra num tom cerimonioso.
- Preciso confessar uma coisa pra todos vocês.
- O que é, índio véio? Não me assusta.
- É que sou vegetariano.
- Ufa! (Dorinha)
- O quê? Eu te capo!... Te corto o...!
Não cortou nada, teve que se adaptar a uma nova mesa, nova era, cercada de alfaces e outras hortaliças. Pelo menos por educação, mas também porque já estava na hora de seguir um dos conselhos do cardiologista.
- Mas primeiro a costela, depois a salada! E quanto ao casório...





Postado por Jaime Ambrósio às 16:55 | Marcadores: Picanha   Grêmio   Carnívoro  

Segunda-feira, 07.10.2013 Bruno 'Power' Rangel: O melhor de todos os tempos

Olá, queridos leitores! Bruno Rangel é “O Cara” na Série B. Com 26 bolas colocadas na rede dos adversários, falta um tento para o incansável fazedor de gols da Chapecoense alcançar a marca de maior artilheiro da história de uma edição da Segundona do Brasileirão.

Essa marca atualmente pertence ao também atacante (e cigano) Zé Carlos (ex-Criciúma, ex-Changchun Yatai [CHI] e atualmente no Al Sharjah [EAU]). Na Série B 2012 o ídolo Carvoeiro marcou 27 vezes.

Faltam ainda 12 rodadas para a Chape fechar a participação dela na Série B. No ritmo atual dos canhonaços e cabeceios de Bruno “Power” Rangel é quase impossível o artilheiro do ano no Brasil – feito conquistado após o jogo contra o JEC – não superar a marca que Zé “do Gol” suou litros para alcançar no ano passado.

Como de costume, busquei os números (expostos abaixo) para explicar o tamanho do meu otimismo nessa quebra de recorde.

Antes vamos relembrar a performance de Zé em 2012 e na sequência passarei o “scout” do novo Super-Herói Verde e Branco.

>> Zé Carlos, Série B 2012 - 30 jogos / 27 gols: 23 dentro da área, três fora da área e um de pênalti, sendo quatro de cabeça e 23 de perna direita – média de 0,9 gol por jogo.

>> Bruno Rangel, Série B 2013 – 23 jogos* / 26 gols: 22 dentro da área, um fora da área e três de pênalti, sendo 11 de cabeça, 11 de perna direita e oito de perna esquerda – média de 1,1 gol por jogo.

Numa comparação primária entre os atletas fica clarividente o tamanho da diferença do repertório de ambos.

Bruno tem mostrado muito mais recursos na hora de fazer a torcida soltar o grito. Pesa – e muito –, também, o aspecto disciplinar. BR9 levou somente um amarelinho e deixou de atuar, até aqui, em três partidas (todas por contusão). Já ZC9 colecionou ao longo do campeonato de 2012 10 cartões amarelos e um cartão vermelho. Para sermos mais justos na comparação do aspecto disciplinar (se é que há necessidade), até a 26ª rodada Zé “do Gol” havia recebido “tão somente” seis amarelos e um vermelho.

Mais alguns números de Bruno Rangel (Série B 2013):

- 26 dos 50 gols marcados pelo time saíram dos pés dele (pouco mais da metade);
- 2º em finalizações certas (40);
- líder em gols de cabeça (7);
- líder em cabeceios certos (13);
- líder em finalizações certas com jogadas originadas de cruzamentos;
- a cada 2,5 chutes ele marca um gol (total de 64 chutes [certos/errados] e 26 gols).

Impressiona? Sim! Mas me deixaria ainda mais impressionado caso BR9 fosse um jovem. Bruno já está com 31 anos de idade. O contrato dele com a Chape vence em 01 de dezembro deste ano. Atlético-PR, Ponte Preta e Atlético-MG já tentaram contratá-lo e esbarram numa blindagem chamada multa rescisória. Além disso, pesou o fato do atleta não ter forçado a barra para deixar a Arena Condá. Atitude de alguém maduro e frio. Afinal, se for para jogar a Série A que seja pelo Verdão do Oeste, oras. Compor grupo, me parece, está fora de questão para o artilheiro do ano no Brasil.

Nisso tudo o que mais me chama atenção é o fato do atacante da Chapecoense ainda não ter no portfólio dele a elite do Brasileirão. Em compensação já circulou pela penosa e sempre didática Série C.

Com Metropolitano (Blumenau) e JEC ele também aprendeu muito .

Aos 31 anos BR9 é um aprendiz frio e calculista.

Por falar em aprendizagem... aprender a língua árabe ou o mandarim deve ser o próximo grande passo da carreira do melhor “calouro-veterano” da temporada 2013 do futebol brasileiro.

Esse é Bruno “Power” Rangel. Que em breve vai ter de gritar em outro idioma o tradicional.... “Hora de Morfar!”.

Sentiremos saudades.

(*números atualizados até a 27ª rodada)

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





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