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Quarta-feira, 26.01.2011 O sumiço das pontes

Algo de muito sério e misterioso estava acontecendo na Terra, essa nossa casa deveras negligenciada (por eu, tu, nós e “eles”, as “otoridades”, como diz o demolidor de mesa Vânio Bossle). Em várias partes do mundo registrou-se, ao mesmo tempo, mas não ao vivo e via satélite (por algum problema), o desaparecimento de grandes obras e objetos do patrimônio público. Em Washington foi a Casa Branca (com o presidente e alguns asseclas dentro); em Buenos Aires a estátua de Carlos Gardel e, para desespero ainda maior dos hermanos, a camisa de Maradona na Copa de 86; em Londres foi o Big-Bem; em Paris, claro, aquela torre metida a besta; no Paraguai... no Paraguai?!...; no Oriente Médio algumas pirâmides e duas odaliscas; na China a antiga muralha que pode ser vista até de Marte, mas que eu nunca vi; no Rio o Cristo.. O Cristo?

Flori(p)anópolis, no sul mágico do Brasil, amanheceu... - Que é isso? – sem as três pontes. As três, sim, inclusive a “Velha Senhora”, que virou cartão postal, adoeceu e espera há muitos e muitos anos pelos medicamentos eficazes, muitos deles vindos do exterior. A população, logo que soube da novidade, ficou dividida entre o pasmo e a crendice. Os mais afoitos logo trataram de fazer alguns comentários sobre o inusitado “fenômeno”.

CIDADÃO AVULSO 1 – Sinais dos tempos, em que não haverá mais estradas sobre as águas e o mundo se dividirá em duas partes antes da explosão final.

RATO (que na verdade é um sonoplasta) – Eu não disse, Jaime?! Eu não disse?! Mas vocês riram, você e o Guido...

DONA MARIA DA CAIEIRA DO SACO – Ólho-lhó-lhó! E num é que o mári inguliu as pônti gêmea e também a enferrujada, aquela de bunito?! Agora é que as vaca vão pro brejo.

RONÉRIO SILVA – Sempre fui a favor do transporte marítimo de passageiros, talvez agora me entendam...

GERMANO – Resta sabê se os ônibus tão preparado pra andá sobre o mar sem afundá.

CIDADÃO AVULSO 2 – Precisamos de pontes que liguem o homem ao Criador do homem.

RATO – Eu falei...

ZEZINHO DO MORRO ALTO – Eu vi, tava indo pescá na passarela da ponte que vem, era bem cedinho, inda escuro. De repente, uma luz no Céu, grande, que puxou todas elas. Parecia um filme que eu quase vi lá em casa.

Era um sábado, e um rebuliço bem maior que o apagão ou a Novembrada. Um caos. Claro que alguns nem ligaram, afinal, não teriam que se deslocar pro trabalho, tanto de lá pra cá, quanto daqui pra lá. Mas outros precisavam atravessar aquele pedacinho de mar perdido na terra, como a turma do Continente, que queria ver o campeonato de surf na Joaquina; ou os jogadores do Avaí (e seus torcedores mordidos) dispostos a ganhar a revanche. Ora, acontece que tudo foi cancelado, até o jogo do bicho na Banca do Mané. Claro que os donos de barcos não perderam tempo. A preços exorbitantes começaram a transportar os habitantes mais apavorados. Neném, que não era o da Costeira, foi fazer o mesmo, com seu barquinho acanhado.

- Num pódi é batê um vento súli!

E assim prosseguiu o drama dos ilhéus e continentais, até o sono derrubar os que ainda conseguiam dormir. No meio da madrugada, quando a balbúrdia havia serenado, eis que a três pontes retornaram à Terra, ou seja, ao mar. Misteriosamente. Florip(a)nópolis amanheceu em festa, era domingo de sol. Mas o que apenas alguns perceberam, de imediato, provocou, depois, um espanto geral: a Hercílio Luz, a Velha Senhora com dores lombares, ficou exatamente entre as duas pontes de concreto.

E assim quase tudo voltou ao seu lugar. Em Nova Iorque, por exemplo, a Casa Branca estava lá de novo, mas o presidente, o presidente não havia retornado.





Postado por Jaime Ambrósio às 18:53 | Marcadores: Jaime Ambrósio  

Segunda-feira, 01.12.2014 Videoblog - Por favor! Não sejamos medíocres com 4 times na Série A

O apresentador e jornalista Gustavo Bossle fala como gostaria de ver a participação dos 4 catarinenses na Série A de 2015.

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Postado por Gustavo Bossle às 17:20 | Marcadores: Gustavo Bossle   Videoblog   Figueirense   Chapecoense   Joinville   Jec   Avaí   Figueira   Série A  

Terça-feira, 24.07.2012 O dia em que Gabrille me assustou

Depois do nascimento da minha Carol, enfim chegou a semana que eu mais esperava nos últimos 4 anos! É que começa nesta quarta-feira, em Londres, a 30ª edição dos Jogos Olímpicos. “Tá, mas esse cara que diz gostar tanto de futebol vai me dizer que 2 anos antes ele não esperava com essa mesma ansiedade pela Copa do Mundo?”, perguntam-se os mais atentos. Posso garantir para quem balbuciou esse tipo de questionamento que a minha resposta é... não. Sempre fui bem mais fã das Olimpíadas do que da Copa. E é claro que existe um ponto específico no qual é traduzido esse meu apego maior pelas Olimpíadas. Quer saber qual é o tal “ponto específico”? Então, sente-se, leia e relaxe. A história é boa!

Lembro-me quase que perfeitamente. O ano? 1984. E o cenário visto pelos meus olhos, através de um televisor, era o estádio olímpico de Los Angeles e seus mais de 90 mil espectadores que assistiam “in loco” à última prova daquela 23ª edição dos jogos. Eu, que acabara de completar 4 anos de idade, estava sentado ao lado da minha mãe, a qual se se mostrava nitidamente apreensiva. Ao absorver aquele nervosismo aparente de dona Inalva, meus olhos ficaram esbugalhados e imóveis. Nada fazia com que eu mudasse meu rosto de direção. Estava compenetrado naquela Telefunken colorida estacionada sobre um grandioso armário de cerejeira. Como morávamos – ela ainda mora – no alto de um morro a imagem era muito boa para os padrões tecnológicos da época. Minha mãe, sempre muito preocupada, tentava me explicar o que se passava com uma moça magrinha que usava um boné branco, e o que aquela cena poderia representar para mim. Mas eu pouco ouvia e, principalmente, por conta da idade, muito menos compreendia. Tenho a vaga lembrança de então estar boquiaberto e que meus ouvidos absorviam ao fundo uma quantidade de frases confortadoras e amenizadoras da imagem então captada pelas minhas retinas – filtrada por óculos gigantescos de lentes verdes. Mas não adiantava. Eu tinha um ponto fixo. Essa fixação era numa mulher que mais parecia alguém com problemas de locomoção do que uma maratonista. Era ela, o maior exemplo de superação que minha mente guarda registro até os dias de hoje, a suíça Gabrielle Andersen, que tirava forças da alma para completar os 42.195 metros da maratona - modalidade que debutava na versão feminina numa edição olímpica. Lá na pista, no calor escaldante do verão californiano, foram 100 metros assistidos com pura agonia e angustia, completados pela moça de 39 anos em pouco mais de 6 minutos. Ao cruzar a linha de chegada, na 37ª posição, a atleta se jogou nos braços dos fiscais, desmaiou e o estádio pulsou de alegria. Foi aí o meu maior susto. Afinal, o que havia levado aquela mulher a cometer tamanha penitência? E mais... Por que minha mãe chorava? Outro questionamento: por que a voz que vinha da TV falava com tanta empolgação de um caso que havia sido absorvido pela minha mente como algo tão dramático, assustador e triste? Eu, como toda criança, simplesmente não achava legal ver alguém sofrer. E naquele contexto sofriam duas: minha mãe e Gabrielle. Foi assim que interpretei uma das cenas mais impactantes na história do esporte mundial. No fim das contas, aquilo me deixou muito chocado. Tamanho choque faz essa cena se manter viva em minha memória até os dias atuais. Porém, hoje, obviamente, enxergo aquele episódio de outra forma. Enxergo com os olhos de quem, ao estar recém-saído da infância, sempre ouviu com bons ouvidos a frase eternizada pelo então Barão de Coubertin, o educador frânces Pierre de Frédy, na mesma Londres de 1908, durante a edição da 4ª edição dos Jogos Olimpícos, que dizia: “O importante não é vencer, mas competir!”. Foi o que Gabrielle fez. Competiu da melhor maneira que pode. Aliás, ela competiu com muito mais entrega do que qualquer outro competidor daquela Olimpíada. No auge do desgaste físico e emocional no qual se encontrava, ela conseguiu vencer mente, músculos e um corpo altamente desnutrido. Nascia ali, para mim, o maior exemplo de que tudo é possível. Mesmo quando todos – inclua seu cérebro e corpo - dizem não.

E aí? Conseguiram compreender por que prefiro Olimpíadas a Copa do Mundo? Ah! Não é que não goste do mundial de futebol. Claro que gosto. Porém, não tanto quanto as olimpíadas. Só isso!

Bem. Vamos falar de Londres 2012? Impossível falar da capital da Inglaterra e Jogos Olímpicos sem antes falar das outras duas edições que caíram no colo deles. A primeira vez que a terra dos Beatles sediou os jogos foi em 1908. A sede seria Roma, mas por conta da erupção do vulcão Vesúvio em 1906, os romanos não tiveram como receber as competições esportivas. O Comitê Olímpico Internacional (COI) procurou os governantes londrinos para saber se eles teriam interesse em assumir o tal “abacaxi”. A resposta foi SIM! Em tempo curtíssimo (20 meses) os organizadores deram conta de sediar um evento que contou com a presença de 2.008 atletas que representaram 22 países. Em valores corrigidos foram gastos a ninharia – comparado aos orçamentos atuais – de R$ 4,6 milhões.

Além da agilidade inglesa na construção de toda estrutura olímpica, outros dois episódios marcaram a edição de 1908 e que por sinal duram até hoje. Foi nesse ano que pela primeira vez um atleta entrou na cerimônia de abertura carregando a bandeira do país da delegação que representava. O outro fato que marcou a 6ª edição dos jogos, e que ainda perdura, é a distância da maratona, até então disputada em 25 milhas. Isso aconteceu quando os organizadores resolveram medir a distância entre largada e entrada do estádio olímpico – local da chegada –, descobriu-se que havia 26 e não 25 milhas. Além disso, por capricho o Rei Edward VII exigiu que a linha de chegada deveria estar posicionada exatamente em frente ao camarote dele. Resultado? A distância fechou em 26 milhas e 385 jardas – esses números convertidos para quilômetros dão os exatos e atuais 42 quilômetros e 195 metros utilizados nas maratonas do nosso tempo.

Já em 1948, a história não foi muito diferente. Helsinque (Finlândia), que seria a cidade sede, sofreu severamente com os ataques da 2ª Guerra Mundial. Adivinha quem outra vez apareceu como a solução para resolver todos os problemas do COI? Tcharan! Acertou quem pensou “LON-DRI-NOS”! É. E novamente a cidade inglesa lançou tendência e acabou sendo copiada por futuras sedes das Olimpíadas. Foi em 1948 que pela primeira vez se construiu uma área coberta para as competições de natação, batizada de Wembley Arena ela foi posicionada ao lado do místico complexo esportivo de tênis. E tem mais pela primeira vez ...voluntários foram convidados para prestar auxílio na organização das provas e na recepção de atletas e turistas. Foi também em 1948 que pela primeira vez uma emissora de TV pagou pelos direitos de transmissão de um evento esportivo – a BBC desembolsou a bagatela de 1.000 libras.

Para a realização do grandioso evento, que reuniu 4.104 de 59 países, em valores corrigidos, foram gastos naquela edição R$ 60 milhões. Se levarmos em consideração que a reforma do Maracanã para a Copa de 2014 nos custará quase R$ 1 bilhão, os ingleses gastaram em 1948 o que hoje seria – em valores proporcionalmente imaginados e corrigidos – uma corrida de táxi de Copacabana (Zona Sul) até a Barra da Tijuca (Zona Oeste). Ah! Detalhe. Mesmo com pouco tempo na preparação da cidade para a realização do evento, os ingleses conseguiram ter lucro um lucro de 29 mil libras. Não é nada, não é nada... é lucro! Não teve prejuízo. Coisa quase impossível de imaginar para RIO 2016.

Por fim chegamos em 2012! Londres será a primeira cidade da história que terá a chance de sediar pela 3ª vez uma edição do hoje chamado Jogos Olímpicos de Verão. É claro que dessa vez haverá um pouco menos de improviso. Afinal, agora a cidade teve - e tem - tempo, dinheiro (foram gastos 9,3 bilhões de libras, valor 430 vezes maior que 1948) e 70 mil voluntários. Eu disse um pouco menos. Pois, dificuldade, jogos olímpicos e Londres é um trio quase inseparável. Dessa vez foi a crise europeia. Ela tratou de dar uma amenizada nos investimentos do governo inglês. Uma das coisas que se fala é que o luxo visto nas instalações de Pequim 2008 não serão tão evidentes aos olhos de turistas e atletas. Mas é claro. London is London, baby!

A título de curiosidade: você sabia que foi em “Londres 1948” que o Brasil conquistou a primeira medalha em esportes coletivos: bronze no basquete masculino – seria um presságio? Deixamos esse assunto para a próxima coluna (pretendo publicar na sexta-feira) quando mergulharemos de cabeça nas possibilidades de medalhas que o Brasil pode conquistar esse ano. Já adianto uma “zebrinha”... o basquete masculino deve conquistar, pelo menos, o bronze. Mas não vai me assustar se conseguir algo ainda maior e mais reluzente. Sim, porque nas Olimpíadas tudo que reluz é ouro!!!!

Hasta luego!





Sexta-feira, 27.07.2012 Ele é Sir. Hémerson Mourinho Maria Guardiola

Olá, leitores! Ao ler esse texto peço para que você abstraia da sua mente as palavras 'sorte' e 'se', ok? Outro recado, essa publicação é dirigida exclusivamente para torcedores avaianos. Não é avaiano? Não vá em frente. Não passe dessa linha. Afinal, o papo aqui é coisa de quem sabe o que é torcer para o Avaí. O que eu sei de torcer pelo Leão? Sei tudo e mais um pouco. Meu pai é um Azurra daqueles.

Bem, vamos ao que interessa. Tenho conversado muito com o meu velho sobre a situação do time dele nessa Série B. Volta e meia ele me vem com a tradicional pergunta que eu mais tenho respondido em elevadores, corredores de supermercado, estádios e até em banheiro de shoppings: “Tu achas que esse Avaí tem jeito? Será que sobe?”. Minha resposta é sempre a mesma: “Olha, se dependesse da minha vontade esse time seria líder da Série A e Campeão da Libertadores todos os anos”. Mas como não depende dela (minha vontade), posso afirmar com toda segurança que caso sejam contratados 2 bons atacantes, e com confirmação da assinatura de contrato de Marquinho Paraná, esse time estará na elite do futebol nacional em 2013. Esses caras vão ser contratados? A diretoria avaiana já reconheceu a necessidade de ter essas peças. Meio caminho andado. A outra metade da estrada está na escolha deles.

Mas o que me faz ter tanta certeza que faltam pequenos detalhes para mais um acesso do Leão à elite do futebol nacional é o trabalho de Hémerson Maria. O cara sabe muito. Muito, mesmo! Enxerga o jogo como poucos. É possível notar essa habilidade do técnico avaiano quando ele mexe no time. As substituições – quando não forçadas por expulsões ou contusões – elas sempre surtem efeito. É necessário saber relevar, ainda, como é difícil fazer modificações no Avaí de hoje. Há carência na formação titular, imagine na formação do banco de reservas.

Não sou da opinião “técnico não ganha jogo”. Como não? Se assim fosse, qualquer paspalho ficaria lá na área técnica e os clubes economizariam o sagrado dinheirinho, oras. Treinador não só ganha jogo como também conquista títulos. HM é um desses “profissionais do gramado” que ganha jogos e títulos. Foi campeão estadual em 2012 depois de dar um nó tático no também inexperiente colega de ofício Branco (ex-Figueirense).

Como Hémerson ganha os jogos? Ele segue a filosofia dos principais técnicos do mundo formada por um tripé do sucesso: 1º gol, 2º defesa (principalmente com pressão na saída de bola) e posse de bola. Desses 3 ingredientes, 2 cabem diretamente ao treinador. O primeiro é o de criar mecanismos de sincronia defensiva com movimentação de volantes, laterais, zagueiros, meias e até atacantes. Tudo precisa funcionar com harmonia. Se alguém cochilar, já era.

A segunda especiaria de responsabilidade de uma comissão técnica está na formatação, posicionamento, e aproximação de jogadores em campo para permitir assim o maior tempo possível que o time permaneça com a bola nos pés. Esses dois requisitos do já citado “tripé do sucesso”, para felicidade da geral avaiana, estão incluídos no atual elenco graças ao inteligente comandante azurra.

Como justificar essas minhas afirmações? Com eles e elas! Os números e as estatísticas. Bóra?

DEFESA: A primeira é um exercício para quem vai ao campo. Se você assiste aos jogos somente pela televisão fica um pouco mais complicado de enxergar. Não é impossível. Mas fica mais complicado. Vamos lá! Todo mundo sabe que o Avaí tem dois excelentes zagueiros, certo? Aliás, a melhor dupla de zaga de Santa Catarina e uma das melhores do país, eu diria. Porém, sistema defensivo vai muito além ter 2 bons beques, né?! Tem ainda Bruno (jogador com a melhor média de desarmes na Série B – 4,9 roubadas de bola por jogo), o bom goleiro Diego, o polivalente Pirão (10º jogador com mais bolas roubadas na Série B) e o constante segundo volante Mika (2º jogador do elenco azurra que menos comete faltas). Mas o grande segredo de HM está na pressão na saída de bola do adversário. Por conta do desgaste e da exposição da equipe elas não acontecem a todo momento pois é muito desgastante. Em contrapartida, meias e atacantes do Avaí se revezam, durante a saída de bola do adversário, para fazer a defesa do oponente sair na base no chutão. Chutão dado e o que acontece? Na maior parte das vezes essa bola “espirrada” fica para o Leão da Ilha. Essa é uma das melhores formas de se construir jogadas ofensivas, já que a outra equipe está ainda em fase de arrumação da defesa. Afinal, eles estavam preparados para atacar. Além disso, essa estratégia de marcação pressão com os homens de frente liga ao próximo ingrediente presente na cozinha de Maria.

POSSE DE BOLA: Em levantamento feito recentemente descobri algo que já imaginava. Em todos os jogos dessa Série B o Avaí teve mais posse de bola do que os adversários. Inclusive nas derrotas! O time que chegou mais perto de “colocar o Leão na roda” foi o Altético-PR. No scalt desse jogo, 2 a 1 para o Rubro-Negro paranaense, foi marcado 50% de posse de bola para cada lado. Mas o Avaí leva vantagem de alguns poucos segundos. Mais uma vez quero ressaltar: essa é uma característica acrescentada ao Avaí graças a HM. O time do antigo treinador avaiano Mauro Ovelha ficou conhecido pelos chutões. Já Hémerson Maria dá preferência por sair com a bola no chão desde o campo de defesa. Não estou dizendo, também, que vez por outra Leandro Silva ou Renato Santos não enfiam um bico na bola para onde o nariz está apontado. Muito disso (posse de bola) tem a ver com aquela defesa pressão exercida por atacantes e meias no campo adversário. Quanto mais pelotas forem rifadas pelo adversário, mais tempo com a bola no pé o Avaí terá. Daí se torna obrigatória ter dois meias com bom toque e domínio de bola. Cléber Santana é um. Espera-se que Marquinhos Paraná, finalmente, seja o outro. E os gols? Quem faz? É. Esse é hoje, na minha opinião, o maior problema na Ressacada. Bóra devanear?

GOLS: Eis o sal dos ingredientes! O principal de todos os temperos. Uns usam muito, outros usam pouco. Mas ele nunca pode faltar! E hoje no Avaí não falta atacante. Eu falei certo. Não falta A-TA-CAN-TE. E sim, faltam atacanteS. Sei lá se a fase é ruim, se é deficiência técnica dos jogadores contratados, ou ainda se nesse esquema montado por Hémerson Maria eles não têm as características necessárias. As estatísticas mostram o Avaí com o 5º pior ataque da segundona com 12 gols marcados. Não bastasse isso, o Leão da Ilha também é o 3º time com menos acertos no gol na Série B. O clube carrega a péssima média de 4,5 finalizações certas por jogo. É muito pouco. Pior que isso só dois disso! E outra não dá para pôr a responsabilidade nos ombros de Laércio. Ele é um jovem com muito valor, mas precisa ser lapidado. Aliás, Carreirinha é a melhor de todas as opções para o ataque avaiano.

A posse de bola, a mais rara e cobiçada das especiarias, HM – com todas as limitações do elenco atual – criou um mecanismo para conquistá-la. Defesa também está ok. Nesse caso, méritos, também, do departamento de futebol profissional do Avaí. Contratou jogadores (Pirão, Renato Santos, Leandro Silva, Diego e Mika) com qualidade para esse setor. Coube para Hémerson Mourinho... digo... Hémerson Maria tratá-los como defensores e não beques do interior.

O acesso à Série A de 2013 está nas mãos da diretoria. É só contratar mais 2 jogadores. Quer apostar? O sucesso da carreira de Maria acho que ninguém dúvida.

Posse de bola do Avaí, nessa Série B, contra:

- BOA, empate 2x2 – 64%;
- São Caetano, vitória 1x0 – 57%;
- América-RN, derrota 1x0 – 54%;
- JEC, derrota 2x1 – 63%;
- Ipatinga, vitória 2x1 – 57%;
- América-MG, vitória 2x0 – 52%;
- Guaratinguetá, empate 1x1 – 58%;
- Vitória, derrota 2x0 – 52%;
- ASA, vitória 2x0 – 62%;
- CRB, derrota 2x0 – 55%;
- Atlético-PR, derrota 2x1 – 50% (8 segundos a mais de posse de bola. Coincidentemente – não para mim e sim para os céticos a estatísticas – esse foi jogo em que o Leão mais errou passes nessa Série B; 46);
- Goiás, derrota 2x0 – 52%.

p.s. você, alvinegro bisbilhoteiro, ficou em pânico com esse texto? seu time com um pé na segundona e o rival com grandes chances de subir. que fase, heim?! ah! eu avisei. não era para ler.

HASTA LUEGO!!!





Segunda-feira, 17.09.2012 Cada macaco no seu galho. Cada time no seu campeonato - Uma reflexão sobre os cartolas megalomaníacos de SC

Olá, queridos leitores! O papo de hoje pode parecer um pouco chato para alguns. Mas julguei necessário levantar tal discussão, pois quem sabe alguma mente iluminada envolvida com a cartolagem do futebol catarinense tropece com esse texto nas “www” da vida.

O lance é o seguinte (um ponto em cima outro embaixo, eu explico): desanima-me ver os dias passarem e os clubes do nosso estado cometendo seguidamente o fatal erro da não elaboração de um PLANEJAMENTO. Não, não. Não falo sobre aqueles planejamentos limitados por um organograma e com metas (quase sempre utópicas e nunca alcançadas por completo) traçadas para o fim de uma única temporada.

Esse PLANEJAMENTO ao qual me refiro é muito mais intenso, muito mais detalhado e, principalmente, muito mais importante do que qualquer pedaço de papel colado num vestiário no qual deixa claro para jogadores os desejos da comissão técnica. Aliás, uma vez feito esse PLANEJAMENTO, ele terá impacto sobre todos os outros possíveis e inimagináveis (planejamentos) que acabarão por se tornarem secundários.

Jamais vi um dirigente com ares ou visão de administrador. Tenho visto a “cartolagem catarinense” muito mais interessada em receber cumprimentos de torcedores e conselheiros do que transformar, de fato, os clubes em empresas de entretenimento. Futebol é entretenimento, ponto. Torcedor consome, ponto. Empresas com prejuízo vão à bancarrota, ponto.

É evidente. A indústria do entretenimento “futebol” tem algumas peculiaridades. Entre elas está a passionalidade dos próprios consumidores. Só pensar nesse fator me dá calafrios ver determinados dirigentes com tanto poder sobre um produto altamente combustivo. Para ter sucesso nesse ramo é preciso ser... preciso. Cirúrgico? Nem pensar. Cirurgias estão sujeitas a equívocos.

Mexer com o sentimento alheio é algo sério demais. Propaganda enganosa é crime. Vender gato por lebre dá cadeia. Porém, num país onde a impunidade é a muleta dos criminalistas e das vítimas, não é de se esperar algo muito diferente que não um empurrão com a barriga para administrar times de futebol no país de Pelé. Dirigentes prometem, torcedores acreditam, os objetivos não são alcançados e a vida segue. Semanas depois ninguém lembra mais das promessas e no ano seguinte o cartola volta, aparece em emissoras de TV e rádio balbuciando lindas e ilusórias promessas.

Não quero dizer que cartolas mentem. Não é isso. Pelo contrário. Imagino que nenhuma outra pessoa queira tanto as vitórias e o sucesso de um time quanto o “manda-chuva”. Afinal, mais vitórias = mais flashes. Dirigentes são vaidosos. Estão ali por esse motivo. Assim como quase todos os deputados e vereadores. A maioria esmagadora dessas classes é formada por homens afortunados e ávidos por reconhecimento público. 0,1% estão nessa vida por vocação.

É aí que eu queria chegar: VO-CA-ÇÃO! Não temos dirigentes vocacionados (diferente de bem intencionados) no comando dos times catarinenses. No futebol atual o amadorismo é pago dentro de campo. E o valor é caro. Dói no coração do maior patrimônio. É a tão amarga e indigesta DERROTA! Até meados dos anos de 1980 era diferente. Concordo. Mas estamos vivendo outro momento. Não há mais jogadores que jogam por amor a um clube. Eles jogam por dinheiro. São profissionais como qualquer outro. Sem dinheiro no bolso, não rola.

E todos esses problemas (derrota, torcedor chateado e atraso de salário) são reflexos da ausência daquilo que eu prefiro chamar de “PLANEJAMENTO – DNA”. Como fazê-lo? Não é nada simples. Se fosse Manchester United, Barcelona e Bayer de Munique não levariam anos para cada um descobrir qual DNA lhes pertence.

Mas o consolo é que depois de descoberto, pô-los em prática é simples.

Pois bem. Vamos partir sempre de duas premissas: “futebol é um produto de entretenimento” e o time “Y” disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonato Catarinense, ok?

Torcedor, antes de qualquer coisa, não quer ser enganado. Falar somente a verdade com eles é a base de tudo nesse modelo de administração. Já, já você vai entender por que.

Primeiro passo para descobrir detalhes da genética do clube: qual o papel ocupado pelo time “Y” no cenário nacional? É disputar o título nacional? É conquistar uma vaga na Libertadores? É brigar contra o rebaixamento?

Respondida essa primeira pergunta é necessário definir: Quem são meus concorrentes? Corinthians, São Paulo, Fluminense, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo? Ou Bahia, Sport, Náutico, Atlético-GO, Coritiba e Figueirense? Se os adversários consideram o time “Y” adversário ou não o problema é do mapeamento genético deles. Dane-se! O fato é: time “Y” precisa definir quem são os adversários do campeonato dele.

Com base nessas primeiras respostas é possível planejar metas possíveis. Importante: o cartola do time “Y” precisa deixar essas metas claras em qualquer discurso público. Só assim vai passar a ter mais respeito e admiração do próprio torcedor. Vender ilusão é mais fácil? Lógico! Porém, antes de vendê-la, caro dirigente, saiba que suas noites de sono nunca mais serão as mesmas.

Usar um discurso de metas com base no DNA do clube é melhor, inclusive, para os próprios jogadores passarem a compreender em qual realidade vão estar no fim do ano. Todos trabalharão com menos pressão e se sentiram menos incomodados com situações desconfortáveis. Como, por exemplo, estar na zona do rebaixamento, pois uma vez que a meta estabelecida foi não ser rebaixado, estar no Z4 é algo que já estava dentro dos planos.

Assim evita-se, também, cometer loucuras no orçamento. Consequentemente os salários passarão a ser pagos em dia e promessas de premiações (vitória por jogo ou metas superadas) poderão ser cumpridas. Afinal, numa equipe que vai lutar contra o rebaixamento ter um único jogador custando 3 vezes mais que os colegas de vestiário foge totalmente do DNA descoberto. Mesmo porque futebol é conjunto. Não é um único atleta que vai fazer toda a diferença. Existem exceções? Sim. Mas uma empresa de “DNA humilde” não pode correr riscos com grandes investimentos.

Existem vários clubes da Europa que assumem o papel de coadjuvantes e tem total apoio dos seus torcedores. E, coincidência ou não, esse apoio veio após eles assumirem o status de inferioridade diante de rivais tão poderosos. Cito aqui casos como o Sevilla na Espanha e o Napoli na Itália. Ambos entram com metas definidas desde a primeira rodada dos respectivos campeonatos: conquistar acesso à Liga dos Campeões (no primeiro mapeamento genético era não ser rebaixado).

Ou seja, eles reconhecem a inferioridade diante de rivais como Barcelona, Real Madrid, Juventus e Milan. Com base nisso eles evitam gerar qualquer tipo de atrito interno ao cruzar o caminho desses gigantes europeus. Jamais uma derrota do Sevilla para os madridistas será dolorida para os fanáticos pelo “Submarino Amarelo”. E os jogadores entram para perder? Claro que não! Os atletas do Sevilla estão loucos por um contrato com os “Merengues”. Sem a pressão da torcida e da diretoria fica muito mais fácil, inclusive, de surpreender os “Galácticos”.

Aí, em caso de vitória do primo-pobre veja só a cadeia positiva ($) que isso gera: o jogador destaque passa a chamar a atenção dos cartolas abonados da Europa. O dito “craque por um dia” do Sevilla, dentro da política do clube, foi adquirido de um mercado menos inflacionado, por um valor bem abaixo daquele vivenciado pela dupla Barcelona e Real Madrid. Logo, poderá ser possível fazer um bom dinheiro para pôr em caixa. Gastar a grana com outra contratação cara (medalhão)? Nem pensar. Eles investem nas categorias de base. De preferência aumentam o alojamento da molecada. Com isso as chances de achar uma nova pepita ficam maiores!

Sonho o dia em que poderei ver os times catarinenses geridos por administradores e com o mapeamento genético definido e, principalmente, compreendido e aceito pelos torcedores. Somos pequenos. Um dia, quem sabe, poderemos ser grandes. Mas para isso antes precisamos reconhecer nossa inferioridade.

Amigos... futebol é uma indústria.

Fábrica de sonhos? Não! Ou melhor... pensemos nelas só em padarias. Essas sim fabricam sonhos invejáveis e com propriedade singular.

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Quinta-feira, 20.01.2011 O Problema do Côco

Podiam falar mal dela, mas que falassem bem, ou seja, de acordo com a concordância gramatical. Não admitia os erros “básicos”, nem o excesso de gírias. Tá ligado?

Podiam cobrar caro pelos produtos que ela consumia, mas pelo menos que anunciassem os preços corretamente. Xuxu? Só faltava um anúncio do DVD da Chucha... Embora, refletiu ela, alguns etimologistas aceitem as duas grafias do legume. Mas o que mais deixava a professora Analice à beira de um ataque de nervos gramatical era o controvertido COCO, cuja água é light, mas cuja polpa tem excesso de caloria. Vai entender a natureza! Gente, pelo amor de Deus! A palavra é paroxítona terminada em O, portanto, não leva acento. Se nem isso sabem escrever certo, então o melhor é irem catar coquinho.

Era viúva e viu a uva. Gostou. Mas estava sozinha e numa espécie de TPM prolongada (Lembram da Melina?). Portanto, que não a provocassem com falhas gramaticais estúpidas. A irmã, Analúcia, preocupada com aquele diagnóstico, trouxe-a para passar o Natal e o Revéillon na casa de praia, em Floripa. No caminho da rodoviária até o balneário Analice descobriu um cartaz promovendo o espeto corrido da CHURRASCARIA do ZÉZINHO, com acento onde não devia. Senta, e espera!

Analice na praia. Guarda-sol, cadeira, óculos escuros e fator 30. Quando viu uma barraca já começou a sentir um arrepio. “Já sei que vou me incomodar hoje.” Tentou se manter calma. Mas sentiu sede e a bebida mais recomenda era água... de coco. Foi comprar, resoluta. Não deu outra, já na primeira barraca: CÔCO GELADO. Jesus Cristo! Na segunda, idem...; idem na terceira. E ela indo.

Finalmente!... Nem tudo está perdido na pátria do improviso! Detestava frases rimadas. Mas, tudo bem.

- Por favor, uma água de coco!

- Pois não, madama!

- É hoje! Quanto?

- Três real.

- Primeiro: o correto é: três reais. Segundo, não existe “chapeuzinho” aqui no primeiro Ó do coco.

- Então é aqui no segundo? – apontou o pobre vendedor.

A professora, que tinha a obrigação ética de explicar a correta ortografia, perdeu as estribeiras.

- Exatamente!

E saiu, bufando. Iria tomar uma coca-cola ( normal) que a Analúcia trouxera na bolsa térmica.

- Que ódio!

Pra complicar, ou não, ainda ouviu o vendedor de picolé comentar com um colega: Eta coroa boazuda! O dia, enfim, não estava de todo perdido. Analice até esboçou um sorriso.

Eu, heim! É ruim.





Postado por Jaime Ambrósio às 12:02 | Marcadores: Problema   Côco   Jaime Ambrosio  

Quarta-feira, 11.07.2012 Locomania uruguaia

Olha essa torcida do Figueira: nossa repórter Simone Malagoli achou no Youtube "La Cumbia Del Loco".

Para quem não sabe, esse é um ritmo muito conhecido nos países hispânicos da América Latina. Enquanto a maioria dos boleiros brasileiros curte o pagode, a trilha sonora preferida dos jogadores argentinos, paraguaios, colombianos, uruguaios e mexicanos é essa tal de cumbia.

Vou confessar... me gusta la cumbia un momento u otro! Sempre tem uma tocando no meu playlist. Essa, com certeza, vai no playlist da galera alvinegra.

Abaixo esta a letra. Divirtam-se e entrem no clima da estreia de Loco Abreu pelo Figueirense.

La Cumbia Del Loco
Carlos Javier

Foi na ciudad de Minas
onde tudo começou
brincando com os amigos, a ilusão de ser campeão
E dale, dale, Loco, se escutou na capital
Este é o novo som que todo mundo já cantou

La cumbia del Loco
Vamos para cima Uruguai
é a cumbia nacional es
la cumbia del Loco

Argentinos, mexicanos já cantaram sua canção el loco é o melhor porque tem coração
outro dia os veremos novamente no uruguai
Usando a numero 13 com a camisa nacional

Este é o novo som que todo
mundo já cantou
La cumbia del Loco
chegou para abalar
quem vai segurar
La cumbia del Loco

Terra do futebol, do samba e do Carnaval
Loco faz o gol para todo mundo comemorar
E dale, dale, Loco, a torcida invadiu
Este é o novo som que todo mundo já cantou

La cumbia del Loco
chegou para abalar
quem vai segurar
La cumbia del Loco

Eu já tô ficando louco vendo onde que vou jogar
na minha cabeça eu só penso em ganhar
E dale, dale, Loco, a torcida invadiu
Este é o novo som que todo mundo já cantou

La cumbia del Loco
chegou para abalar
quem vai segurar
La cumbia del Loco





Sexta-feira, 21.01.2011 Pérolas nas Areias das Praias

O PRIMO DE LÁ E O PRIMO DE CÁ
- Que baita rio, primo!
- Não é rio, primo, é mar.
- Não faz mar, é baita do mesmo jeito.
- Se tu dix... Agora vamos beber uma boa gelada.
- Primeiro uma marvada quente, primo, purinha. Eta nóis!

UM CARA OTIMISTA
Decidiu contrariar a previsão do tempo, que anunciava céu encoberto, e foi à praia assim mesmo, sem sol, fugindo da mesmice e do ócio. Arrumou a cadeira, sentou de frente pro mar e o infinito, abriu uma latinha e concluiu que aquilo sim é que era vida boa. Mar, gaivotas, barcos, ilhas... Mas cadê as mulheres? Não fosse por isso: tirou a última Playboy de dentro da mochila e começou a ler as fotos, admirando cada palavra...

A CARA DO OUTRO, O PESSIMISTA
- Se você quiser, Gisele, a gente vai pra praia, mas tá nublado, pode chover.
- Nem tanto, vai abrir. E o importante é sair de casa, pra não mofar.
Foram. E choveu justamente quando estavam instalados na areia. Carlinhos com cara de “viu-eu-não-falei?” começou a arrumar as coisas (pra voltar), vitorioso. Mas choveu rapidinho, logo parou. E saiu o maior sol. Carlinhos com cara de...
- O sol tá muito forte, Gisele!
- Vem aqui que eu passo o fator 30 – ela, vitoriosa.
- Pode dar uma insolação, câncer de pele. Não viu aquela reportagem na TVBV?
- Vi, mas não se preocupe, eu trouxe também o fator 50. Vai mergulhar, vai.
- Com essa água fria?
- Fria? Tem caipirinha ali na barraca do milho, pra esquentar.
- Depois de ontem à noite? Maluca!
Até que chegou a hora de Gisele explodir, sem TPM mesmo, porque paciência tem limite.
- Vai, Carinhos, vai comer a macarronada da tua mãe! Mas eu vou ficar, faça sol ou faça nuvem. E vai de ônibus, “filhinho”, porque o carro é meu!

VAI UM PROTETOR AÍ?
O garoto, cheio de ginga, tatuagem e conversa, achava que havia descoberto a fórmula infalível de “ganhar” as meninas do sol e mar. Simples: é só se aproximar e pedir para que uma delas faça a “gentileza” de passar a loção nas costas, do cara, claro. A partir daí rola um papo legal, uma amizade instantânea, troca de telefones, etc.
O tal garoto, munido de muita confiança, dirigiu-se às três beldades incrustadas na areia fofa. Estendeu o tubo de creme e engatilhou a artilharia verbal. Houve um silêncio geral como resposta, enquanto surgiam três surfistas “bombados” que estavam na barraca ao lado comprando água e cerveja. A “gentileza” foi toda deles.
- Deixa que eu passo, brother.
- Eu ajudo.
- Também tô nessa.
No nariz e na boca é suportável. O problema é nos olhos, dá um belo dum ardume, uma irritação danada, uma coceira dos diabos...

A QUESTÃO DO ACENTO
A professora de português, que já é conhecida de alguns leitores daqui, vai comprar água de coco. Então percebe, de novo, que na propaganda da barraca CÔCO está assim, com o maldito acento circunflexo.
- Um COCO, moço, mas, por favor, sem o “chapeuzinho”, que é errado.
O vendedor, um pouco contrafeito, tira o boné da cabeça, dizendo que o freguês é quem manda.





Postado por Jaime Ambrósio às 09:38 | Marcadores: Jaime Ambrosio  

Sexta-feira, 28.09.2012 Wilfredo terá concorrente na eleição de terça-feira

Olá, queridos leitores! Vamos ser rápidos e rasteiros. Estou em cima da produção do Jogo Aberto SC. Entretanto a notícia não tem hora para acontecer. O assunto aqui é o rumo da presidência alvinegra.

Para quem não sabe a catraca girou freneticamente no Scarpelli nos últimos dias. Então é importante fazermos uma retrospectiva:

- Lodetti pede licença da presidência do Figueirense;

- Lodetti pede renuncia ao cargo de presidente do Alvinegro e o vice Odorico Duriex assume o posto maior;

- Site Meu Figueira publica na íntegra contrato - até então sigiloso - entre Alliance e Figueirense Futebol Clube e o presidente do Conselho Deliberativo Júlio Gonçalves é afastados do comitê de gestão;

- Noite de quinta-feira: em reunião entre alguns conselheiros e “proprietário” da empresa Alliance Wilfredo Brilinguer (WF) decide-se que Odorico Duriex vai renunciar ao cargo de presidente durante assembleia de terça-feira. Em seguida será feita convocação de nova eleição e WF quer o posto maior na hierarquia do Figueira;

- WF é o único candidato, certo? Errado;

- Recebo a informação de que uma chapa oposicionista, com aporte financeiro de um ex-parceiro do clube, encabeçada por um conselheiro e ex-diretor do Furacão vai ser apresentada para concorrer ao pleito maior do Figueirense Futebol Clube;

- Caso essa chapa oposicionista saia derrotada funcionários do alto escalão, entre eles colaboradores do departamento de futebol profissional, deixarão o Figueira.

Era isso.

Aguardemos cenas do próximo capítulo.

Não vou me posicionar sobre qual candidato é melhor. Jamais faria isso. Não é meu dever como jornalista.

Espero, apenas, que o melhor seja feito para o futebol da nossa cidade.

HASTA LUEGO!





Segunda-feira, 27.08.2012 Avaí é o Flamengo da Série B

Olá, leitores! Chegamos ao fim do 1º turno da Série B. Com isso, resolvi fazer um levantamento dos números da participação dos torcedores nessa fase fria da competição. No apontamento mostrado a seguir destaco as 6 melhores médias de público, quais os 6 visitantes com maior média de público fora de casa, os 4 jogos com o maior número de torcedores, o maior público registrado na Ressacada e o menor número de torcedores registrado numa partida.

Fiquei feliz em ver a atuação dos Tricolores do Sul e do Norte de SC. As torcidas de JEC e Criciúma ocupam posição de destaque na média de espectadores por partida e nos 4 jogos com mais torcedores nas arquibancadas.

Já na capital catarinense, apesar da campanha irregular do time em campo, os Azurras conseguiram garantir uma boa classificação na média de “torcedores por jogo”.

Ah! Se na Série A o Flamengo é o time que arrasta multidões o mesmo pode ser dito sobre o Leão da Ilha na Segundona do Brasileirão. O clube de Florianópolis é o visitante com a melhor média de público quando atua fora da Ressacada. Pelo jeito a marca Avaí FC é bem vista em outros estados do país.

Vamos aos números:

6 melhores médias de público no turno da Série B:

1º Vitória (11.818 espectadores por jogo)
2º JEC (10.061 espectadores por jogo) *atualizado com a renda do jogo JEC 1X0 Goiás
3ºCeará (8.926 espectadores por jogo)
4º Goiás (8.762 espectadores por jogo)
5º Criciúma (8.675 espectadores por jogo)
6º Avaí (4.530 espectadores por jogo)

6 melhores médias de público dos visitantes no turno da Série B:

1º Avaí (6.257 espectadores por jogo)
2º CRB (6.025 espectadores por jogo)
3º América-MG (5.020 espectadores por jogo)
4º Atlético-PR (4.703 espectadores por jogo)
5º Bragantino (4.683 espectadores por jogo)
6º Criciúma (4.583 espectadores por jogo)

Os 4 maiores públicos do turno na Série B:

1º Vitória 1x0 CRB – Estádio Barradão (BA) – 32.55 espectadores
2º JEC 3X1 Criciúma – Estádio Arena Joinville (SC) – 18.115 espectadores
3º Criciúma 2x0 Avaí – Estádio Heriberto Hülse (SC) – 17.728 espectadores
4º Ceará 1x2 América-MG – Estádio Presidente Vargas (CE) – 16.147 espectadores

Menor público do returno na Série B:

Ipatinga 1x1 Ceará – Estádio João Lamego Neto - 142 espectadores

Maior público do Avaí FC:

Avaí 2x1 Ceará – Estádio da Ressacada – 6.432 espectadores

HASTA LUEGO!





Segunda-feira, 11.03.2013 EXTRA, EXTRA! Givanildo Oliveira na mira do Avaí

Olá, queridos leitores! Givanildo Oliveira. Nesse momento ele é o número 1 na lista de técnicos pretendidos pelo Avaí. As conversações já entraram na parte de discussão da base salarial do treinador.

Givanildo, pernambucano de Olinda, está com 64 anos de idade e tem ampla experiência nas divisões de acesso do Brasileirão. Foi campeão da Série B em duas oportunidades (Paysandu em 2001 e América-MG em 1997). Também foi campeão nacional da terceira divisão com o América-MG (2009).

Além desses títulos, Givanildo conquistou acessos da Série A com o Santa Cruz e Sport Club do Recife. Diante dessas conquistas eis o meritório apelido de “Rei do Acesso”.

A carreira de técnico começou cedo. Foi em 1983 com o Rubro Negro de Pernambuco.

Se vai dar certo – ou não – só o tempo poderá dizer, mas já adianto minha opinião: me agradou e muito. Se acertar com Givanildo de Oliveira o Leão da Ilha acertará de forma absolutamente precisa.

HASTA LUEGO!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Sexta-feira, 07.09.2012 Bê-a-bá para não tomar gol da Ponte Preta

Olá, leitores! O Figueira encara neste sábado a Macaca em Campinas com uma missão delicada: vencer os donos da casa. Gilson Kleina (técnico Ponte Preta) recebe muitos elogios pelo trabalho desenvolvido com a equipe 9ª colocada do Brasileirão.

No Moisés Lucarelli foram 11 jogos disputados, sendo: 5 vitórias (Atlético-GO, Portuguesa, Coritiba, Palmeiras e Corinthians), 3 empates (Grêmio, Sport e Flamengo) e 3 derrotas (Bahia, Fluminense e Altético-MG).

E é em solo campineiro, e contra adversários com os mesmos objetivos, que a Ponte tem conseguido alcançar o primeiro objetivo dela: garantir vaga na elite do Brasileirão de 2013.

Vencer a Ponte Preta lá tornou-se obrigação ao “Figueirense do Discurso Público”. Afinal, nesse momento qualquer derrota é um prego a mais no caixão.

Já para o “Figueirense do Discurso Privado” seria um resultado comum. Uma vez que boa parte dos dirigentes e conselheiros alvinegros já pensam nos planejamentos para a Série B de 2013. O que, de fato, hoje, parece-me mais coerente. Porém, o esporte sempre nos guarda situações inesperadas e felizes.

Mas enquanto há vida há esperança! Por esse motivo, com a ajuda de um software pra lá de completo, vou tentar dar uma mãozinha para o Furacão do Estreito. Como? Abaixo você vai acompanhar um raio-x dos 27 gols da Macaca nesse Brasileirão. São números que podem ajudar, e muito, a vida do goleiro Wilson e seus defensorees.

Let´s GO!

- Nesse primeiro quadro mostramos como e por quem foram marcados os 27 gols do adversário do Figueirense deste sábado. Já é possível saber, por exemplo, que fora da área eles não têm um aproveitamento muito bom. Ponto importante para ser estudado pela defesa do Alvinegro. Sem a posse de bola, laterais e volantes podem recuar um pouco mais para dificultar a vida da Macaca. Nas cobranças de falta diretas Wilson deve ficar atento com os meias Marcinho (destro) e Ricardinho (canhoto). Na entrada da área eles são os donos das bolas paradas do time paulista. Cada um marcou um gol. Marcinho acertou a cobrança no lado direito em meia altura (a bola quicou antes no chão) do gol defendido pelo arqueiro do Cruzeiro Fábio. Já Ricardinho foi beneficiado por uma falha gritante do goleiro Deola do Palmeiras. Na bola área é bom tomar cuidado com os cabeceios do atacante Giancarlo e do zagueiro Ferron. Ambos usaram a cabeça para marcar 2 gols cada.

- Abaixo um figura bem interessante. Dividido em 9 partes iguais, o quadro representa uma trave de futebol e aponta por quadrante por onde passaram os atuais 27 gols da Ponte Preta nesse Brasileirão. Canto direito baixo é o forte deles. Alô, Wilson!

- Esse outro mostra como Róger, artilheiro da Macaca na Série A, marcou seus 7 gols. Apesar de estar como opção no banco de reservas, vale ficar de olho. Nota-se que ele tem uma leve preferência pelo lado esquerdo dos goleiros.

- No caso do lateral Cicinho, fica evidente sua total preferência pelo canto direito dos goleiros adversários. 75% dos gols foram feitos nesse lado da trave.

- Giancarlo fez 3 gols no campeonato, sendo 2 de cabeça. Trabalho maior para a zaga alvinegra.

- Bonus Track: um presente para os zagueiros, volantes, laterais e meias do Figueirense. Abaixo dois campos divididos em 12 partes mostram em quais quadrantes existem mais chances de roubar a bola da Ponte. No campo do lado esquerdo é um levantamento de todas as 21 rodadas da Série A. Já do lado esquerdo apenas os desarmes sofridos pela Macaca Campineiro dentro de casa. Achei interessante como aumentam os desarmes sofridos pelos campineiros no lado direito de médio-ataque quando atuam no Moisés Lucarelli.

Era isso! Fiz a minha parte. Quero e dependo do sucesso dos times de Florianópolis. Receita para fazer gols é complicada de dar. Esse inclusive nem parece ser o principal problema do Furacão do Estreito. Mas receita para se defender não é complexa de elaborar, não! Afinal, sou da opinião que o placar de uma partida de futebol depende 60% de uma defesa consistente, entrosada e eficaz nos desarmes.

Boa Sorte, Figueira!

HASTA LUEGO!!!

Fonte: FootStats

(foto: Cristiano Andujar/Lancenet)





Sexta-feira, 06.07.2012 Loco vem? Então, volta para o 4-2-3-1, Argel!

Hello, queridos leitores! Semana agitada no futebol catarinense. Tudo graças à novela que envolveu a participação de Loco Abreu e os dirigentes do Figueirense. Nunca havia visto antes, aqui em Santa Catarina, uma negociação tão morosa para ser oficializada. E não poderia ser diferente. Mesmo com o “ok” do atacante uruguaio dado no último domingo, quando a questão salarial e o esboço do contrato de 2 anos foi definido, o que se viu foi um imbróglio que girou em torno das especulações e nada mais.

Sebástian Abreu é um homem de personalidade forte. Mostrou isso pelos clubes que passou e também na negociação com o Furacão do Estreito. Jornalista por formação e jogador por vocação, Loco teve o ápice de demonstração da personalidade dele na “La Cavadita”. Foi nesse episódio que o fez se tornar uma das estrelas da Copa do Mundo de 2010, naquele pênalti cobrado contra Gana, nas quartas de final do mundial.

Loco é – ou era, Seedorf tá nas áreas, brother - hoje o maior ídolo do Botafogo. O que fez ele deixar o clube carioca foi o sistema tático adotado pelo treinador Oswaldo de Oliveira, o moderno – e eficiente – esquema de jogo 4-2-3-1. Nessa formação Sebastian era o número 1. Centroavante isolado, certo? Não. Errado. Para o comandante de General Severiano Abreu deveria fazer uma flutuação que funcionaria da seguinte forma: saída em diagonal de dentro para fora área, no lado oposto onde estivesse a bola. Além disso, o uruguaio teria de se contentar pelos dois extremas, da esquerda e da direita, na linha de 3 formada no meio, jogassem com o “pé invertido”. Ou seja, o jogador da direita era canhoto e o da esquerda era destro. Essa formatação servia para que os falsos meias entrassem pela diagonal em direção ao gol adversário. Aí entrava a movimentação exigida por Oswaldo de Oliveira. No complemento da jogada Sebástian tinha que sair da área, pelo lado inverso do jogador que vinha em diagonal em direção ao gol, para abrir espaço. Exemplo: Élkeson (destro) vinha pela esquerda com bola dominada, Sebástian saia em diagonal pela direita e abria o corredor para a passagem do meio de origem.

Numa entrevista dada, esta semana, para a rádio 890 Sports do Uruguai Loco falou não ter problema para jogar no 4-2-3-1. Desde que os “extremas” joguem como manda o figurino. Como é o tal figurino? Quem atua pelo lado direito tem que ser destro e o do lado esquerdo joga com a perna esquerda. Assim, bolas são facilmente cruzadas para dentro da área e quem esta lá?! Tcharan! Ele, El Loco! Pronto para cutucar “la pelota”no alto dos seus 1,93m de altura. E querem saber? Acho que Sebástian esta certo. Jogar num esquema que não lhe favorece para quê? Para jogar mal e ser cobrado pela torcida? Vou mais longe. Com essa atitude Abreu mostra que, além de ter uma personalidade forte, é um atleta que pensa no coletivo. Afinal, se Loco diz que não se sente bem em determinado esquema e prefere ficar de fora é porque ele esta pensando no resultado final.

Ok. Mas onde quero chegar com isso? Lembram da atuação intensa tanto na parte defensiva como na parte ofensiva que o Figueirense teve na derrota de 1 a 0 para o Cruzeiro? Nessa partida o Furacão jogou num 4-2-3-1 que funcionou quase de forma perfeita. Para ser perfeito faltou, ao menos, a vitória. Nem precisava – mas poderia – ser de goleada. E sabe-se lá por que cargas d’água Argel mudou o esquema. Foi para um 4-4-2 no jogo seguinte contra o Bahia (1x1) e repetiu isso contra o Palmeiras (3x1, Palestra).

Falar por falar que o Figueira joga melhor num 4-2-3-1 do que no 4-4-2 é fácil, né? Vamos então as provas. Vamos a eles.... os números, minha gente! Nossa. Como eles ajudam.

Vamos começar com as finalizações – resume as chances criadas e o volume de jogo: no jogo contra o Cruzeiro (4-2-3-1) o Figueira deu 18 chutes a gol. Já na partida contra o Palmeiras (4-4-2) foram somente 7 arremates;

Desarmes – mostra que o clube ocupa bem o espaço na defesa: em Belo Horizonte, com o Cruzeiro foram 138 desarmes. Na Arena Barueri foram 40 desarmes a menos, 97;

Dribles – aponta um time mais ofensivo: contra a Raposa foram 18. Contra o Porco 11;

Faltas recebidas – resume um adversário que chegava atrasado: Na Arena Independência foram 30. Em Barueri foram 12;

Passes – representa posse de bola: contra os cruzeirenses foram 217. Contra os palmeirenses foram 183.

Tá! Assim como Argel Fucks vai dizer que você ainda tem dúvidas se 4-2-3-1 é, para o Figueirense, melhor que o 4-4-2? Vamos então analisar o desempenho de Júlio César nesses 2 jogos. Contra o Cruzeiro JC finalizou 6 vezes contra o gol Fábio. Já contra o Palmeiras foram apenas dois chutes. Além disso, na linha de 3 que formou no meio campo alvinegro o atacante que jogou pelo lado esquerdo de campo – como gosta Abreu – conseguiu 4 desarmes. Já na linha de 2 contra o Palestra, Júlio César roubou apenas uma bola. Peguei o exemplo de apenas 1 jogador, caso contrário esse “pequeno” texto se tornaria ainda maior.

Então, fica aqui registrado o esquema de jogo que melhor se encaixa com Loco Abreu no Figueirense. Argel, nem pensa “mô quiridu”. Você mexeu no que estava certo. Volta para o 4-2-3-1. Com Loco o esquema ainda fica melhor. Ah! Queres saber a minha sugestão escalação nesse esquema? É essa, ó: Wilson, Pablo, Canuto, Anderson Conceição e Guilherme Santos; Doriva e Túlio; Júlio César, Almir, Ronny; Loco Abreu.

Números e curiosidades de Loco Abreu

- Atuou em 18 clubes de 5 países diferentes, entre eles Aris da Grécia e Beiter Jerusalem de Israel;
- Em 2012 disputou 19 jogos sendo 15 pelo Campeonato Carioca, 2 pela Copa do Brasil e 2 pelo Brasileirão;
- Com 11 gols foi vice-artilheiro do Campeonato Carioca 2012. Alecsandro (Vasco) e Somália (Nova Iguaçu), ambos com 12 gols, foram os artilheros da competição;
- Com 25 finalizações certas foi o jogador que mais acertou chutes a gol no Campeonato Carioca de 2012;
- O último gol foi em 29 de abril, na vitória do Bota de 3 a 1 sobre o Vasco pelo Carioca. Na oportunidade Abreu marcou duas vezes;
- Loco foi titular nos 2 jogos disputados no Brasileirão 2012. De 180 minutos possíveis jogou 105, deu 3 chutes e 16 passes – 12 certos e 6 errados, um aproveitamento de 75%;
- Nos últimos dois Brasileirões jogados pela “Estrela Solitária” ele foi o artilheiro do time com 11 (2010) e 13 (2011) gols;
- O último jogo foi em 24 de junho, na derrota do Fogão em casa para a Ponte Preta no Engenhão, por 2 a 1;
- Disputou as Copas do Mundo de 2002 (Japão e Koréia) e 2010 (África do Sul);
- Foi campeão da Copa América de 2011.

ps. Sem querer polemizar, já polemizando... você sabia, torcedor do Figueira, que Loco Abreu joga com uma camisa azul por baixo da "vestimenta" de jogo? Além disso, ele usa uma braçadeira nas cores da bandeira do Uruguai. Algum problema? Comentem. Ah! A camiseta azul é em homenagem ao Nacional (URU), clube que ele se diz torcedor.




Loco e a braçadeira de 'La Celeste'
Loco e a segunda pele. Será que o escudo do Figueira vai ganhar um espaço nela?

Postado por Gustavo Bossle às 17:55 | Marcadores: Loco Abreu  

Terça-feira, 31.07.2012 Figueira quer Claudinei. Quem é? Descubra aqui

Informações apuradas pela equipe de reportagem do Jogo Aberto SC dão conta que o Figueirense estaria interessado na contratação do volante do BOA Esporte Clube Claudinei. Como eu sabia poucas informações sobre esse jogador, resolvi dar uma “bisolhada” nas minhas fontes de pesquisa em relação às estatísticas para conhecer mais acerca desse atleta. Descobri fatos bem interessantes. Por exemplo, entre partidas jogadas no Mineiro e no Brasileiro da Série B ele foi substituído em apenas 1 jogo! Já é um bom sinal. Mas ainda temos muito mais para falar. Vamos lá!

FICHA TÉCNICA:

Nome: Claudinei Junior de Souza
Altura: 1,78
Peso: 77 kg
Pé preferido: direito
Naturalidade: Sete Lagoas/MG
Idade: 23 anos (08/10/1988)
Clubes: Democrata/MG (2008 – 2009), Ituiutaba/MG (2010) e BOA EC (desde 2011)

TEMPORADA 2012:

Jogos em 2012: 24 (11 Mineiro – 13 Série B) / 7 vitórias / 8 empates / 9 derrotas
Gol(s): 1 de cabeça (vitória do BOA EC sobre o Uberaba por 4x0)

NÚMEROS E ESTATÍSTICAS NA SÉRIE B:

- 3º jogador da Série B com maior número de desarmes (59 total / 44 certos – média de 3,4 por jogo / aproveitamento de 74,6%)
- 4º jogador do BOA EC com melhor aproveitamento nos passes (88,7%)
- média de 46 segundos de posse de bola por partida
- Assistência(s): 1
- 3º jogador do BOA EC com mais faltas cometidas (26) e 5º com mais faltas recebidas (15)
- 4º atleta do BOA EC com melhor aproveitamentos nos dribles (9 tentativas e 9 acertos -100% de aproveitamento / média de 0,7 por jogo)
- Finalizações: 4 (1 certa – 3 erradas / todas de cabeça / dentro da área / nenhum gol / origem: 1 escanteio e 3 cruzamentos)

Resumo: Uma das coisas que mais me chamou atenção foi o número de partidas jogadas seguidamente pelo volante do BOA EC. Claudinei fez 24 jogos em 2012. Desses, só foi substituído em apenas uma oportunidade (derrota 4x3, Criciúma, jogou 50 minutos). Em todas outras 23 partidas ele participou dos 90 minutos! Fato raro, principalmente para um volante. É sabido que essa contratação visa “tapar o furo” deixado pela negociação de Ygor com o Internacional. Se compararmos a média de desarmes dos 2 atletas, com 4,3 roubadas de bola por jogo, o ex-alvinegro leva a melhor. Detalhe: Ao levar em consideração apenas os jogos de Ygor pelo Inter, o volante tem “somente” 100% de aproveitamento nesse quesito. Foram 13 acertos em 13 tentativas. Como Ygor é passado, voltemos a falar de Claudinei. Outro número curioso e que pode ser explorado no Figueirense são as finalizações dele. Foram 4 tentativas com 1 acerto. Todas elas de cabeça. Advinha como foi o único gol de Claudinei na atual temporada? TCHARAN! De cabeça, pelo Campeonato Mineiro, na goleada do BOA EC de 4 a 0 sobre o Uberaba.

Vai dar certo? Tenho a impressão que sim. Nada mais do que impressão. Pelos números não criei muita expectativa que ele possa resolver os problemas da proteção de zaga do Furacão. Mas é preciso considerar... estamos falando de um jogador com apenas 23 anos. Ao lado de Túlio, caso tenha humildade suficente para ouvir a voz do craque e da experiência, pode ter um futuro interessante.

HASTA LUEGO!




Diretoria do Figueirense negocia com volante do BOA EC Claudinei

Sexta-feira, 31.10.2014 Videoblog JEC - Vencer o Sampaio é díficil, mas não impossível

O apresentador e jornalista Gustavo Bossle comenta sobre a possibilidade do JEC garantir o acesso à Série A já na próxima terça-feira.


Gustavo Bossle também fala sobre os pontos fortes do difícil adversário do Coelho.


(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Segunda-feira, 06.08.2012 EXCLUSIVO! Dona Estatística pede: ‘Não vaie o Figueira’

Olá, queridos leitores! Hoje não tem muito blá, blá, blá. Vamos direto analisar o que os números de Portuguesa 2x0 Figueirense nos dizem. Ah! Sobre as vaias nós vamos falar daqui a pouco, combinado? Sim! É nesse mesmo texto.

Nesse Brasileirão o aproveitamento do alvinegro é preocupante. Não tenho dúvidas de que a comissão técnica do Furacão já esteja de olho nas estatísticas da última partida para tentar corrigir algumas deficiências diante do Flamengo. Já posso antecipar: elas (deficiências) não são poucas e levarão mais algumas rodadas para todas serem, ao menos, amenizadas. Jeito de corrigir tem. Torço para que essa tal correção não dê as caras muito tarde pelos lados do Scarpelli.

ANÁLISE DOS NÚMEROS GERAIS: Só faz gol quem chuta NO gol. Durante os 90 minutos o Alvinegro acertou o alvo uma única vez com Aloísio, Dida fez uma belíssima defesa. Um time que investiu, e investe, tanto dinheiro num dos melhores – se não o melhor – atacante de área do país, não se pode dar ao luxo de ter um aproveitamento tão apático nos cruzamentos. De 20 tentativas de bolas colocadas na área apenas 1 foi certa, aproveitamento de 5%. Além disso, uma outra boa jogada para Loco Abreu poder fazer jus ao investimento está nos escanteios. Mas como conseguir se o Figueirense atacou tão pouco? O clube paulista teve 10 corners e o catarinense apenas a metade disso. Outro número desastroso do Figueira contra a Lusa foi o de desarmes. Enquanto a Portuguesa teve 78% de aproveitamento nas roubadas de bola (6 errados / 22 certos), o Furacão teve míseros 42% (11 errados / 8 certos).

ANÁLISE DA POSSE DE BOLA: Os números falam por si só quando a equipe carece de um meio campo com qualidade suficiente para carregar a bola. Túlio tem sido o principal articulador de conduzir o time. E, claro. Além do mais, o capitão alvinegro rende melhor como a terceira opção de armação de jogadas e em dar qualidade nas saídas rápidas de bola da defesa para o ataque.

ANÁLISE DO RANKING POSITIVO: Guilherme Santos foi expulso na metade do 2º tempo e terminou o jogo como melhor passador do Figueira. Duvido que essa estatística permanecesse assim após o cartão vermelho caso o Furacão tivesse um camisa 10 com característica de armador. Não se pode crucificar ou jogar a responsabilidade para Guilherme Lazaroni. Mas Deretti poderia, também, ser testado nessa função. Ferdinando, da Lusa, foi quem mais desarmou. Ele teve um aproveitamento 3 vezes maior que os 2 principais ladrões de bola do Alvinegro no jogo.

ANÁLISE DO RANKING NEGATIVO: Quando uma equipe depende dos atacantes para cruzar bola na área o resultado não pode ser outro, né?! Tudo bem, Ananias da Portuguesa também se arriscou por ali. Porém, os outros Lusitanos que mais tentaram foram os laterais Marcelo Cordeiro e Luís Ricardo. Nesse mesmo levantamento outro número que chama a atenção é a quantidade de lançamentos errados do goleiro Ricardo. Ok! Ricardo torceu o pé e jogou no sacrifício. Mas isso foi na metade da 2ª etapa. Numa reportagem do Jogo Aberto SC já foi mostrado que no quesito “reposição de bola” Wilson tem aproveitamento superior ao de Ricardo.

ANÁLISE DO RANKING GERAL: Nada muito diferente daquilo já analisado. Apenas serve para mostrar a disparidade do Figueirense com um dos adversários diretos na briga contra o rebaixamento. Ah! Dida tentou 9 lançamentos, Ricardo 27. Chutão para frente no tiro de meta é um sinal que falta confiança no time. Sair tocando a bola atrás é bem mais fácil e isso não é novidade para ninguém. Também não é novidade que para esse tipo de jogada acontecer é necessário ter confiança. Mas quando o emocional não está 100% o mais fácil é evitar o erro quem sabe nem ser notado até mesmo pelos próprios companheiros. Instinto de um boleiro em busca de sobrevivência na selva do futebol.

RESUMO: Antes de contratações, treinamento e jogadas ensaiadas é necessário trabalhar o lado psicológico dos jogadores do Figueirense. O peso de ser o lanterna do Brasileirão deixa o clima pesado nos treinos, no vestiário e na vida de um atleta. Imagine a auto-estima desses caras. A sorte é que parte desse lado psicólogo pode ser consertada pelo torcedor. Um estádio pulsante com cânticos de incentivo tem reflexo muito superior a vaias e xingamentos. Tanto em você, quanto no seu time do coração. Vaiar pode? Sim. Mas eu, se fosse você, faria isso só no apito final. É mais ou menos essa a atitude das tão celebradas – e copiadas – “hinchadas” argentinas. La Bombonera é temida pelos adversários dos Xeneizes pois a “La Doce” tem força para fazer o Boca Juniors virar uma partida. Ou você acha que eles são 6 vezes campeão da Libertadores por uma simples coincidência? Eu tenho certeza que não. Por isso torcedor do Figueira, faça do seu território o seu território. Não seja um zero à esquerda. Não entre na onda dos pessimistas. No mundo da bola tudo é possível! Previsível no futebol só as entrevistas dos jogadores e as perguntas dos repórteres.

HASTA LUEGO!





Segunda-feira, 13.08.2012 'Prazer! Camilo. Sou quem CS10 procurava'

Olá, queridos leitores!

Você por acaso conhece Camilo? Ele é o novo contratado do Avaí. Eu confesso. Até escrever esse texto não sabia bulhufas dele. Pesquisa daqui, pesquisa dali, liga daqui, liga dali, ouve entrevista daqui e dali e consegui montar um perfil bem interessante desse jogador. Leia o texto abaixo e descubra junto comigo se essa era a peça que faltava no Leão.

Ficha técnica:

Nome: Fernando CAMILO Farias
Altura: 174 cm
Peso: 72 kg
Pé preferido: Direito (a canhota não serve só para subir no Busão, volta e meia ele arrisca chutes de esquerda)
Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)
Idade: 26 anos
Clubes: Marília (2006-2008) / Cruzeiro (2008) / Santo André (2008) / Grêmio Barueri (2009) / Cruzeiro (2009) / Ceará (2010) / América-MG (2011) / Nanchang FC – CHI (2011) / Botafogo-SP (desde 2012)

Números de Camilo no Paulistão 2012:

- 17 jogos disputados (5 vitórias / 1 empate / 11 derrotas);
- titular em todas as partidas sendo substituído em 9 delas;
- por contusão não jogou apenas a 1ª e a 12ª rodada;
- 4 gols marcados (2 dentro da área / 1 em cobrança de falta / 1 pênalti) e todos com a perna direita;
- artilheiro do Botafogo-SP no Campeonato Paulista 2012;
- 2 cartões amarelos e nenhum vermelho

Estatísticas de Camilo no Paulistão 2012 (comparado ao restante do elenco do Botafogo de Ribeirão Preto):

- 1º com mais finalizações certas (19 de um total de 40 tentativas – aproveitamento de 47,5%);
- 4º com mais passes certos (282 – aproveitamento de 83,4%);
- 4º com mais posse de bola (média de 44 segundos por jogo);
- 1º em assistências (3);
- 2º com mais cruzamentos certos (8);
- 4º com mais desarmes certos (23 de um total de 27 tentativas – aproveitamento de 85,2%);
- 3º que mais acertou dribles (15);
- 2º com mais faltas recebidas (23);
- 3º com mais viradas de jogos certas (8 de 8 tentativas – aproveitamento de 100%);

Raio-x finalizações de Camilo no Paulistão 2012:

- Dentro da área: 10 acertos e 5 erros;
- Fora da área: 9 acertos e 16 erros;
- Perna direita: 15 certos e 17 errados;
- Perna esquerda: 4 certos e 4 errados;
- Nenhuma finalização de cabeça;

Curiosidades:

* entre todos os atacantes (no Botafogo-SP ele jogava como um terceiro jogador de ataque, o famoso meia-atacante) disputantes do Campeonato Paulista Camilo foi o 9º nas finalizações certas;
* o novo meia-atacante azurra, entre todos os centroavantes do Paulistão, foi o 3º que mais acertou chutes de fora da área;
* Camilo era o cobrador oficial de faltas do Botafogo-SP. Tanto em cobranças pelo lado esquerdo como pelo lado direito;
* Camilo passou pelas categorias de base do Figueirense (juniores) e não foi aproveitado. Foi nessa mesma época que Hémerson Maria teve o primeiro contato com o atleta;
* Em 2009, quando jogava pelo Santo André, o jogador marcou 2 gols contra o Avaí. A partida terminou com vitória do time do ABC Paulista por 4 a 2 (vídeo acima)

Conclusão: É sabido que o Leão da Ilha buscava por um companheiro para compor o meio de campo com Cléber Santana. Pelo sistema de jogo usado por Maria imagino que Camilo é essa peça. Porém, pelo discurso do comandante avaiano pós-jogos ele deve aproveitar o atleta, pelo menos nesses primeiros jogos, como opção no banco de reservas. Não é para menos. Afinal, a última partida oficial disputada pelo meia-atacante foi em 15 de abril. Desaprender a jogar bola ela não desaprendeu. A única questão é a parte física do jogador. Outro fator despreocupante, pois no Paulistão ele deu mostras de ter um excelente condicionamento físico ao jogar 17 das 19 partidas possíveis. Não disputou duas por contusões leves. Camilo é um meia-atacante do futebol moderno. Ele simplesmente não só ataca (melhor pelo lado esquerdo) como também defende. Como os técnicos gostam de dizer ele é "um atleta ofensivo com muito poder de composição”, traduzindo: Camilo faz bem o papel de marcação pressão no campo de defesa do adversário. Ou seja, Fernando (primeiro nome dele) se encaixa perfeitamente no esquema de defesa do comandante azurra (tema abordado na coluna Ele é Sir. Hémerson Mourinho Maria Guardiola). Já na parte ofensiva o novo meio campista azurra tem uma característica muito interessante para os contra-ataques. São os passes rasteiros de bolas enfiadas em diagonal da esquerda para o centro da área. Na finalização Camilo se comporta como um meia de origem. Arremates precisos tanto de direita, quanto de esquerda. Não chega a ser um atleta ambidestro, mas nas finalizações – de frente para o gol - pode usar qualquer uma das pernas e se precisar chuta bem de fora da área. Ah! E tem mais... com a aquisição desse rapaz o Leão da Ilha ganha mais um cobrador de faltas. Camilo agora se junta aos bons batedores Cléber Santana e Leandro Silva. Ele é craque? Não. Não está nesse patamar. Mas tem muitos recursos e tem condições de fazer a diferença.

Uma das coisas que mais me encanta no mundo do futebol é essas idas e vindas. O novo jogador avaiano já esteve nas categorias de base do Figueirense e acabou não aproveitado. Sequer foi guindado aos profissionais. Caso semelhante ao do atacante Roberto. Não deixou saudades quando saiu do Scarpelli. Porém, ouviu lamúrias ao trocar, em 2010, a Ressacada pelo Ajinomoto Stadium do FC Tokyo.

É. Me parece que o Avaí acertou em mais uma contratação. Parabéns, Cléber Santana. Você ganhou o companheiro que precisava. Agora só falta um atacante para fechar um grupo com condições de brigar para estar dentro do G4 na 38ª rodada da Segundona.

HASTA LUEGO!





Sexta-feira, 24.08.2012 É possível 3 catarinenses na Série A 2013? Dona Estatística responde: 'Sim!'

Olá, leitores! Nesse sábado chega ao fim o 1º turno da Série B. Fiz um levantamento de mais algumas estatísticas das equipes catarinenses. Vou dar ênfase apenas para os quesitos liderados por nossos atletas e times, ok? Posso adiantar que o cenário é bastante otimista para Avaí, Criciúma e JEC. Enxergo a possibilidade, ao fim da competição, de termos os 3 dentro do G4. Seria sensacional e histórico!!! Se os 3 não chegarem lá, devem brigar arduamente por uma vaga na elite do futebol nacional até a última rodada. Ah! Por questões óbvias, nesse cenário otimista excluo totalmente a hipótese de lesão e perda dos principais jogadores do trio catarinense.


Vamos aos números:


Criciúma
- 1º em assistências (40) - Com 6 assistências de cada Zé Carlos e Lucca lideram esse quesito entre todos os jogadores do campeoanto;
- 1º em defesas de goleiro (134) - Douglas Leite acumula média de 7,1 defesas por partida;
- 1º em gols marcados (44) - Zé Carlos é o artilheiro da competição com 18 gols;
- Lucca é jogador da Série B com mais finalizações certas (32) – Zé Carlos é o 2º (27);

Para Paulo Comelli ficar de olho e corrigir: O Tigre é o time com mais cartões vemelhos (7) e mais escanteios cedidos (175).


JEC
- Junto com Zé Carlos e Lucca, o atacante Lima é dono da melhor marca de assistências no campeonato (6).

Para Leandro Campos ficar de olho e corrigir: o Joinville é o time com mais faltas cometidas na segundona do nacional (422). Leandro Carvalho e Eduardo são os mais utilizadores desse recurso.

Obs.: O que me faz crer no JEC são os diversos quesitos em que as principais estrelas da equipe estão na vice-liderança, como por exemplo: Eduardo 2º em dribles certos (60), 2º em cruzamentos (108 – sorte do Lima, te cuida Zé Carlos) e 2º em posse de bola (33’05’’). Tem ainda Lima 2º em gols marcados (10) e 2º em finalizações certas (25). No conjunto a equipe de Leandro Campo aparece entre os Top 10 de vários quesitos da Série B: 3º em gol marcados, 5º em finalizações certas, 3º em assistências, 8º em lançamentos certos, 7º em faltas recebidas, 6ª equipe com menos cartões recebidos e 7ª com menos bolas perdidas.


Avaí
- 1º em passes certos (5675);
- 1º em desarmes (517) – Com média de 5,8 desarmes certos por jogo Bruno é o líder dessa estatística na competição;
- 1º em dribles (336);
- 1º em posse de bola (215’19’’) – Cléber Santana é quem mais tempo permaneceu com a bola nos pés (33’39’’ / média de 1’46’’ por jogo);
- 1º em viradas de jogo certas (158);
- Um dos únicos times do 1º turno que não cometeu penalidade (o outro time é o Goiás);
- Laércio é o jogador com mais penalidades sofridas (2).

Para Hémerson Maria ficar de olho e corrigir: 1ª equipe com mais bolas perdidas (859) e com mais finalizações erradas (190). Talvez Ricardo de Jesus e Camilo auxiliem na correção desses fundamentos. Ricardo com uma melhor pontaria e Camilo para dividir com Cléber Santana a função de carregar a bola. Com menos exposição de CS10 em campo, menos chance dele errar.

CONCLUSÃO: Com a análise desses novos números observo que, entre os 3 catarinenses, a equipe com notória maior evolução é o Avaí. Time que abre o returno como principal concorrente ao título da Série B de 2012. Isso após ser feito um complexo cruzamento de dados dos outros 19 times. Lesões podem atrapalhar? Podem. Negociações de atletas podem influenciar para o contrário dessa previsão? Podem. Mas contratações (Camilo e Ricardo de Jesus) vão ajudar a corrigir o que falta ao Leão da Ilha.


Algo, inclusive, já esperado por mim antes mesmo dessa ascensão do Leão da Ilha obtida através de uma sequência de 6 jogos de invencibilidade e 4 vitórias consecutivas. Basta ler a coluna escrita nesse mesmo espaço no dia 27 de julho. Na ocasião os azurras enfrentavam uma crise daquelas e o nome de Hémerson Maria (HM) passava a ser questionado nos corredores da Ressacada.


A coluna agraciada com o título “Ele é Sir. Hémerson Mourinho Maria Guardiola” era uma intenção de chamar a atenção de torcedores para as qualidades do excepcional técnico avaiano. Observei através das redes sociais (twitter e facebook), o mais fantástico dos termômetros, parte da torcida na carona dos pessimistas de plantão. Os mesmos que hoje, da noite para o dia, transformaram-se em otimistas e no tempo de duas derrotas consecutivas voltarão a balbuciar discursos recheados de pessimismo. Coisas e personagens do nosso futebol!

Ah! Obviamente tenho plena consciência que meia dúzia de parágrafos escritos naquele texto pouco influenciariam na intenção de dirigentes azurras caso os resultados em campo não aparecessem. Seria uma pretensão minha no mínimo arrogante. Porém, as estatísticas daquela época já diziam: a aparição dos bons escores era só uma questão de tempo.

Não entrarei nem no mérito de discutir se o Leão da Ilha na fase ruim (na opinião dos pessimistas) vinha ou não atuando bem. Para mim os números já davam a resposta: o melhor estaria por vir. Mas nem sempre quem joga melhor vence. Principalmente quando o ser humano – Freud explica - tem os olhos muito mais afeitos a enxergar defeitos ao invés de qualidades.

Por falar em enxergar, imagino que alguns dos meus frequentes leitores mais céticos no aceito do uso das estatísticas para definir se um time vai bem ou mal, passaram a refletir sobre esse mesmo ceticismo. Afinal, as minhas previsões feitas lá atrás com base nos números têm se encaixado. Não recrimino quem não considera dados estatísticos para avaliar se o Avaí joga bem ou mal. É uma questão de saber interpretar qual mensagem os números passam. Como eu faço isso? Só posso dizer que não é nada tão simples assim. O certo é que eu encontrei uma forma de usá-las (estatísticas) para ver o futebol de outra forma. Ou melhor, optei pelo mesmo método de trabalho utilizado pelos principais treinadores do mundo.

É mais ou menos como falam os meteorologistas. Todos têm à disposição a mesma imagem captada pelos satélites, mas nem sempre as previsões do tempo são iguais. Vai da leitura de cada “moço do tempo”. Sabe aquele ditado: “O pior cego é aquele que não quer ver”? Cabe muito bem como diagnóstico para determinados casos de “ceticismo crônico”.

HASTA LUEGO!!!





Sexta-feira, 12.10.2012 Você tem moral para condenar Neymar?

Olá, queridos leitores! No futebol criou-se a cultura de que se pode fazer tudo e mais um pouco para uma equipe saciar o desejo do torcedor em ver seu time vencer. E vale tudo, mesmo! Ludibriar a arbitragem, inclusive. O mundo crucifica Neymar pelos seus mergulhos em busca de faltas. O atacante defende-se. Ele afirma fazer isso para evitar o choque com zagueiros corpulentos. A zagueirada por sua vez chia sem parar e faz do maior talento brasileiro uma espécie de Judas Iscariotes do futebol nacional. Coro que ganha força internacional.

Concordo. Neymar “de vez em sempre” exagera na trombada recebida. Encena demais. Porém, chegamos ao ponto em que colegas de profissão dele (jogadores dos times adversários) tentam transformá-lo numa pessoa mentirosa. Sim, mentirosa. Afinal, o discurso é que a pérola santista tenta por diversas vezes ludibriar a arbitragem. Igualmente não discordo. Mas o meu questionamento é: se o torcedor exige tudo por uma vitória (vale até gol de mão) por que Neymar estaria sendo transformado na nova praga do futebol brasileiro?

É para discutir decência e ética no esporte bretão? Vamos lá! E a cera para retardar o jogo? E o zagueiro que segundos antes de ser substituído desaba no gramado? E o treinador que no intervalo cobra de jogador Y: “Por que não caístes dentro da área na chegada daquele zagueiro?”. E as bolas arremessadas pela torcida para dentro de campo? E o torcedor que da arquibancada assopra um apito para confundir o time adversário? E o técnico que interrompe o jogo aos 48 do segundo tempo com uma substituição? E os times que retardam o retorno para o segundo tempo na busca por algum benefício através de um eventual interesse por combinações de resultados? E o beque que coloca a mão na bola para impedir o gol? E o cara de pau que aponta para a bola depois de acertar a canela do adversário?

Nossa! Cansei. São tantos os exemplos de mau-caratismo, que me fazem ter a certeza do quanto o ser humano é acometido por avalanches de egoísmo e interesses pessoais, a começar pelo próprio torcedor. Esses os maiores culpados. Sim, pois são eles os mais interessados numa vitória a qualquer preço. "E se não vencer a porrada vai comer" é assim que algumas organizadas reagem diante de uma derrota e entoam num recado bem claro para seus "vassalos".

Ainda bem que não é exatamente assim o comportamento dos torcedores no resto do mundo. Na Inglaterra, por exemplo, jogadores utilizadores do cai-cai são chamados de “Diver” (mergulhador) e quando usam do péssimo hábito são hostilizados pela própria torcida. Vaias “comem solta” nas modernas arenas quando “um corpo” está estirado no chão oriundo de um ato cênico. Ashley Ypung, Michael Owen e Gerrard não me deixam mentir. Aliás, para esses atletas se os gramados ingleses tivessem um trampolim seria o palco perfeito.

Ao ler algumas reportagens sobre o comportamento do neotorcedor inglês (hooliganismo está fora de moda ou pelo menos sem espaço na Terra da Rainha) observo que por lá eles dão muito mais importância ao jogo do que ao resultado final. Eles querem um time brigando pela vitória durante 90 minutos e de forma limpa. De preferência fazendo o uso do Fair Play durante todo jogo. Se perder (desde com dignidade) não há problema algum.

Muito diferente do Brasil. Torcedor por aqui não tolera outro resultado que não a vitória. E parte dos jornalistas se lança nesse tsunami devastador da moral esportiva. Empatar fora de casa, segundo alguns analistas, já deixou de ser um bom resultado. Vencer, vencer, vencer ou vencer. No livro “A Dança dos Deuses: Futebol, Sociedade, Cultura”, o autor Hilário Franco define muito bem a principal proposta de jogo utilizada pelos brasileiros com a bola nos pés quando diz: “Assim como no cinema e no teatro, a representação é a essência do futebol: 11 indivíduos tentando enganar outros 11”.

Por fim, na maior parte das vezes esquecemos o tamanho do alcance e a quantidade dos exemplos dados para crianças dentro de campo durante uma partida de futebol. Neymar precisa dar o exemplo? Sim. Mas além dele, muita gente precisa pôr a mão na consciência antes de pedir o expurgo do “filé de borboleta” santista num desses mergulhos defensivos. De nós jornalistas pedintes da desprezível malandragem durante os jogos da Libertadores, a zagueiros adeptos da cera, até treinadores que orientam quedas de atacantes e, logicamente, a arquibancada pulsante pela obrigação de vitória. Todos precisamos pensar duas vezes (ou quem sabe mil vezes) antes de criticar a simulação do maior patrimônio da seleção brasileira de futebol.

É aquela história, né?! Somos implacáveis com as atitudes dos outros e complacentes com as nossas.

Então, até você mudar completamente seu comportamento, deixe Neymar e seus saltos ludibriadores em paz. Caso contrário, a sua hipocrisia vai ajudar a contaminar (ainda mais) o futebol. Afinal, discurso bom é o discurso utilizado como prática pelo balbuciante.

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)

ps. a revista Placar traz esse tema na edição do mês de outubro. qualquer semelhança não é mera coincidência.





Quinta-feira, 08.11.2012 Adilson Batista - Decandente? Não. Injustiçado e azarado? Sim

Olá, queridos leitores! Adilson Batista vem aí. O Figueirense já confirmou o nome do ex-Capitão América para comandar o clube na próxima temporada.


Para alguns analistas, Batista está numa fase decadente. Não penso dessa forma. Adilson foi, na verdade, vítima de uma cultura incrustada no futebol brasileiro. Aquela que apregoa o péssimo hábito de degolar a cabeça de um treinador quando o time enfrenta uma seqüência de 3 resultados não satisfatórios. Ou pior: basta um fracasso numa decisão.


Em ambos os atos joga-se na privada todo planejamento de um bom profissional elaborado para uma temporada que o mesmo vislumbrava ser longeva. Na verdade essas demissões não passam de uma manobra covarde de alguns cartolas para tirar do foco dos torcedores (menos atentos) os principais culpados pelo insucesso de um clube. Ou não são eles, os cartolas, donos das canetas para assinar polpudos cheques e contratos de treinadores raramente cumpridos até a data estipulada?


Voltemos ao nosso objeto de estudo: Adilson Batista. Dentre os últimos 6 clubes dirigidos pelo novo técnico alvinegro, em apenas 1 deles o rendimento em campo não condizia com o esperado por qualquer torcida. Nos outros 5 times Batista foi injustiçado.


CRUZEIRO: Na Raposa Mineira foram 168 jogos entre 2008-2010 e um excepcional aproveitamento de 64,4%! A relação de amor e ódio com os Cruzeirenses e uma derrota na final da Libertadores foram os fatores determinantes para a demissão. Ora, técnico não entra em campo para fazer gol. Adilson, que conquistou dois campeonatos mineiros, fez o possível e o impossível nos jogos finais contra o Estudiantes de um Verón inspiradíssimo. O time argentino venceu a decisão em pleno Mineirão por 2 a 1 e AB deixou Belo Horizonte. Resumo da Ópera: cartola fez média com a torcida.


CORINTHIANS: Em 2010, no Timão, foram 75 dias de trabalho, 17 jogos e um bom aproveitamento de 49% (7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas). Adilson chegou ao Parque São Jorge para substituir Mano Menezes que acabara de assumir a Seleção Brasileira. Uma tarefa por si só muito complicada. Não bastasse isso, AB pegou a equipe na liderança da competição. Após uma sequência de 5 jogos sem vitória, ele viu a queda do clube para a 3ª colocação e resolveu entregar o cargo. A época deu a seguinte declaração: “Entendo a situação e, conversando com o Mário, disse que queria o bem da instituição. Questionaram se eu estaria com medo ou se seria um ato de covardia. A minha carreira é vitoriosa desde o Mogi Mirim”. Resumo da Ópera: cartolas e torcedores queriam um novo Mano Menezes.


SANTOS: Em 2011 Adilson teve a missão de comandar e montar boa parte do elenco santista que terminaria a temporada campeão da Libertadores. Foram só 11 jogos e um aproveitamento 60,6% (5 vitórias, 5 empates e, pasmem, 1 derrota para o rival Corinthians). A relação entre “Peixonautas Praianos” e AB nunca foi amistosa. Um tropeço (empate com Deportivo Táchira, 0 a 0, na Venezuela) na estreia do Santos na Libertadores foi a gota d’água para o torcedor alvinegro. Resumo da Ópera: cartolas cederam a pressão da torcida e resolveram fazer aquela tradicional “média com leite”. Adilson foi demitido após um empate de 1 a 1 contra o São Bernardo na Vila Belmiro.


ATLÉTICO-PR: No Rubro-Negro paranaense foram 14 jogos, no ano em que Furacão da Baixada teve nada mais, nada menos, do que 6 técnicos diferentes (Sérgio Soares, Leandro Niehues, Geninho, Adílson Batista, Renato Gaúcho e Antônio Lopes). Resumo da Ópera: AB errou ao entrar numa “barca furada”, sim. Porém, nenhum dos outros 5 profissionais citados conseguiu fazer algo diferente.

SÃO PAULO: No Tricolor paulista AB chegou ainda em 2011, logo após sair do Atlético-PR. Foram 22 jogos e um aproveitamento mediano de 45,4% (7 vitórias, 9 empates e 6 derrotas). Nos bastidores falava-se que Adilson não tinha a “benção” da Santíssima Trindade São-Paulina formada pelo poderoso trio Rogério Ceni, Juvenal Juvêncio e Milton Cruz. Juvenal até que gostava dele, Milton e Rogério olhavam de nariz torcido para as formações sempre mirabolantes de Batista. Junta-se a isso o fato de os tricolores enxergarem AB mais ou menos assim: “Não deu certo no Timão e no Peixe não vai dar certo aqui também”. Resumo da Ópera: estranhamente o clube “morumbiano” conseguiu encaixar 6 jogos sem vitória, após Adilson fazer alguns testes com Cícero na zaga. Agora aqui... convenhamos, né?! Cícero defensor? Ow God!

ATLÉTICO-GO: Nesse ano no Dragão goiano Adilson comandou a equipe em 10 jogos e teve um aproveitamento de 63,3% (5 vitórias, 4 empates e 1 derrota)! Mais uma vez a sequência de empates foi fator preponderante para demiti-lo. Foram 4 empates seguidos. Além disso, a torcida marcou Adilson após o Atlético deixar escapar o tão sonhado tri-campeonato estadual para o rival Goiás. Ah! Sabe quem assumiu o Dragão depois de AB? Hélio dos Anjos. Bem feito para a cartolagem atleticana e coitada da torcida. Resumo da Ópera: cartolagem jogou no lixo planejamento de Adilson que havia acreditado no elenco montado por ele. Tanto que recusou uma proposta de retorno ao Cruzeiro.

FIGUEIRENSE: Desde a demissão do Atlético-GO Adilson ficou em Curitiba esfriando a cabeça para retornar aos gramados. Durante esse Brasileirão chegou a ser convidado para assumir o Figueirense quando houve a demissão de Argel Fucks. Não aceitou após ouvir os dirigentes do Furacão dizerem “NÃO” para contratar, pelo menos, 6 jogadores (pedido de AB) que na visão de Batista seriam necessários para melhorar o desempenho da equipe e evitar o então já vistoso rebaixamento. Resumo da Ópera: Adilson Batista tem sinal verde da cartolagem do Figueira para montar o elenco que bem entender e sem a intromissão de empresários. Aliás, AB é avesso a essas tais parcerias “barriga de aluguel”. Se Batista não encontrar no meio do caminho um cartola ávido pela política “média com leite”, tiver a garantia de poder cumprir o contrato por inteiro, não “Pardalizar” esquemas de jogo e, logicamente, ter um pouco de sorte, ele tem tudo para arrebentar em 2013.

Ah! Para fechar. Enxergo que em todos os outros times Adilson Batista foi vítima de cartolas, funcionários e jogadores com influência sobre mentes menos esclarecidas. A carreira dele decaiu por desencontros e desgostos da vida. Num português mais simples: coincidências de tragédias. Algumas anunciadas, é verdade. Vide caso Atlético-PR.

Chega de azar, AB! Vai te benzer, professor!

HASTA LUEGO!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Postado por Gustavo Bossle às 16:53 | Marcadores: Adilson Batista   Números   Estatísticas  

Sexta-feira, 19.04.2013 Vai começar: Playoffs da NBA

Olá, queridos leitores! Nesse sábado começa a fase dos playoffs da NBA. E é evidente! Eu não poderia deixar de dar o meu pitaco sobre os cruzamentos desse ano, extravasar um pouco dessa minha paixão e compartilhar com vocês algumas informações.

Graças aos avanços da tecnologia tive a possibilidade de acompanhar vários confrontos da temporada regular. Isso quase diariamente. Afinal, no basquete não tem essa de jogar um dia e folgar outros três. A vida de atleta nesse esporte tem uma cultura e concepção diferentes do futebol, por exemplo.

Tenho muitos amigos que acompanham o melhor basquete do mundo somente a partir da fase dos jogos mata-matas. Por isso resolvi criar uma espécie de “Mini-Guia Comentado e Pitacado™”.

Começaremos pela Conferência do Oeste (o numeral ao lado do time corresponde a classificação da franquia na temporada regular):

Miami Heat (1) x Milwauke Bucks (8): Big 3 é Big 3, né?! Heat é favorito não apenas nesse confronto, mas também para conquista do título junto com outras 3 equipes. Porém, vale ficar de olho em 3 nomes dos Bucks: Monta Ellis, Brandon Jenings e JJ Redick (reserva e excelente arremessador de 3 pontos). Dá Miami com série de 4x1.

NY Knicks (2) x Boston Celtics (7): Um clássico! Carmelo, Camby, Kidd, Kenyon Martin, Stoudmire e Chandler formam um New York muito consistente tanto no ataque, quanto na defesa e principalmente com opções no banco. Pinta de campeão? Será?! Já o Boston sofreu para achar um armador depois das lesões de Rajon Rondo e Leandro Barbosa. Paul Pierce, Jason Terry e Kevin Garnet precisarão superar essas e outra grande dificuldade: a inexperiência do elenco. Dá NY com série de 4x2. (Celtics tem o brasileiro Fab Melo. Ele atuou em apenas 6 jogos nessa temporada. Calouro, foi pouco aproveitado. Especialistas de Boston vêem grande potencial no jovem de 22 anos que poderá aprender muito com KG.)

Indiana Pacers (3) x Atlanta Hawks (6): O duelo mais sem graça dessa fase. Abstenho-me de falar dos dois times e consequentemente vou poupar meus leitores Dá Indiana com série de 4x2.Se eu sei pouco sobre ambos times? Imagiiiiina.

Brooklyn Nets (4) x Chicago Bulls (5): O confronto mais equilibrado dessa primeira rodada dos playoffs. A franquia caçula da temporada surpreendeu com um ótimo rendimento. Beneficiada, também, pela debandada de algumas estrelas do leste para o oeste, assim teve o caminho facilitado. Independente disso conseguiu uma respeitável 4º colocação na conferência. Algo significativo. O cara do time é o pivô Brook Lopes, mas não se pode deixar de citar outros dois: Deron Williams e Joe Jhonson. Nos Bulls, nesse ano, o time superou a ausência de Derick Rose (deve voltar a jogar nesse playoff). Joakim Noah chamou a responsabilidade e não decepcionou. Ajudado – e muito – pelos preciosos pontos de Luol Deng. Dá Bulls com série de 4x3.

Conferência do Oeste (o numeral ao lado do nome do time corresponde à classificação da franquia na fase classificatória):

Oklahoma City Thunder (1) x Houston (8): Chance para James Harden provar que é muito mais que um simples “6º homem” e para Jeremy Lin provar que Havard forma, também, grandes campeões do basketball. É uma chance e só. Nada mais do que isso. Muita pretensão imaginar os Hockets passando pelo Thunder. Sou beeeem mais o trio Kevin Durant, Westbrook e Serge Ibaka. Esses três dão uma intensidade incrível na partida nos dois lados da quadra (defensivo e ofensivo). Dá Thunder com série de 4x1.

San Antonio Spurs (2) x Los Angeles Lakers (7): Sem Kobe, sem chance! Os fãs de basquete lamentaram a saída de Kobe Bryant justo na fase em que ele mais aparece. Ele é fominha? É. Mas resolve quando o calo aperta. Howard não se achou na franquia. Gasol de preterido passou a ser decisivo. Uma montanha russa no melhor estilo Six Flags Mountain. Do outro lado está uma equipe bem mais centrada, com muito poder defensivo e a frieza de Duncan para conseguir resultados improváveis. Dá Spurs com série de 4x0 (Os Spurs contam com o pivô catarinense Thiago Splitter. Nessa temporada o moço de Blumenau desencantou e alcançou a expressiva marca de 10.3 pontos por jogo e média de 24 minutos jogados por partida)

Denver Nuggets (3) x Golden State Warriors (6): Esse duelo se resume em dois nomes: Steven Curry (armador GSW) e Ty Lawson (armador DN). Tá, tá. Gallinari também pode fazer alguma coisa nas bandas do time do Colorado. Já os Warrios têm mais algumas peças (David Lee, Klay Thompson e Jarret Jack) e isso fará a diferença. E mais... se Curry estiver “naqueles” dias, esqueçam! Ele é capaz de fazer nevar mais do que em Aspen em dia de avalanche. Steven Curry foi o “showman” na segunda parte da temporada regular – dividida pelo All Star Game. Dá Golden State com série de 4x2.

Los Angeles Clippers (4) x Memphis Grizlies (5): “O Chris Paul é nosso, vai começar a festa!”, canta a torcida patinho feio de LA. Eleito o MVP do All Star Game o armador habilidoso, quase perfeito nos chutes de média distância, ótimo nas assistências e incrível nas infiltrações é definitivamente a peça mais importante para desequilibrar este duelo. Blake Griffin é altamente limitado quando se afasta da cesta. Porém, embaixo dela... Jesus! É um troglodita! Tem também Jamal Crawford e o seu bom arremesso da linha dos 3 pontos (na última quarta-feira, contra os Kings de Sacramento, ele converteu 6 de 8 tentativas). No Memphis tem o reboteiro e cestinha do time Zach Rodolph, Tayshaun Prince e a versão genérica – de qualidade – de Paul Gasol, o irmão Marc Gasol. Dá Clippers com série de 4x0.

Seguindo meus delírios de “Pai Diná”, depois ficaria assim:

Semifinais da Conferência Leste: Miami x Chicago e Indiana x NY

Semifinais da Conferência Oeste: Oklahoma x Clippers e Golden Stante x Spurs

Finais da Conferência Leste: Miami (se Derick Rose não voltar) ou Chicago (se Derick Rose voltar) x NY

Finais da Conferência Oeste: Oklahoma x Spurs

Finais da NBA: NY x Oklahoma

Campeão: New York Knicks!!!

Agora é esperar para ver, né?! Uma coisa é certa: esses jogos dos playoffs nas semifinais serão fantásticos!!!

Você quer os 6 números da mega-sena? Deixe seu recado após o sinal.

Ah! Quem quiser desfrutar do “NBA League Pass” é só entrar no site NBA.com e seguir as orientações para fazer a assinatura do plano. Inclusive há uma promoção de gratuidade para brasileiros nos jogos dos playoffs dos dias 20 e 21 de abril. É uma boa pedida para acompanhar “de boa” a partida 1 das séries melhor de 7. É possível assistir simultaneamente 4 duelos diferentes. ES-PE-TA-CU-LAR!

Sonho o dia em que teremos algo similar no futebol brasileiro. Mas isso é papo para outra coluna.

HASTA LUEGO!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Postado por Gustavo Bossle às 17:53 | Marcadores: Gustavo Bossle   Nba   Playoffs   Guia   Pitacos  

Terça-feira, 30.04.2013 Figueira quer 'camisa 10'. Saiba dois nomes que estão na lista

Olá, queridos leitores! O Figueira está em busca do tal camisa 10. A ideia é trazer um meia armador com capacidade técnica para segurar a bola e criar jogadas (lançamentos e passes rasteiros em profundidade) para colocar os atacantes na cara do gol.

Testes foram feitos no Catarinense e ninguém foi aprovado pela comissão técnica. Botti não encaixou, Maylson não tem essa característica, Gerson Magrão muito menos e Felipe Nunes também não correspondeu quando colocado nesse setor.

Já falei algumas vezes no Jogo Aberto SC que o sucesso da contratação de Rafael Costa passa pela vinda de uma segunda peça: um bom lançador, com ampla visão de jogo para servir com precisão o rápido e robusto novo atacante do Furacão, vulgo “Pelezinho”.

Pois bem.

Dois nomes estão na lista alvinegra para ser o bendito camisa 10.

Quem são eles? Quem virá para o vosso reino, torcedor do Furacão?

A resposta pode estar nos dois próximos parágrafos.

Evandro, meia de 26 anos. Atleta com passagem pela seleção brasileira de base em 2005 quando disputou, na Holanda, o Mundial Sub-20. Nessa competição o Brasil foi o 3º colocado. Evandro começou nos profissionais do Atlético-PR (2005) e depois passou por Palmeiras, Goiás, Atlético-MG (Campeão Mineiro 2010), Vitória e Crvena Zvezda (Croácia). Último clube: Evandro disputou o Campeonato Português 2012-2013 pelo Estoril Praia. Lá em Portugal disputou 28 jogos (Português, Taça Portugal e Taça da Liga) e marcou 3 gols. Nessas 28 partidas o brasileiro foi titular em 22 oportunidades e, consequentemente, foi suplente nos outros 6 confrontos. *Evandro foi apresentado no Figueira em 2010, mas não pode jogar a Série B por ter assinado contrato com outras duas equipes naquele mesmo ano (Vitória e Atlético-MG). Artigo 38 do Regulamento de Competições da CBF: “Um clube não poderá incluir em sua equipe um atleta que já tenha atuado por dois outros clubes, em quaisquer das séries do campeonato brasileiro, na mesma temporada”.

Carlos Alberto, meia de 25 anos. Jogador formado no Botafogo-SP (2010) conta com passagens por Treze-PB e Luverdense-MT. Último clube: disputou Paulistão 2013 pelo Mogi Mirim. Lá participou de 17 jogos (14 como titular e reserva em outros 3) e marcou 6 gols.

Virão os dois? Pode ser.

Virá somente um deles? Também é possível.

Não virá nenhum dos dois? É outra possibilidade.

O que é certo? Ambos estão em pauta nas mesas de negociação do Orlando Scarpelli.

Faça a sua aposta!

HASTA LUEGO!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)




Evandro, meia de 26 anos, está na lista do Furacão
Carlos Alberto, destaque do Mogi Mirim, também interessa ao Figueirense

Postado por Gustavo Bossle às 17:00 | Marcadores: Figueirense   Contratação   Contratações   Carlos Alberto   Evandro  

Sexta-feira, 24.10.2014 Videoblog - As estatísticas dão razão ao torcedor da Chapecoense

O apresentador e jornalista Gustavo Bossle comenta sobre as estatísticas do ataque da Chapecoense.

Além disso, ele fala sobre o ponto forte do próximo adversário do Verdão do Oeste.

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Segunda-feira, 27.10.2014 Videoblog - Criciúma: Dal Pozzo é o culpado?

O apresentador e jornalista Gustavo Bossle comenta sobre a demissão do técnico do Criciúma EC Gilmar Dal Pozzo.


Gustavo Bossle também fala sobre qual era a situação do Tigre na 31ª rodada Série A de 2013.


(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Sexta-feira, 17.10.2014 Videoblog - A sina do Criciúma longe do HH

O apresentador Gustavo Bossle comenta sobre o fraco rendimento do Criciúma longe de casa.

Além disso, o jornalista também fala sobre o que o Tigre precisa fazer para fugir da degola.

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Sexta-feira, 10.10.2014 Videoblog - Gustavo Bossle comenta a semana dos times de SC

O apresentador Gustavo Bossle comenta sobre a atual situação do times catarinenses que disputam as Séries A e B.

Além disso, o jornalista também fala sobre a 2ª Divisão do Campeonato Catarinense.

Deixe sua pergunta ou comentário para ser lido no próximo videoblog.

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Terça-feira, 02.07.2013 Segundona do Catarinense corre risco de paralisação

Olá, queridos leitores!

Abaixo o e-mail enviado para mim pelo advogado do Concórdia A.C.

Nele (e-mail) está explicado detalhadamente o imbróglio que ameaça paralisar a 2ª Divisão do Catarinense.

Melhor explicado que isso? Só dois disso.

"Prezado Gustavo Bossle,

Três clubes foram denunciados até agora: Concórdia, Brusque e Hercílio Luz.

A denúncia contra o Concórdia e contra o Brusque é a mesma, já contra o Hercílio Luz o problema é outro.

Vamos a cada uma delas:

- Concórdia: foi denunciado por ter se utilizado nas primeiras sete rodadas (pelo menos um jogador em cada partida) de atletas registrados na CBF na condição de NÃO-PROFISSIONAL, porém, são atletas que já completaram 20 (vinte) anos de idade. São atletas que disputaram o Campeonato Catarinense na categoria de Juniores pelo Concórdia (inclusive sagraram-se Campeões). A denúncia alega que atletas que já completaram 20 (vinte) anos não podem atuar em Campeonato Profissional. Tal alegação é baseada no artigo 43 da Lei 9.615/98 (Lei Pelé) que diz o seguinte: Art. 43. É vedada a participação em competições desportivas profissionais de atletas não-profissionais com idade superior a vinte anos. No mesmo sentido, o artigo 27 do Regulamento Geral da Federação Catarinense diz mais ou menos a mesma coisa: Art. 27. É vedada a participação em competições da categoria “Profissional” de atletas não profissionais com idade superior a vinte anos, conforme o disposto no art. 43 da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, com a redação dada pela Lei nº 9.981, de 14 de julho de 2000. Porém, tal legislação não é clara. Ao proibir a participação de atletas não-profissionais em competições desportivas profissionais, com idade superior a vinte anos, a legislação não é clara se superior a vinte anos é no dia seguinte ao dia que o atleta completa vinte anos, ou seja, com 20 anos e 1 dia de vida, ou se superior a vinte anos é quando o atleta completa 21 anos. O Concórdia entendeu que superior a 20 anos é 21 anos e não 20 anos e 1 dia. A questão a ser analisada e julgada pelo TJD é sobre o entendimento que será dado à estes artigos de lei. Se for considerada a primeira hipótese (20 anos e 1 dia) o Concórdia será penalizado, caso contrário, se for considerada a segunda (21 anos), o Concórdia será absolvido. Em caso de condenação o Concórdia perderá 32 pontos (21 por ter utilizado os atletas em 7 partidas (7x3=21) e mais os 11 pontos que foram conquistados nestas partidas).

- Brusque: é a mesma situação do Concórdia, porém, foi em apenas em uma partida que isto aconteceu. Então se for condenado o Brusque perderá 06 pontos, uma vez que ganhou a partida em questão.

- Hercílio Luz: o problema do Hercílio Luz é um pouco diferente. A equipe escalou em quatro jogos, atleta com 15 anos de idade. Ai acabou infringindo outro artigo da Lei Pelé, no caso o artigo 44, inciso III, que assim determina: Art. 44. É vedada a prática do profissionalismo, em qualquer modalidade, quando se tratar de: I - desporto educacional, seja nos estabelecimentos escolares de 1º e 2º graus ou superiores; II - desporto militar; III - menores até a idade de dezesseis anos completos. Esse é um caso um pouco mais complicado para a equipe por não há dúvida. A redação é clara no sentido de ser proibida a utilização de atleta com menos de 16 anos de idade. Se condenado o Hercílio Luz perderá 16 pontos (12 por ter utilizado o atleta em 4 partidas (4x3=12) e mais 4 pontos que foram conquistados nestas partidas).

O julgamento que estava marcado para hoje foi adiado, atendendo à um pedido nosso, tendo em vista que o prazo mínimo de 3 (três) dias para a equipe denunciada apresentar defesa não foi respeitado. Provavelmente o novo julgamento será na próxima terça-feira.

Possivelmente hoje entraremos com um pedido de paralização do campeonato, haja vista que a indefinição quanto à punição ou não do Concórdia afeta completamente os planos do time no returno da competição, uma vez que só poderia se classificar para o quadrangular final ser for campeão do returno e não mais por índice técnico.

Tal situação pode gerar ainda outro problema. Caso o Concórdia perca os pontos (32), provavelmente seria rebaixada, porém, se ganhar o returno, se classificará para o quadrangular final, podendo subir para a primeira divisão. Ou seja, no mesmo campeonato o Regulamento da FCF permite que uma equipe seja rebaixada e também conquiste o acesso para a Divisão Principal.

Temos informação de que além destas três equipes, mais quatro ou cinco equipes estão com o mesmo problema (escalação irregular) e serão denunciadas nos próximos dias.

Espero que tenha ficado claro a atual situação do campeonato.

Ficamos a disposição para eventuais novos esclarecimentos. Entendeu? Não? É só ler até entender. HASTA LUEGO!!!

Att.

Vanderlei Camargo"

Entendeu? Não? É só ler até entender.

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Quinta-feira, 19.09.2013 Drone sobrevoa a Ressacada durante treino e causa tumulto

Jogadores, comissão técnica, cartolas azurras e jornalistas foram surpreendidos nesta manhã de quinta-feira (19/09), no estádio Aderbal Ramos da Silva, por uma mini-aeronave com câmeras pilotada por rádio controle.

Por alguns momentos achou-se que o dono do "brinquedo", muito utilizado pelas forças armadas dos Estados Unidos, estivesse a serviço da "CIAAA", a conhecidíssima Central Intelligence Agency About Avaí - Central de Inteligência Sobre o Avaí.

Em questão de minutos o mistério foi desfeito. O piloto do drone se identificou como torcedor azurra, recolheu o brinquedo e pediu desculpas ao gerente de futebol do Leão Júlio Rondinelli pelo mal-estar gerado. Segundo o MONI (moço não identificado), ele queria apenas registrar imagens da Ressacada de um ângulo diferente.

E vou te falar, heim?! Rondinelli pode ser baixinho, mas o moço é peitudo. Foi lá sozinho, como um felino enfurecido cuidando da cria dele, e mandou o recado. (veja vídeo acima)

Essa pergunta é para as mentes mais contaminadas pela síndrome da perseguição: coincidência ou não, naquele exato momento, Hémerson Maria fazia um treino fechado. Seria algum adversário do Avaí tentando descobrir os segredos do bruxo HM?

É claro que não, né?!


Poupem-me.

Assista ao vídeo e tire as suas próprias conclusões. As imagens são do repórter cinematográfico do Jogo Aberto SC Assis Vieira.

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





Sexta-feira, 07.11.2014 Videoblog - Figueira vs. Chapecoense + O segredo está na base

O apresentador e jornalista Gustavo Bossle comenta sobre o jogo entre Figueirense x Chapecoense.

Gustavo Bossle também fala sobre as categorias de base do Figueira.

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)

****!!!!Errata: entenda Rafael Coelho ao invés de Rafael Costa!!!!****   :-)





Segunda-feira, 07.10.2013 Bruno 'Power' Rangel: O melhor de todos os tempos

Olá, queridos leitores! Bruno Rangel é “O Cara” na Série B. Com 26 bolas colocadas na rede dos adversários, falta um tento para o incansável fazedor de gols da Chapecoense alcançar a marca de maior artilheiro da história de uma edição da Segundona do Brasileirão.

Essa marca atualmente pertence ao também atacante (e cigano) Zé Carlos (ex-Criciúma, ex-Changchun Yatai [CHI] e atualmente no Al Sharjah [EAU]). Na Série B 2012 o ídolo Carvoeiro marcou 27 vezes.

Faltam ainda 12 rodadas para a Chape fechar a participação dela na Série B. No ritmo atual dos canhonaços e cabeceios de Bruno “Power” Rangel é quase impossível o artilheiro do ano no Brasil – feito conquistado após o jogo contra o JEC – não superar a marca que Zé “do Gol” suou litros para alcançar no ano passado.

Como de costume, busquei os números (expostos abaixo) para explicar o tamanho do meu otimismo nessa quebra de recorde.

Antes vamos relembrar a performance de Zé em 2012 e na sequência passarei o “scout” do novo Super-Herói Verde e Branco.

>> Zé Carlos, Série B 2012 - 30 jogos / 27 gols: 23 dentro da área, três fora da área e um de pênalti, sendo quatro de cabeça e 23 de perna direita – média de 0,9 gol por jogo.

>> Bruno Rangel, Série B 2013 – 23 jogos* / 26 gols: 22 dentro da área, um fora da área e três de pênalti, sendo 11 de cabeça, 11 de perna direita e oito de perna esquerda – média de 1,1 gol por jogo.

Numa comparação primária entre os atletas fica clarividente o tamanho da diferença do repertório de ambos.

Bruno tem mostrado muito mais recursos na hora de fazer a torcida soltar o grito. Pesa – e muito –, também, o aspecto disciplinar. BR9 levou somente um amarelinho e deixou de atuar, até aqui, em três partidas (todas por contusão). Já ZC9 colecionou ao longo do campeonato de 2012 10 cartões amarelos e um cartão vermelho. Para sermos mais justos na comparação do aspecto disciplinar (se é que há necessidade), até a 26ª rodada Zé “do Gol” havia recebido “tão somente” seis amarelos e um vermelho.

Mais alguns números de Bruno Rangel (Série B 2013):

- 26 dos 50 gols marcados pelo time saíram dos pés dele (pouco mais da metade);
- 2º em finalizações certas (40);
- líder em gols de cabeça (7);
- líder em cabeceios certos (13);
- líder em finalizações certas com jogadas originadas de cruzamentos;
- a cada 2,5 chutes ele marca um gol (total de 64 chutes [certos/errados] e 26 gols).

Impressiona? Sim! Mas me deixaria ainda mais impressionado caso BR9 fosse um jovem. Bruno já está com 31 anos de idade. O contrato dele com a Chape vence em 01 de dezembro deste ano. Atlético-PR, Ponte Preta e Atlético-MG já tentaram contratá-lo e esbarram numa blindagem chamada multa rescisória. Além disso, pesou o fato do atleta não ter forçado a barra para deixar a Arena Condá. Atitude de alguém maduro e frio. Afinal, se for para jogar a Série A que seja pelo Verdão do Oeste, oras. Compor grupo, me parece, está fora de questão para o artilheiro do ano no Brasil.

Nisso tudo o que mais me chama atenção é o fato do atacante da Chapecoense ainda não ter no portfólio dele a elite do Brasileirão. Em compensação já circulou pela penosa e sempre didática Série C.

Com Metropolitano (Blumenau) e JEC ele também aprendeu muito .

Aos 31 anos BR9 é um aprendiz frio e calculista.

Por falar em aprendizagem... aprender a língua árabe ou o mandarim deve ser o próximo grande passo da carreira do melhor “calouro-veterano” da temporada 2013 do futebol brasileiro.

Esse é Bruno “Power” Rangel. Que em breve vai ter de gritar em outro idioma o tradicional.... “Hora de Morfar!”.

Sentiremos saudades.

(*números atualizados até a 27ª rodada)

HASTA LUEGO!!!

(Gustavo Bossle é jornalista - sim, formado - desde 1999. Apaixonado por esportes. Principalmente por basketball, futebol e ciclismo. Ah! Também prefiro Jogos Olímpicos a Copa do Mundo.)





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