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Terça-feira, 26.04.2016 As pitangas


O seu Everaldo, viúvo aposentado, roubava pitangas da dona Flores, que tinha a mesma situação social que ele. A pitangueira ficava no quintal, mas alguns galhos avançavam por sobre o muro, invadiam o céu da calçada. Seu Everaldo, finalzinho de tarde, passava por ali e se esticava todo para colher umas frutinhas. Às vezes era difícil, então ele apanhava as que caiam no chão mesmo. Dona Flores só observando da janela. Então um dia ele viu que ela o viu. Seu Everaldo sentiu uma grande cacofonia no estômago.
Decidiu que ia continuar passando por lá, na caminhada diária, mas sem pegar pitangas. Mesmo assim olhou para a pequena árvore, por força do hábito. Eis que, pendurado num galho, havia um saquinho plástico com uma dedicatória: “Para o Everaldo, com estima. Dona Flores”. Dentro várias pitangas vermelhas, suculentas, convidativas. Aliás, uma pitanga, dizem, vale por várias laranjas, em termos de vitamina C, e previne um monte de doenças, inclusive a osteoporose.
Concluindo: os dois agora moram juntos, juntaram seus desejos. E o quintal da casa se encheu de pequenas pitangueiras, que vão crescer, dar frutos...
Aliás, pitanga aguça o amor, como ficou provado. Uma simples pitanga bem intencionada, parece, vale por mil palavras açucaradas. 





Postado por Jaime Ambrósio às 14:57 | Marcadores: Pitangueira   Suculentas   Cacofonia  

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